quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A trope dos personagens que juram que são bons

Eu assisto séries, e isto foi estabelecido lá atrás, ainda no primeiro post do blog. Eu assisto séries e pro padrão de muita gente, eu assisto série demais. Pra um padrão menor de pessoas, eu assisto poucas e sou um peixinho em desenvolvimento. Mas a questão é: eu assisto séries. E eventualmente assisto filmes e leio livros. E se tem uma coisa que nunca falha em me fazer revirar os olhos, é A Trope. A Trope dos personagens (homens) que juram que são boas pessoas.

O Urban Dictionary define:


Trope on the interwebs really refers to an often overused plot device. It can also be described as another variation on the same theme. TV shows, movies, comics, games, anime', & books are full of tropes & many rabid fan-sites now name & track said tropes with a self-explanatory title for each one. Not all tropes are bad, until Hollywood gets stuck on one.

No meu currículo seriador e cinéfilo tem um pouco de tudo e é constante que me deparo com os seguidores fictícios desse modo de vida. Talvez por preguiça ou desleixo dos escritores, ou ainda por acreditarem que os telespectadores vão deixar esse estereótipo passar batido (só que não, porque nem sempre), a facilidade em cair num clichê wannabe-good é enorme.

Nos livros, sinto que a pegada é mais forte. Eu encontro essa problemática em diversos tipos de gêneros e estilos literários, em especial no meu gênero favorito (young adult), o que por uma série de fatores pode ser preocupante, mas é assunto pra outra hora.

No geral, os bonitinhos desse grupo possuem uma ou a maioria das seguintes características:

1) A ILUSÃO DE QUE SÃO HERÓIS
Finn Collins (The 100) e Francis (Reign) 
Eles juram de pé junto que são heróis. Eles querem muito provar que são heróis. Eles querem salvar a dama em apuros enquanto ganham aquela focada da câmera que diz pro telespectador que: "ele é um herói, ela vai amar ele".

Além de reforçar um padrão ultrapassado de que toda mulher quer um herói, eles realmente acreditam que são dignos de mais atenção porque ajudaram alguém que desmaiou ou estava prestes a ser estraçalhada por selvagens radioativos. Eles querem ser heróis porque ser uma pessoa decente é muito pouco  ̶̶̶̶̶̶̶̶  e de tão pouco, nem isso eles conseguem.


2) SÍNDROME DE ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE
Ted Mosby (How I Met Your Mother) e Tom Hansen (500 Days of Summer)
Como assim ela não me quer? Eu, que salvei ela? Eu, que sou estudado? Eu, que sou trabalhador? Eu, que dei tudo pra ela? Eu, que amo ela? Eles pensam que por fazerem coisas normais, que por sentirem seja lá o que eles sentem, o outro, ou, na maioria das vezes, a outra, tem que sentir o mesmo. Tem que reconhecer tudo isso e ir mais além: corresponder a isso da forma que eles pensam ser certo.

Em uma palestra que assisti essa semana, a psicóloga muito didaticamente explicou que nós somos responsáveis pelo que sentimos. Se a gente sente raiva, a gente sente isso. Quando dizemos “eu te amo”, quem ama somos nós. É claro que desenvolvemos e lidamos com sentimentos de maneiras diferentes, que nos encantamos pelo outro, mas a real é que aquilo que sentimos é nosso e inteiramente nosso. E a frustração, principalmente a masculina, ocorre por não aceitar que a outra pessoa não sinta o mesmo ou sinta de uma maneira diferente à dele.

Nota de rodapé: nesse bolo, a mistura ainda inclui o fato da paixão (que leva mais ou menos dois anos para dissipar) iludir e deformar a realidade. O homem apaixonado quer dar tudo para a mulher, e quando essa fase passa (paixão) ele percebe que tudo o que ele ofereceu pra mulher muitas vezes ele não é capaz de manter. Então ele passa a enxergar a realidade e ressentir, e a mulher a quem ele deu de tudo, não mais que de repente, é a bruxa que não dá valor pra ele.


3) MARCAM TERRITÓRIO COMO SE FOSSEM CACHORROS
Ross Geller (Friends) e Stefan Salvatore (The Vampire Diaries)
Disparado uma das atitudes mais marcantes desses personagens é a falta de capacidade que eles têm em aceitar que o outro sinta de outra forma que não a dele. Assim sendo, ao perceber que a moça a quem eles tanto se dedicaram não corresponde mais aos seus sentimentos ou corresponde ao sentimento de outro já é motivo o suficiente pra colocar Os Heróis, em primeiro momento, na defensiva. Aqui eles são rápidos em soltar frases como “o que você quer com ele?” ou mesmo a clássica “você não sabe o que tá fazendo!”, porque é óbvio que eles sabem mais e mais óbvio ainda, sabem melhor.

Em segundo momento, a escrita viciosa dos responsáveis por esses personagens vai colocar eles em posição antagônica à algum outro personagem (e este, eu aposto, é o dito bad boy)  ̶̶̶̶̶̶̶̶  foi por causa dele que o meu amor (what a bitch!) me deixou. É aqui que virão as confrontações, mimos e mijadas pra marcar território, que tentam dizer que “ela é minha”, mas que só traduzem o quanto elas não são deles.


4) TUDO SE JUSTIFICA SE EM NOME DO AMOR
Dean Forester (Gilmore Girls) e George Tucker (Hart of Dixie)
Eles não ligam se assumiram um compromisso monogâmico de estar com outra pessoa. Não ligam se estão casados. Não ligam se alimentaram um relacionamento por anos a finco, construíram uma vida ou prometeram o amor da vida àquela com quem juntaram suas escovinhas de dente. Basta uma faísca com outro alguém e pronto. “Você é o amor da minha vida”. “You’re the one”. “Eu te procurei durante toda a minha vida”.

E olha, eu não acredito que tenhamos que ficar com alguém pra sempre porque aquilo era o que sentimos em determinado momento. Mas eu não acredito em traição, e se você assume algo, assuma. Lide com isso. Termine o relacionamento se o que tu queres é ficar com o (outro) amor da sua vida. Contudo, isso é algo que definitivamente não acontece com esses personagens. Tudo é justificável em nome do amor, desde que favorável a eles.

Quando isso acontece, e acredite, acontece, os responsáveis pelo romance utilizam uma técnica porca na hora de trazer o relacionamento oficial a tona: introduzem a parceira na trama só após aquela troca de olhares de estremecer a base, ou o beijão de cinema, ou aquele sexo maravilhoso entre o novo amor e o Mala Sem Alça. E nem vamos debater sobre quando tentam fazer com que a esposa/namorada oficial seja tudo o que há de ruim no mundo, né?

Para além da técnica porca, a escrita suja de certos seriados com frequência gasta vinte e sete episódios fingindo que constrói um personagem com princípios, pra logo no episódio seguinte colocar ele em posição de pressão ou medo de perder a amada, e transformar o já muito péssimo boy, em um boy sem noção. Que mata a troco de nada. Que esquece dos amigos que tanto estimava. Que consegue se afundar ainda mais no poço sem fundo que ele já se encontrava.

Depois que a porcaria foi feita, os dito cujos vêm com o rabo entre as pernas, fazendo cara de cachorro coitado que além de mijar pra marcar território, também foi pego estragando os móveis, e soltam um “eu nunca quis te magoar”. Sinceramente... Por favor, viu?

***

Na hipótese óbvia, esses personagens são machistas. Eles deitam na cama dizendo a si mesmos que são bons, ou injustiçados, e que não merecem a torta de climão que comem quando os dois amores da vida dele se encontram em um mesmo cômodo.

Eles são o equivalente da vida real daqueles que choram porque são colocados em friendzones (que nem existem), ou que por serem tão legais e superiores são incompreendidos e por isso a mulher que eles “amam” não ama eles de volta.

De tempos em tempos, eu caio na armadilha desse antro de chatos. Minha lista de problematic faves, tanto de personagens quanto de ships, it’s a thing and it exists, e embora eu critique e não consiga defender, não consigo des-shipar, e vez que outra quando vejo gifs de certos momentos acabo toda derretida por dentro (Blair e Chuck, Barney e Robin: eu tô olhando pra vocês). No entanto, pra minha felicidade, ultimamente meu Radar de Insuportável apita rápido e apita alto, e quando me dou por conta estou revirando os olhos pra dentro da cabeça que chego a precisar de ajuda pra virar eles de volta; ou amaldiçoando as amebas até não poder mais; ou não muito sutilmente desejando uma estaca no meio do rabo desses trastes.

Não tenho vontade nem mais energia pra defender o quão acho importante e válido as pessoas amarem, adorarem ou terem um interesse por diferentes formas de entretenimento  ̶̶̶̶̶̶̶̶  livro, séries e seriados, filmes, novelas  ̶̶̶̶̶̶̶̶ , e a certo nível o quanto isso se enraizou na cultura mundial. Dizer que não pode se importar “porque não é real”, hoje em dia, em mim, entra num ouvido e sai no outro.

Por ter quebrado com essa ideia do “não pode porque não é real”, dói e irrita assistir esse grupo de personagem reiterando atitudes e discursos que eu promovo evitar na minha vida. Incomoda saber que, há anos, os escritores acreditam ser ‘ok’ e ser ‘normal’ reproduzir tais comportamentos  ̶̶̶̶̶̶̶̶  e reproduzirem isso à milhares de pessoas.

E sim, eu continuo achando extremamente prazeroso ler ou assistir série e filme. Não vou desistir porque tem coisa errada no meio (só se tiver coisa errada demais e se torne chato, hehe), pois se fosse fácil assim, a vida deveria ter um passe-livre pra desistência.

E enquanto eu tirar prazer disso, enquanto eu me interessar por isso, eu vou criticar, problematizar e fazer cara feia, porque that's my jeitinho. O carinho que eu tenho por uma série ou um personagem, problemático ou não, não me faz passar a mão na cabeça, muito pelo contrário, eu vou analisar ainda mais seus erros e acertos.

No mais, colocando de lado a realidade cofrinho de dinheiro dessa indústria, vou desejar muita luz pros produtores de entretenimento, pra que eles possam enxergar que aquela criatura que eles moldam com palavras num script pode ser mais, pode ser melhor, pode ser tridimensional, e pode, pelo amor de R’hllor, não ser um clichê tão ruim.


Obs.: CW é meu karma. 
Obs. 2: alguns dos personagens ilustrados são personagens que até gosto (a grande parte eu odeio), mas a maioria deles se aplica em todas as características. A ordem das fotos não altera o resultado. 

16 comentários

  1. Quando você comentou no twitter sobre o post que estava escrevendo, eu SABIA que o Finn estaria na sua lista! HAHAHA, ele foi o primeiro de que me lembrei porque The 100 foi a série mais recente que assisti e que contava com o tipo "herói que não é". Finn faz muita burrada acreditando em um certo ideal e - não sei se você já terminou a S2 - continua fazendo burrada em nome do amor. ENFIM, esse tipo de personagem tem em quantidades absurdas em filmes e seriados, e ainda cresce em quantidade se a série é teen. Senhores roteiristas, vamos dar uma evoluída, faz o favor!

    CW também é meu karma, HAHAHA. Vejo série nova e penso, nãooo, já assisto muita coisa, mas quando vejo estou lá, fazendo maratonas e sofrendo tudo de novo. D:

    =**

    ResponderExcluir
  2. Eu sempre relacionei o Ross com o Ted e o Tom, e mais recentemente o Francis com o Stefan. Mas não é que o que você disse faz sentido?
    No fim, a fórmula é a mesma: um moço tão bonzinho, mas tão bonzinho que até quando faz cagada só o faz porque é bondoso demais e por isso deveria ser perdoado.
    Acho que por isso acabo preferindo o clichê do "malvadinho que no fundo é bom", assim não fico tão decepcionada.

    ResponderExcluir
  3. Eu devo assistir a poucas séries pra não pescar essas nuances.

    SPOILER ALERT.

    O Dean era um clichê de adolescente que, quando muito, existe em mangá feminino. E eu sinceramente gostava de ver a relação dele com a Rory, sendo as qualidades da Rory ser linda e inteligente, porque no resto era uma verdadeira quadrúpede. E acho que isso combinou com o jeito do Dean. Fiquei com um pouco de pena dele quando a Rory começou a balançar pro lado do Jess (e esperar o Dean terminar o namoro deles), mas fiquei horrorizada quando o Dean casou e comeu a Rory. Shame on you BOTH, guys LOL

    E pra mim o Ross era mais um coitadinho do que o herói. Mas né, pessoas perfeitas só fazem bom enredo de série do Discovery Kids :P (disso eu sei, minha sobrinha vai fazer dois aninhos, hahaha)

    ResponderExcluir
  4. adoro o Ross, mas faz sentido ele estar nessa lista, inclusive, assino embaixo nesse post ma-ra-vi-lho-so!
    Detesto todos esses personagens, então so posso dizer: CW, miga, melhore nos seus personagens.
    (assisto quase toda grade da CW, então posso falar com propriedade e dar palpites hahaha (?)

    ResponderExcluir
  5. Meu deus, Ana, SIM!!!!!!!!!! Não tenho o menor saco pra esse tipo de personagem (e, veja só você, não sabia que eles tinham um nome -- agora posso odiar com mais clareza).

    Quando você fala do herói, vou além e digo que ele quer ser herói não porque ser uma pessoa decente é pouco, mas porque o "ser herói" vem junto com um pacote de biscoito; ele não é qualquer pessoa, ele não é sequer uma boa pessoa que fez um agrado, ele é um puta dum herói, e, portanto, deve ser aplaudido e amado.

    Nem falo nada sobre a última bolacha do pacote. Pior Tipinho, né? Desisti de ver HIMYM por causa do Ted, canso do Tom, não tenho paciência pra joguinho emocional patético do Ross e pfvr deus me leva quando tenho que lidar com um desses na vida real. Dia desses, um menino comentou que achava um absurdo que as meninas rejeitassem todos os caras que são legais com elas. HAHAHAHAHA, foda-se.

    Gente, os que marcam território, que dó que dá, né? Pobrezinho, a menina tem sentimentos!!!! Que tristeza!!!! E ele era tão legal!!!!! É uma sem coração, não merece felicidade!!!!! Vai estragar a vida dela quando tem um moço tão bom querendo fazê-la feliz!!!! *vomita*

    O DEAN, SIM, AI MEU DEUS, EU TAVA PROBLEMATIZANDO ELE SOZINHA EM CASA ONTEM porque nossa, ele, além de babaca, possessivo e descontrolado, ainda fica traindo a esposa com a Rory. Migo, sua lista de defeitos SÓ CRESCE!!!!! (Nem falo nada da Rory, aliás, porque não é o ponto, mas afffff cada cagada enorme da mina, né? Porra!) E é impressão minha ou o Ross se encaixa aqui DE NOVO, com aquele discurso de "We were on a break!" pra justificar uma atitude merda? Nossa senhora, melhorem.

    Blair e Chuck foi meu último shipp problemático, amém irmãos pela vitória conquistada. Tentei muito odiar, mas não consegui, e aceitei a derrota. Depois deles, toda série que eu assisto e tem um casal que não devia ser casal, eu já fico com raiva e não quero mais ver junto, torço pra acabar, procuro migas que odeiem também e a gente fica falando mal em grupo, etc. Cansada de ter problematic faves, me manda um moço que tenha noção do senso de ridículo plmdds.

    Amei que você fez um post maravilhoso e gigantão pra problematizar algo muito real e que vira e mexe passa batido, é aceito, etc. Sou daquelas que acredita que os livros, os filmes e as séries transformam muito a nossa ideia do certo e do errado, especialmente quando somos novas, e ter esse papel de homem sendo representado como o "certo" me dá arrepio, porque o que vai ser da nova geração, né? Adoro quando um produtor cria um ser humano, não uma máquina de fazer pontos de audiência, e adoro mais ainda quando tenho bons casais, boas mulheres que não aceitam essa imagem patética de homem, bons homens que não se transformam nesses tipos. MANDA MAIS QUE TÁ POUCO (e desculpa o comentário gigante, risos)!!!!!!!!

    Beijo!

    ResponderExcluir
  6. jesus.
    você acabou de mudar meu mundo todo.
    O FINN!!! eu amava tanto ele mas agora colocando isso em parâmetro eu vejo que ele é um idiota???
    estou com muitos sentimentos confusos, preciso de alguns dias para minha mente voltar à sua programação rotineira.
    xxxxx

    ResponderExcluir
  7. "Eles querem ser heróis porque ser uma pessoa decente é muito pouco ̶̶̶̶̶̶̶̶ e de tão pouco, nem isso eles conseguem." Melhor do que personagem fictício fazendo isso, só gente real. Risos.

    Podemos até adaptar o nome das categorias para algo mais presente no cotidiano!

    1) O "cavalheiro" (não o educado, não o gentil, o CAVALHEIRO)
    2) O friendzonado do 9gag (por favor, me escute quando eu te digo para nunca ler os comentários nas postagens do 9gag. Nunca. Jamais. Ever.)
    3) O que bate no cara que a ex tá pegando (e depois diz que estava bêbado)
    4) O que arranja uma amante, fala que vai acabar com o casamento por ela e dois meses depois está viajando com a esposa (e não sabe do que a louca da ex-amante está dizendo, eles nunca tiveram nada)

    Agora fica a dúvida: os clichês são baseados nos homens reais ou os homens reais que se baseiam demais nos clichês?

    Beijos ♥

    ResponderExcluir
  8. THIS THIS THIS THIS!!!!!!

    Se tem uma trope que me tira do sério e me deixa desgraçada da cabeça é essa do nice guy, de caras que acham que porque são sensíveis e gostam da menina, ela é moralmente obrigada a ficar com eles. E se não fica, vadia. Burra. Insensível. Cruel. Como assim ela não me ama, logo eu, que sou TÃO ESPECIAL por gostar dela. O pior é que ele sempre tem um antagonista, como você falou, que é um bad boy ou algo do tipo, e a mocinha sempre se derrete antes por eles porque bah, mulheres. Querem o gostosinho, o italiano, o motoqueiro, porque são fúteis e impressionáveis.

    Sobre o heroísmo: meu Deus, não me deixe falar de heroísmo senão eu simplesmente não vou parar. A única pergunta que eu faço: meu querido, alguém te chamou aqui? Eu pedi pra você fazer isso por mim? Você fez isso porque é uma pessoa boa ou porque só quer ficar comigo no final? A maioria só é herói quando convém, e isso se relaciona diretamente à problemática do cavalheirismo. Quando falamos que cavalheirismo é um sintoma de machismo as pessoas ficam chocadas porque nossa, as feministas querem acabar com o romance, não pode mais abrir porta, não pode mais ser gente boa. Eu acho que pode (e deve) ter romance, por favor abra a porta pra mim, seja gente boa, mas não só porque você quer enfiar sua língua dentro da minha boca!!!! Abra a porta pro homem, segure as sacolas daquela menina que nem te interessa, seja bacana com todo mundo, seja GENTIL sem olhar a quem. Não é tão difícil.

    O Ted e o Ross são provavelmente os personagens de série que eu mais odeio em toda a minha vida justamente porque se acham especiais e sensíveis demais, quando na real são uns bostas. Lembra do Ross fazendo a lista dizendo que os motivos pra não ficar com a Rachel envolviam o fato de ela ser burra, fútil e ~só~ uma garçonete? Ou a forma como o Ted julga TODAS as mulheres que não querem ficar com ele? Ou o ASNO do Ross sendo invasivo e achando que a vida da Rachel gira em torno dele, e se ofendendo ao descobrir que não é assim?

    Aff. Homens. Parem todos eles e vamos começar de novo.
    Me exaltei, perdão HAHAHA ótimo post!
    beijos <3

    ResponderExcluir
  9. ALELUIA SENHOR NÃO SOU A ÚNICA QUE ODEIA O ROSS!
    Gente.. sério, antes eu só achava ele patético, mas quando finalmente parei pra ver a série completa e em ordem cronológica que eu peguei raiva dele, sério. Nunca vi nenhuma das outras séries (mentira, eu vi GG mas faz muito tempo e não lembro direito de nada) mas tava torcendo pra ele estar aí porque VBDSUIVBUDJ AIVPAEUOVBAI GRRRRRR sabe?

    Enfim, só queria compartilhar isso porque as meninas já resumiram meus sentimentos aí em cima!

    beijo!

    ResponderExcluir
  10. Eu realmente não suporto esse tipo de personagem e, especialmente, essa postura de ser melhor do que os outros, mais merecedores e oh que injustiça quando não conseguem o que querem. Pra mim, tanto na ficção quanto na realidade, se a pessoa faz questão de se mostrar boa demais o tempo todo, é porque tem alguma coisa errada. Não sei como alguém ainda cai nessa, me irrita como as pessoas compram as aparências, sem nem se preocupar em olhar um pouco mais a fundo.

    Adorei que você incluiu Ross e Dean na lista, porque esses são os primeiros que me vêm à mente quando penso no assunto. E eu teria algumas mulheres na lista também, porque não suporto essas protagonistas perfeitinhas demais. Meus personagens favoritos serão sempre os problemáticos.

    Enfim... Ótimo post! Tenho que agradecer ao Felipe por me falar do seu tweet, hahah.

    ResponderExcluir
  11. Eu praticamente recebi um tapa na cara do seu texto. Eu nunca tinha percebido nada disso. Juro! Mas você está coberta de razão. Eles não têm nada de bonzinhos mesmo, são extremamente machistas!
    Amei seu texto! Incrível!

    ResponderExcluir
  12. Adorei o post!
    Bj e fk c Deus.
    Nana
    http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

    ResponderExcluir
  13. DEMOREI, MAS CHEGUEI. Lógico que li esse post assim que cê postou, afinal estava ansiosa e tudo, mas cê sabe, né, a dinâmica dos mimos nem sempre acompanha minha agilidade em conferir as atualizações alheias (?). Enfim, miga, cê entende.

    Queria chegar bem pra esse povo ~que escreve~ pra perguntar qual a verdade dessa fixação por esse tipo de personagem. Porque sei lá, não é possível que com tanta história pra contar, sempre tenha espaço pra mais um mocinho babaca que se acha o grande herói injustiçado da história. Tipo, migos, superem, sabe? Estaria mentindo se dissesse que não compro uma porção de histórias assim e me envolvo com várias, mas não é difícil que eu tenha uma vontade bem sincera de chegar pros personagens e dizer, querido, vira o disco, segue com a vida, ninguém é obrigado a amar ninguém e ter sido fofo comigo não me obriga a te amar pelo resto da vida, sabe? Vão ser legais de verdade, sem querer uma recompensa por isso, ou então sejam maus mesmo, mas que mania insuportável de querer ser recompensado o tempo inteiroZzzZzZzZZzz. Aliás, nem preciso assistir Friends pra já nutrir todo um ódio pelo Ross. Risos eternos, revoltas infinitas, etc etc etc.

    E CW, o que dizer. Seria a forma que os deuses dos novos tempos encontraram de nos castigar pelos nossos pecados? Fica a questão.

    beijo!

    ResponderExcluir
  14. Dessa lista eu "só" conheço Finn, Tom, Ross, Stefan e Dean e, olha. Se eu concordo com teu post? Absolutamente! O que tenho melhor memória são Tom (porque tenho uma boa história sobre ele sendo aplicado na minha vida), Ross (porque é a arrogância em forma humana) e Dean (porque estou revendo GG). E, olha. Tenho um certo delay em identificar esses caras babacas mas Dean foi o que eu identifiquei logo de cara, logo na primeira vez que vi Gilmore Girls, logo na primeira vez que ele aparece porque Ô CARA ABUSIVO E MANIPULADOR. Eu sinceramente sairia correndo pras colinas ao me deparar com ele e não suporto nada do que ele representa, seja no começo, seja na "parte 2".
    Seu post é maravilhoso e quero panfletá-lo por aí!

    E concordo com a miga Madu ali em cima "Agora fica a dúvida: os clichês são baseados nos homens reais ou os homens reais que se baseiam demais nos clichês?"

    :*

    ResponderExcluir
  15. Ana, preciso confessar que eu gostava do Ted, talvez única e exclusivamente por causa do tema recorrente dele querendo falar sobre as coisas chatas que ele gostava e que ninguém naquela mesa queria ouvir. A identificação é grande, rs. O que não quer dizer que eu não leio qualquer crítica ao Ted e só consiga pensar: meu Deus, é verdade. Que lixo.

    Prosseguindo: a variação que eu talvez mais odeie desse trope é a última. Tudo vale em nome do amor, né, inclusive ser um bosta com uma outra mulher que teve a infelicidade de estar no meio do Verdadeiro Amor. Eu odeio muito o Dean, já falamos nisso, e odeio demais o George. Eu acho que HOD realmente quis vender, durante muito tempo, a ideia de que ele era esse cara massa e idealíssimo pra Zoe, enquanto quem era Wade diante desse grande homem?, e isso me irritava PROFUNDAMENTE. Ainda bem que pararam.

    Só: amava o Francis quando via Reign (eu só vi a primeira temporada, sdds) e sinceramente não sei se incluiria ele nessa listinha com esse monte de personagem péssimo, mas entendo o que você quer dizer. (Seria Francis um problematic fave? Refletirei a respeito).

    Sobre Chuck e Blair, resolvi assistir a última temporada de Gossip Girl agora e, olha, odeio forte. Shippei lá nas temporadas 1-2, mas não dá. O arco deles na sexta temporada é um horror. (Talvez eu não devesse estar assistindo GG no ano de 2015).

    Enfim, isso saiu meio desconexo, né? O ponto é: ótimo post. Roteiristas de TV, vamos pensar um pouco antes de sentar pra escrever.

    Beijo!

    ResponderExcluir
  16. Não sei o que é mais triste, se é o fato de eu ter encaixado muitos personagens fictícios nessas suas definições (embora, por sorte, alguns mudem ao longo da história) ou se é o fato de eu ter encaixado muitos homens reais nelas! Outro dia resolvi responder um cara no YouTube que dizia que as mulheres preferem os babacas aos "caras sensíveis". Sei que deveria aprender a não ler comentários do YouTube, muito menos respondê-los, mas à exceção de uns "feminazi" (odeio esse termooo) que eu tive de ler, até que me saí bem explicando pacificamente meu ponto pra uns homens lá.
    Nunca gostei do Stefan, sempre fui Team Damon (embora também não gostasse da Elena), acho que descobri o motivo com seu post. Outro que nunca gostei do Tom (embora também não tenha gostado da Summer HAHAHA acho que sou meio chata com personagens).
    Concordo PLENAMENTE com o que você disse sobre ser mais crítica com aquilo que a gente gosta. Cada vez que eu vejo aqueles fãs loucos xingando os fãs que fazem alguma crítica com algo do tipo "aff, não gosta então nem comenta" eu reviro os olhos de tristeza.

    ResponderExcluir

© OH SO FANGIRL
Maira Gall