sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Being Pata

Esses dias dei RT num tweet que me identifiquei muito [esse aqui]. Um tempinho depois meu migo veio dizer que aquilo era "muito eu". Eu não tive nem como argumentar porque de verdade, aquilo é muito eu.

Não precisou muito pra eu listar na mente todas as vezes que fiz algo pata o suficiente pra corroborar a ideia que, de fato, aquele tweet era muito eu.

eu correndo atrás da vida e percebendo que não deu certo

A lista das patices da vida vai mais ou menos assim:

1) No auge do meu atletismo aos quinze anos (50 minutos de educação física por semana), eu fui pra um clube comemorar o aniversário do meu pai com churrasco e piscina. Eu me convenci de que eu seria altamente capaz de dar uma ~cambalhota~ usando a bola de apoio porque, bem, eu vi na tv, parece fácil, eu consigo. Consegui? Não. Sabe quando cortam uma árvore e ela cai reta no chão? Era eu caindo de costas na areia. Mal respirei, minha amiga entrou em combustão de tanto rir da minha cara. Eu superei.

2) Morei até os 4 anos (quase cinco) em outra cidade. Das vagas lembranças que tenho de lá, eu tenho uma muito vivida em que eu fiquei presa entre o assento e o escoro da cadeira. Eu entalei, literalmente, e lembro do meu pai sofrendo muito para me tirar de lá. É coisa de criança, mas sempre fiz ótimas escolhas...

3) Como a vez em que eu achei uma boa ideia andar de skate sem saber, e achei melhor ainda andar de skate deitada. Final da história: tomei três pontos no queixo.

4) Ou a vez que no mesmo clube de piscinas eu desci uma rampa que estava descascando de barriga pra baixo e isso mesmo, entrou um lascão de tinta embaixo da unha do meu dedão. Doeu. Pra caralho. 

5) Ou a vez que fui atravessar um rio por cima de um tronco velho e torci o pé e ferrei com os meus ligamentos. 4evah (a pata hoje em dia consegue torcer o pé com chinelo ou tênis). 

6) Aí também teve a vez em que eu estava dançando no chuveiro, dei um pulo e bati com o pé no box. Quebrei o box? Mas é claro. E vocês nunca vão falar isso pros meus pais.

7) Com meus dez anos eu queria usar saltinho. Minha mãe me deu uma bota com um saltinho. Se na primeira oportunidade que tive eu escorreguei na escada e lustrei o chão? Sim. É óbvio que sim. 

8) Das melhores do meu currículo patídico, teve a vez em que minha mãe pediu sorvete e eu bufando fui servir. Abri o freezer, os antigões, peguei o sorvete, servi. Fui guardar o sorvete e a porta não abria. Se acabei ficando com a porta na mão e indo com o rabo entre as pernas falar pro meu pai que "a porta do freezer caiu"? Sim. 

9) Também teve a vez que eu enchi o corpo o rabo de bebida e caí O tombo da minha vida descendo uma escada. E sem exagero, minha bunda leitosa ficou preta. Tenho amigas que podem confirmar.
 

Além das incontáveis vezes em que eu caí sozinha, de maduro. Me bati sozinha nas quinas do mundo. Me machuquei sem querer. Tenho uma marca no rosto porque ano passado eu consegui me arranhar tentando alcançar uma caneta. O arranhão foi tão besta que chegou a criar casquinha. Eu deveria saber melhor e ficar longe de coisas que quebram e trabalhos manuais. Num vira-vira de cerveja numa festa em casa eu consegui bater um copo no outro e fazer zona. No mesmo dia eu ainda a) quebrei 50% de uma tampa de vaso porque pendi pra um lado e caí pro outro (ALGUÉM EXPLICA?) e b) desafiei os ensinamentos da física e caí de uma cama enorme porque sim, né? Por que porque não? 


Eu tenho uma atração por idiotices que eu mesma me enfio. E pelo chão também.

Um dos maiores medos da minha vida é quebrar os dentes da frente. Meus dentes são grandes, e meus pesadelos enquanto acordada sempre envolvem eu caindo com os beiços no chão e quebrando os dentinhos. Tipo aquele vídeo antigo do cara que quebrou o dentinho. Um dos outros medos da minha vida é cair na universidade ou no ônibus. Então preciso concentrar muito pra equilibrar e colocar um pé na frente do outro. Eu sou bem consciente das chances que tenho de cair tombão. 

Assoviar e chupar cana é algo que jamais será uma opção pra mim.

BEDA (blog everyday in august) #28

6 comentários

  1. Sei que rir da desgraça alheia é feio, mas esse post animou meu dia. Eu sei como é se machucar com coisas bobas e que não deveriam dar erro, tipo extrator de grampo... Tenho roxos que não sei de onde vieram, eles só aparecem...

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  2. Se te consola, acho mais fácil criar simpatia por pessoas atrapalhadas, que sabem compartilhar histórias e rir da própria desgraça. :)

    Eu não sou muito pata, mas já tive meus momentos. E que momentos. De andar de patinete em alta velocidade na calçada esburacada, me sentindo o máximo até prender a roda no buraco, e sair voando num tombo. E de dar estrelinha na quadra do colégio, ser empurrada por um menino quando eu estava de cabeça pra baixo e cair de testa no chão. Shit happens, c'est la vie.

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  3. HAHHAHAHAHA, pode rir?
    Ana, calma, estamos juntas nessa. E além de tudo, cresci sem noção do tamanho do meu corpo. Sempre: - passo em todas as portas batendo o braço | - bato o ossinho do quadril nas quinas | - bato as cochas e o bumbum em tudo que é lugar | - caio de maduro também |- e viro o pé parada. | - já cai por bebida também, e um amigo foi imitar e caiu também. Melhor dia. :p
    Desastrada ao extremo.
    Fica tranquila, cê não tá sozinha. hehehehehhe

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  4. Tentei não dar risada com esse post, falhei. Mas também me identifiquei 100%, porque vivo e aqui quoto minha mãe "procurando sarna para me coçar". Você falando de dentes, lembrei que arranquei a maioria dos meus dentes de leite, nas formas mais estranhas possíveis. Teve uma vez que cai de algo e arrancou os dois dentes da frente, até hoje um dos que nasceram no lugar tem uma marquinha para me lembrar, outra vez pendurei uma sacola no dente e arranquei outro, uma outra vez ainda, coloquei um brinquedo na boca e meu irmão puxou levando outro dente junto.

    Ah.. respondi o meme que você me marcou <3

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  5. (Prometo que esse é o último mimo)
    Chorei com esse post? Me representou demais? Sei que é péssimo ficar rindo da desgraça alheia, por favor miga, não me odeie, a gente se parece demais pra você começar a me odiar assim (risos) mas não deu. No fundo, meio que tenho como lema que, enquanto essas atrapalhadas continuarem rendendo boas histórias (e principalmente, bons textos) é porque vale a pena. Acho que tá valendo procê então.

    beijo <3

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  6. passando mal de tanto que eu me identifiquei.

    posso compartilhar umas coisinhas também? passei meses com um bandaid no dedão da mão porque numa tentativa bizarra de tirar as cutículos eu arranquei a minha unha no sabugo mesmo. isso jurando que aquilo que eu tava tirando era uma cutícula mais encorpada. tristeza que era a minha unha mesmo e fiquei alguns bons meses sem. e não sendo o bastante, meses depois, inventei de tentar fazer as minhas unhas e ao me aventurar novamente tentando tirar as minhas cutículas consegui cortar a minha perna. pois é.

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