terça-feira, 24 de setembro de 2013

The Walt I knew is gone

Abri a janelinha pra escrever essa review mas tô aqui parada sem nem saber por onde começar e nem é só porque eu não ando bem das ideias nas últimas semanas; é simplesmente porque eu sei que quando eu terminar essa review, só vai faltar uma pro final.

Vai faltar um post-review pro final da minha série favorita. Da série que virou quase religião e que eu chego pra todo mundo dizendo, aos berros: "TU TEM QUE ASSISTIR BREAKING BAD!!!!!!!!!!!"

E é quase um cartão de visitas, também.

"Oi, meu nome é Ana. E eu amo Breaking Bad!"

E é por isso que não sei por onde começar, mas tentarei. 

Under the cut a review chorosa pro episódio S5E15 - Granite State.

Como esperado, esse episódio, no íntimo da sua alma, pôde ter servido de link entre o grande Ozymandias e a nossa tão temida e não deseja series finale, Felina. Eu digo "pôde", porque o episódio foi grande por si só, e apesar de ter sido mais calmo entre os dois episódios que foram e prometem ser explosivos, ele nos deu muito sobre o que pensar: uma pré-series finale que nos deixa de mãos atadas sem saber o que esperar, novamente, sobre os últimos minutos ever dessa série.

Por sinal, dá uma olhada no que significa o nome do último episódio (chorando eternamente):


Mas mas mas vamos lá. Vou separar por personagens porque, pra mim, esse episódio é melhor avaliado se posto dessa maneira.

A nossa queen Skyler? Mal apareceu. Apareceu só pra praticar a boa apatia em frente aos duros acontecimentos (i feel u, queen), além de levar um sustinho básico da gangue Todd + NaziCrazies. Mas isso? O de menos.

Sabe o que é de menos também? Marie, vestindo preto, novamente, passeando em frente a sua casa?! Juro que não entendi nada do que aconteceu ali, mas com sorte teremos algumas explicações acerca disso no próximo episódio.

Além disso, uma coisa que não vejo a hora de ter um fim é esse Todd e a gangue do barulho + Lydia. Não acho desculpas pelos atos do Walter, mas esse povinho aí é tão ruim quanto esse evil genius. E eu não vejo a hora deles caírem por terra (até porque a gente acaba torcendo pelos errados (team meth!), já que os certos = Hank acabaram mortinhos).

Agora, falar do meu puppy eyes Jesse Pinkman dói. Dói ver ele lutar tanto pra sair daquela jaula onde enfiaram ele. Dói tanto ver ele dizer que só queria ver as estrelas antes de sair correndo por sua vida. Dói, ou doeu, ver isso porque tudo foi por água abaixo quando ele foi pego. Foi por água abaixo quando o Todd enfiou uma bala na cabeça da Andrea. Foi por água abaixo junto com todo o resquício de vontade que ainda existia nele de viver. Porque nesse momento da série, é inegável que o Jesse estaria melhor morto do que vivo. Não há mais esperança pra ele (ao não ser que o satã Gilligan decida o contrário, o que eu duvido). 

O Jesse chegou em um ponto onde ele perdeu as pessoas que ele já amou ou se importou, onde a família dele já não liga pra ele faz muito, onde o homem que ele desprezava mas ainda se importava com ele largou ele pra trás pra ser morto... 

Talvez a única coisa que ainda reste seja o Brock. Mas não vejo como isso daria certo, apesar de saber que vai ser nessa tecla falhada que vou bater com esperança até o último segundo do próximo episódio. :(

Mas agora, agora é hora de falar do grande rouba cena desse episódio. O evil genius. Heisenberg. Walter White.

Acho que esse episódio foi o maior divisor de águas entre o que ele era no começo, o que ele foi até algum tempo atrás, e o que ele é agora.

Porque lá no meio do nada, em Nebraska, no meio daquela neve toda, totalmente sozinho e sem contato humano, o homem dos primeiros minutos da série pôde pensar em tudo o que ele fez durante o turbulento caminho que levou ele a ser o homem mais procurado de Albuquerque (ou dos EUA inteiro).

Ele está entre a cruz e a espada sem poder agir, ele perdeu a família dele — a única razão, desde o começo, dele ter feito tudo o que ele fez, ele pôde se enxergar e perceber que tudo o que ele fez só tornou as coisas piores. Mas ele é um gênio. Ele sabe disso. Ele tá morrendo. Ele também sabe disso. E agora ele tá preso no inferno pessoal dele. E é isso que me deixou triste. Triste porque eu quis por tanto tempo que ele sofresse da forma que ele fez todo mundo sofrer, e ele merece tudo o que ele tá sentindo... Mas esse personagem é tão bem escrito que não tem como não querer entrar lá e fazer companhia com ele por duas horas sem nem ele precisar pagar $10.000,00 pra isso.

E, não tem nem como discordar da visão do próprio co-produtor e escritor desse episódio, Peter Gould, em relação ao Walter White/Heisenberg:
The way I see it is that Heisenberg is gone. He keeps trying to kind of evoke the ghost of Heisenberg, the thrill of feeling powerful, and it’s not there. It’s gone. It died when Hank died. It’s just not there. It died when he saw baby Holly. And then in the end, what is happening in my mind, and obviously we’re leaving it up to the audience to some extent, in my mind, what’s happening is he’s becoming something new. And it’s not Walter White; It’s not Heisenberg; it’s something new.
Porque o que o Peter afirmou é realmente o que está acontecendo. E é isso que me deixa (nos deixa?!) mais aflita em relação ao que ainda está por vir. Porque ainda tem muita história pra ser finalizada. E só há em torno de uns 53min de série pela frente. E eu simplesmente não consigo não entrar em pânico quando começo a pensar em como eles vão administrar tudo isso em tão pouco tempo. But in Vince Gilligan we trust.

Sendo assim, pra finalizar, deixo aqui a super mega interessante entrevista que o Peter Gould deu pro InsideTV sobre o penúltimo episódio da série + a promo do próximo ep:


E agora, infelizmente, mais do que nunca, S5E16 - Felina - de Breaking Bad my body is ready but it really isn't.

PS.: e gente, que que foi a música do final do episódio? Depois de cinco anos do início da série, finalmente a versão extendida do main theme tocou num episódio e aquilo me deixou toda emotiva, confesso. Eis aqui um link pra vocês ouvirem ela on repeat depois do próximo episódio, onde jazeremos deitados em posição fetal chorando sobre o fim dessa série épica. 

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