sábado, 29 de agosto de 2015

A moça destruidora de cabelo azul

Ou: Welcome to the BADLANDS.

Assim, eu não entendo muito de música, nem de TV, nem de filme. Eu só entendo que curto ou não curto, por x e y motivos. Mas assim, quando eu curto uma coisa, eu curto mermo. Não paro de falar sobre, quero consumir tudo o que aquilo tem pra me proporcionar, e saio pregando a palavra pros migos até que eles enchem o saco e param de resistir ou me mandam catar coco

Então long story short: escutem Halsey. Agora. Abram o Spotify, o YouTube ou sei lá o lugar em que vocês escutam música e pesquisem Halsey. E escutem. Agora. De preferência o Spotify porque a moça lançou o primeiro álbum dela ontem e, gente, que destruidor.

you can sit on my face anytime you want
Aqui eu falei como eu conheci a mina, mas, repetindo, foi no Tumblr. Vi muito dos meus following rebloggando foto da moça, e eu lá, sem saber quem era, só achando muito bonita. Não levou muito pra eu descobrir que ela era uma cantora americana e num sábado qualquer eu decidi pesquisar as músicas. 

é real
Não lembro quando foi a última vez que fiquei tão viciada tão rápido em alguma banda/cantora/cantor novo, só sei que com Halsey foi um uphill maravilhoso. E ele ainda não parou.

Escutei as poucas músicas que ela já tinha lançado no repeat. Por semanas. Minha irmã acabou escutando junto por tabela, e curtindo. As músicas fazem parte de um EP lançado ano passado, o Room 93, e as antecipações de músicas que ela lançaria no álbum de estreia dela, o Badlands. 

A Halsey (um anagrama do nome original dela e uma rua de NYC) que na real é Ashley Nicolette Frangipane, tem 20 anos (!!!), tem dois irmãos mais novos, é biracial (pai afroamericano e mãe italiana-americana), e cresceu sempre meio metida com música. Ela ganhou mais visibilidade desde que começou a abrir os shows do Imagine Dragons e têm sido muito falada por terras estadunidenses.  Antes disso ela já era mais ou menos conhecida no YouTube e até uma música pro Harry Styles e pra Taylor Swift ela escreveu e cantou. Mas a gente não precisa falar disso porque essas são informações de fácil acesso, é jogar o nome dela no Google que elas aparecem com facilidade.

A gente só precisa falar sobre o BADLANDS (deluxe). Gente, o que falar sobre o Badlands? Talvez o meu segundo álbum favorito do ano, quase empatado com o Kintsugi. Um álbum assim, que não perdoa mesmo, sabe? Destrói tudo. E é TODO fechadinho. Tudo combina. A ~vibe~ que a Halsey construiu e colocou nele é muito boa, meio louca, meio confusa, meio badass e meio sexy também.

Que tal abrir ele no Spotify e vir comigo? Vamo?

actual fairy halsey
O álbum começa bem, com a música Castle toda trabalhada numa ideia mágica de they wanna make me their queen, ela abre a ~porteira~ pra experiência maravilhosa que é chegar na Badlands. Logo em seguida vem Hold Me Down, uma música que nem pede licença e já te dá um coice de badassery nas fuças. Eu não precisei de muito pra cantar ela inteirinha (ela é super cantável, gente), e chuto dizer que das músicas que vazaram antes do lançamento do álbum, essa seja a mais empolgante e consistente dentre elas. Lodo depois a Halsey não nos dá nem um tempinho pra tentar uma recuperação e já joga um survival of the richest / the city's ours until the fall / they're Monaco and Hampton's bound / but we don't feel like outsiders at all em New Americana e mostra que né, sabe e muito a que veio. A quarta música do álbum, Drive, é toda ambientadinha dentro do interior de um carro e cês não tem noção do quanto ficaram legais os ~barulhinhos~ dele na música, além disso a guria did it again quando canta que all we do is drive / all we do is think about the feelings that we hide / all we do is sit in the silence waiting for a sign, sick and full of pride / all we do is drive. Ambas músicas três e quatro foram lançadas antes do álbum vazar, mas com pouco tempo de antecedência.

Hurricane, outra música que vazou antes do CD e tá presente no EP do ano passado, é uma que de certeza todas as HBIC tem na playlist do celular, afinal, I'm a wanderess / I'm a one night stand / don't belong to no city / don't belong to no man / I'm the violence in the pouring rain / I'm a hurricane. Já Roman Holiday é a cota música fofa do CD, tem uma pegada meio ~vamos dar as mãos e correr na praia~ e agora tô a fim de correr na praia com essa música tocando ao fundo. Vai acontecer? Claro que não. Imagina a pieguices da cena. A #7 é a Ghost, que é o primeiro single do Badlands. O clipe oficial já tem mais de 4 milhões de visualizações e é puro amor. A música foi a primeira que eu escutei (a que deu ensejo ao print ali em cima) e, apesar de não ser minha favorita hoje em dia, ela é uma boa pedida pra conhecer o trabalho da moça. Agora Colors gente... O que falar de Colors? O QUE FALAR DE COLORS? Já na primeira escutada do álbum ela virou minha #fave. É extremamente viciante, e boa, e foda, e eu tô amando muito essa música. MUITO!!!!!!!!!!! Colors, Pt. 2 é uma pausa pra respirar, tomar um copo d'água, esvaziar a mente numas batidas meio chill. Na viagem que é esse álbum, essa seria a hora de parar no posto pra esticar as pernas. Depois vem Strange Love que parece uma resposta azeda pra gente que quer fazer a íntima (quem nunca passou por isso, né?), e é muito boa quando canta que they think I'm insane, they think my lover is strange / but I don't have to fucking tell them anything, anything / and I'm gonna write it all down, and I'm gonna sing it on stage / but I don't have to fucking tell you anything, anything. 


hair!!11!11111!! <3
A décima primeira música do álbum é a Coming Down, essa na viagem pelo Badlands é o momento em que a gente dá uma desacelerada no carro. Na primeira vez que ouvi ela me pareceu a mais destoante do estilo do CD, mas foi só na primeira vez também; na segunda eu já estava adorando e a achando muito necessária. Aí vem Haunting pra nos deixar com um refrãozinho muito do bem construído, cheio das batidas, na mente. O início é uma coisa meio psicodélica e, por óbvio, é d+. Gasoline tem o melhor começo de música do álbum, ele me lembrou um pouco a cultura asiática, e filmes feito Lost in Translation. Mas as comparações param aí, porque é a cantoria começar que a coisa explode. Mas é na música seguinte, Control, que na minha humildji opinião, a gente tem o vocal mais poderoso dela no álbum inteiro, ela faz isso cantando sobre ser bigger than my body / I'm colder than my home / I'm meaner than my demons / I'm bigger than these bones. 

É na finaleira do álbum que temos menina Halsey fazendo a Mc Mayara com sua pepeca de ouro quando diz que if you wanna go to heaven you should fuck me tonight em Young God, que tem a participação de alguma voz de fundo masculina. A penúltima música do deluxe dá uma sensação de closure ENORME pro álbum. Se na primeira canção ela cantou sobre ser transformada em uma rainha, aqui ela pergunta se a gente se sente feito um jovem deus (hehe), e ainda ainda conta com um jogo de remixes (ou sei lá o que) muito bom na partezinha que canta que we'll be running, running, running, again.

Pra fechar a versão deluxe do álbum com chave de ouro, a Halsey faz um cover da conhecidíssima música do Johnny Cash, I Walk the Line. Eu não usava a expressão earporn há anos mas é a que mais fielmente se encaixa na hora de classificar essa versão da música. Escutem ela, ela é ótima e muitcho sexy, gente!!!

THE CUTEST!!!!!!!! e pls me bja por favor poxa nunca te pedi nada
No geral, o álbum é bem denso e marcante. A voz da moça destruidora de cabelo azul é poderosa e conquista fácil. O estilo de música é uma mistura das coisas que dão certo de outras cantoras de indie pop, e ainda assim é super original.

Eu aposto todas as minhas fichas que a Halsey vai ser um estouro mundial e que não vai dar muito pra gente estar escutando ela tocando em rádios e festinhas daqui do Brasil.

Tô fazendo desde já reza brava pra que ela venha pro Lolla, e também fico ensaiando cantadas que daria nela caso um dia pudesse falar com a guria. Eu sou ridícula assim mesmo.

Nota: ★★★★★

BEDA (blog everyday in august) #29

10 comentários

  1. Ahhhhhhhhhhhhhh....Eu amo amo amo a Halsey <3 Para ver o nível da coisa esses dias fiquei quase uma hora vendo entrevistas dela no youtube eu -nunca- vejo entrevistas de ninguém. Desde que descobri a moça destruidora de cabelo azul escutava pelo menos uma música todo dia, e desde que Badlands vazou é praticamente a unica coisa que tenho escutado há quase uma semana, o mais incrível de tudo é que não enjoou de nenhuma música.

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  2. para tudo que to apaixonada?! plmdds.
    Ok, só escutei duas músicas por enquanto (curti, curti)
    Mas né, que pessoa bonita e estilosa '0'
    Tô indo pintar o cabelo de azul e já volto, daí quando eu voltar escuto o cd todinho.
    Obg pela recomendação :*

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  3. Eu não costumo procurar por indicações musicais assim que elas caem no meu colo. Sempre espero eu ver o nome novamente ou ouvir alguma música do artista em questão por acaso - foi assim com Sia, Melanie Martinez e uma infinidade de outros. Mas esse seu post empolgado e o estilo da moça me fizeram correr pro Spotify e procurar todas as faixas, ouvindo e lendo seus comentários sobre.

    Resultado?
    Amei.
    Tô ouvindo ensandecidamente.
    Obrigada.
    <3

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  4. Deixando aqui não só um muito obrigada por me fazer ouvir Halsey mas também um te considero pakas

    Novembro Inconstante

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  5. Gente, tenho algumas amigas obcecadas por essa moça, não falam de outra coisa desde que saiu o primeiro disco dela. Costumo demorar MUITO pra me inteirar de lançamentos, sou sempre a última a saber das coisas que os jovens estão ouvindo, então apesar de todos os apelos eu ainda não escutei nadica da menina Halsey. Mas eu vou ouvir. Eu vou fazer esse esforço. Eu vou confiar na tua recomendação. E aí depois eu volto pra dizer o que achei.
    beijocas!

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  6. MELDELS hahahahaha gente acho muito engraçado quando vejo esses posts de current obsessions ou novas paixões porque WOW, tenho energia pra isso não.. Se a minha internet não estivesse caindo de 5 em 5 minutos eu ja estaria ouvindo, mas prometo fazer isso ASAP

    beijo!

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  7. Miga, antes de mais nada, perdoe a falta de mimos. Sinto que tem três séculos que não venho aqui mas né, nada que não possa ser compensado agora.
    Assim como a Anna, é bem difícil que eu me inteire sobre lançamentos assim, logo que eles saem. Vi muita gente falando sobre esse álbum, muitas amigas pirando na batatinha, e no fundo eu só olhava meio "ok, depois eu ouço", mais ou menos como aconteceu com o álbum novo da Carly Rae Jepsen (é assim que escreve? fiquei com preguiZzZZzZZzz de pesquisar). Mas aí eu cheguei aqui e sei lá, não tava fazendo nada (quer dizer, estava) e achei que era uma boa hora de quebrar minhas próprias regras e ouvir - em veja só, curti pacas. Sou bem resistente com novidades musicais, especialmente quando se fala em música indie, mas achei o som da moça bem gostoso de ouvir e já comecei a dançar com meus bracinhos pra cima, sozinha no quarto. Gostei muito de todas as músicas, tanto que ia arriscar escolher minhas favoritas, mas descobri que é impossível. Talvez, depois de ouvir mais vezes, eu consiga fazer minha escolha.

    beijo! <3

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  8. eu não conhecia e tô no chão. chega a dar raiva essa combinação de gente linda com música boa. não me aguentei e fiquei aqui lendo esse post lindo enquanto ouvia esse álbum maravilhoso.

    aliás, novo por aqui e a culpa é toda do blog day.

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  9. Conheci seu blog hoje e estou extremamente apaixonada pelo seus gostos, não conhecia a Halsey até agora e estou escutando as músicas e me apaixonando <3

    http://www.codigodegarota.com/

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  10. ai meu deus do cééu, mil vezes siiiiiiiiim, ela é destruidora. dona do mundo, apesar de nem todo ele saber disso u.u gente esse cabelo, essa cara, essa voz, esse puta álbum, muitos feelings por essa mulé. hold me down <3

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© OH SO FANGIRL
Maira Gall