domingo, 28 de setembro de 2014

Pilots, pilots everywhere

Até usaria a expressão "criança em loja de doce" pra explicar minha situação diante de tantos pilots que têm saído. Não posso usar essa expressão porque eu fico besta em loja de doce e eu não sou mais criança (se bem que a gente pode discutir sobre isso).


Então nas últimas semanas meu eu-fangirl passeou pelo nirvana da vida seriadora quando pus a mão em vários pilots munitinhos (ou não), saídos direto do forno pra mamain. 

E por mamain eu digo eu. 

Esse ano posso dizer que fui compensada pelo lixo de fall season que foi o ano passado, e agora aqui estou pensando: tô ferrada, não vou conseguir ver tudo.

Mas comecemos pelo começo.

Da minha to-watch list eu só não assisti Gracepoint (ainda e porque não saiu). O resto já tá com o check do lado no Banco de Séries (sim, tive que migrar do Orangotag. RIP.).
Mas mais que esses, acabei assistindo algumas outras coisas que apareceram no caminho.



Como esperado, A to Z é pra matar de fofura e cafonice qualquer um. Eu espero muito, muito, muito que não flop porque eu tenho um amor gratuíto (no meio de tantos ódios/desgostos gratuítos) pela Cristin Milioti e só de pensar em ter ela na telinha semanalmente eu já fico contente. Não faço nem ideia de como eles vão estender a série caso ela dê certo, mas só espero que dê.




Selfie deu uma decepcionadinha, mas nada grave. Achei o ritmo muito rápido e me perdi durante alguns momentos do episódio. Adoro a Karen, mas a Eliza é muito sem noção. Sério. Vontade de dar uns tapas pra acordar pra vida. E o Henry também merece uns outros tapas. Os dois são opostos extremos, e por serem extremos, tão errados. Vou continuar assistindo porque sim, acho que tem como melhorar. Acho que até vai melhorar. Veremos.



Assiti Gotham também, e queria ter curtido mais do que realmente curti. Achei que o Ben Mackenzie até chega a convencer, milagrosamente, mas eu não simpatizei com nenhum personagem além da garotinha/Selina (que eu descobri que tem QUINZE anos e uma cara de mulher que eu jamais terei???). A série é bem produzida, visualmente linda, mas eu achei o pilot super cansativo e não dividi lugar com as pessoas que acharam ele tudo isso. Vou dar mais uma chance e tentar assistir os próximos episódios, mas aposto algumas boas fichas que vai ser mais uma daquelas séries que as pessoas vão começar a reclamar depois de um tempo por serem repetitivas.


The Cosmopolitans eu assisti única e exclusivamente pelo Adam Brody. Sim, eu sou esse tipo de vendida mesmo. Primeiramente: eu vou continuar assistindo pelo motivo pelo qual fui comprada. Mas gente, que série pretensiosa. Não senti nada de leve embora ela pareça ser, e achei que todos os personagens vieram com sal e pimenta faltando na personalidade. Todos aqueles diálogos e situações foram extremamente forçados e desconfortáveis de assistir. Espero muito que ela melhore nos episódios seguintes.



Com diálogos clichês, e uma realidade totalmente irreal, eu comecei assistir Red Band Society, e pretendo muito continuar. A série tem uma vibe meio Glee, meio It's Kind of A Funny Story. Nunca vi pessoas doentes parecendo tão bem. Sério. Curti a Kara, a Jackie e a enfermeirinha ruiva. O resto achei meio dispensável, embora o Leo esteja crescendo no conceito. Enfim, mais uma vez: veremos. (ps.: meu quarto saudável jamais será 1/3 as cool as o quarto dos doentinhos).


E salvando por último a melhor estreia que eu assisti, eu preciso falar de How To Get Away With Murder. Eu confio na Shondanás. Sim, ela é uma diaba capaz de estraçalhar corações e que nos faz querer morrer de frustração. Mas ela também consegue superar expectativas e inovar e nos fazer querer nunca mais sair da Shondaland. Eu já espera algo grandioso da nova produção dela, mas HTGAWM veio derrubando forninhos, e introduzindo personagens cheios de personalidades e peculiaridades, super bens escrito e com mais dimensões do que os tipos que a gente tá acostumado a ver todos os dias. Além da super mega talentosa Viola Davis, a  série tem muito rosto conhecido. Tem a Paris. Tem o August. Tem a Maggie. Até o Bennett, tem. A Shonda sempre escala muito bem o elenco das séries dela, então nada menos era esperado. O pilot é super bem construído, tem um ritmo ótimo de acompanhar, tem uns flashbacks bem "divertidos", e ~plantou~ bem todas a sementinhas pra, pelo menos nessa temporada, crescer de forma maravilhosa.


Ainda tem mais umas coisinhas que passei o olho e quero assistir, tipo Manhattan Love Story, mas ainda tenho que esperar.

Planejo fazer outro post comentando as séries que voltaram, só vou precisar que elas VOLTEM antes.

Se eu pudesse indicar só uma dessas, com certeza eu iria com a última. Por sinal, assistam. Eu quase prometo que vocês não se arrepender. E se vocês se arrependerem, eu assisto qualquer coisa que vocês quiserem que eu tente assistir. Pode ser? Combinamos assim?

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Pés doloridos, ou uma outra quinta-feira

Às vezes a gente sente inspiração de coisas aleatórias. Já senti inspiração depois de ver gente caindo tombo e derrubando batatas, ou de noites onde a mente não quis parar quieta. São coisas normais, mas que por algum motivo acabam virando posts na websfera.

A inspiração do dia veio dos meus pés doloridos. Eles estão doloridos agora. Na verdade mesmo, eu acho que eles estão é cozidos. Não sei o que me levou a crer que seria uma boa ideia usar botinha hoje. Talvez seja porque o dia começou com um arzinho fresco. Não sei. Só sei que me arrependi, é claro. Tive que dar umas voltas e fui parar algumas quadras longe do meu trabalho, depois de subir e descer morros... Lombas... Ou seja lá qual for a palavra que vocês usam onde vocês moram.

Caminhei usando preto, e só preto, embaixo de sol. Morrissey e seu I wear black on the outside 'cause black is how I feel on the inside estariam orgulhosos de mim hoje. (diga-se de passagem, acredito que o cantor estaria orgulhoso de mim durante muitos dias e por muitos acontecimentos dessa vidinha sem graça) Quem não ficou orgulhoso de mim foi meu corpo sedentário. Muito menos minhas paranóias, já que a cada quadra eu tive que olhar pra trás só pra ter certeza que um homem que não me passou nada além de vibes ruins tinha ficado perdido no caminho.


Depois de fazer minhas voltas, tive que ir embora. Não tinha mais tempo de voltar pro escritório. Querendo me atirar num mar que não tenho acesso, corri desesperada morro acima pra tentar pegar um ônibus, e ir pra casa, e tirar aquelas malditas botas, e colocar o pé no chão geladinho, E COMER!!! Fiz isso, da forma como mandava a ordem natural das coisas. Abri as janelas. Peguei um ventinho. Nunca fiquei tão feliz por "pegar um ventinho". Enchi a barriga com uma massa e uma carne mais que especial feita pelo papai. Enchi muito a barriga. E ainda finalizei com bolachinha Bono de Doce de Leite. É a melhor Bono. 

Na hora de voltar pra labuta, perdi o ônibus. Algo reminiscente de todas as tentativas falhas da vida, né? "Estou pronta!... Perdi o ônibus." Fazer o quê, 'contece. 

Segui o rumo ao som dos brasileiríssimos queridos da vez. Por sinal, meu rumo tem sido acompanhado de uma trilha sonora cheia de Brasil e Interpol. Não é à toa que eu queira um mar pra me atirar. Banda do Mar e tal. É ao escutar esse tipo de som, combinado com a dor nos pés + a preguiça de interagir em redes sociais + a vontade de ler tudo e assistir ainda mais, que eu percebo que quero escrever sobre isso. 

Sobre dores nos pés, e a deliciosa sensação de chegar em casa depois de dias cansativos. Sobre desligar a wi-fi e não saber o que acontece nas redes -- ao menos não de uma maneira sufocante como sempre. Sobre perceber a quantidade de gente linda, querida, e interessante que eu tenho ao meu redor. Que entendem sejam lá quais forem meus motivos pra sumir, resguardar ou pirar, e que aceitem e que ainda me chamem pra fazer maratona de Friends com "isso deve ser muito bom!" e risadas. Ou me chamem pra beber cerveja. (embora até cerveja meu corpo ande repugnando). Ou me mandem vídeos de cachorros porque sabem que eu vou ter um meltdown. É sobre cabelos lavados secando com a ajuda do sol e do vento. E dividir o pote de pipoca em metade doce e metade salgada. Ou usar alpargatas.

É sobre se sentir ótima, mas quieta, meio velha, meio torta. Meio ver o sol nascer vermelho. Meio eu preciso de alguma coisa nova pra escutar.


É.

Acho que esse é um post sobre sobres, dores e quase-amores (ou amores inteiros, porque eu estou amando o Camelo).

E que termina com quase-inspiração, porque meus pés estão quase bons novamente. Tão bons que eu estou considerando dançar 12 de Maio sozinha pelo quarto.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Ugh, não!

"Eu deveria escrever mais", penso eu em cada vez que logo no blogger. Aí lembro que minha vida é meio sem graça e existem reviews de tudo no mundo por todos os websites do mundo, e fica quase tudo bem. Quase, porque ansiosa que sou, sinto que estou traindo a ideia que tive quando criei o blog em primeiro lugar. 

Aí fico com essa sensação de tenho-que-fazer-mas-não-consigo-fazer. E fico abalada no final. É assim com tudo.

Quero estudar esse final de semana! Hoje consegui estudar! Hoje tenho que estudar de novo... Sinto uma preguiça enorme, meu cérebro não funciona, eu acabo jogada na cama sem conseguir me mover. Me sinto mal agora. 

Quero assistir essa série! Quatro temporadas e 21 episódios depois, eu quero continuar mas não consigo. Não aguento mais "x". Tem outra série pra ver. Vou assistir mais pra frente. Me sinto mal agora. 

Quero ler mais livros esse ano! Atinjo minha meta por quatro meses. Aí lembro que tenho algo pra assistir, ou pra fazer, ou que tenho que dormir. Me sinto mal agora. 

Quero que isso dê certo! Tá tudo certo! Né? Tá sim. Começo a duvidar, a enjoar, a deixar de lado. Me sinto mal agora.

 

É uma carga muito grande de coisas que, de dentro pra fora, parece que vão te despedaçar em mil pedacinhos, e vão sair caminhando em pequenos grupinhos solitários e vão ficar gritando: "ANAAAAAAAA, FAZ ISSO! ESCOLHE EU!". É quase uma Meredith Grey e seu épico "pick me, choose me, love me". E juro que quero escolher todos os grupinhos, com suas mãozinhas desesparadas levantadas, mas não dá. 

É coisa da minha cabeça, é claro. Mas conviver com isso 24/7 é um: saco

Continuo então fazendo a minha mágica de: vi? Não vi. Vou evitar. Espero que isso passe no percorrer do caminho. Mas por enquanto, deixa eu usar meu pijama, porque eu tenho todas essas obrigações que eu fiz comigo mesma e que agora tenho que ignorar. 

domingo, 7 de setembro de 2014

Sobre preguiça, e a mente

Eu ainda vou fazer um estudo sobre os pseudo-projetos que tento começar e acabo falhando miseravelmente no meio do caminho. Como muita coisa nessa vidinha. 

É óbvio que isso aconteceu com o que eu pretendia fazer com o Emmy desse ano, mas considerando os outros 57 pseudo-projetos que eu abandonei no Tumblr, não sei porque eu pensei que com esse seria diferente.

Vai ver é preguiça. 

Tá, é preguiça.

E falta de inspiração.

E muita preguiça. 

E desvio de atenção. 

De qualquer forma, vale a lembrança que eu não preciso fazer um resumão do Emmy, até porque ele já passou faz algumas semanas, e porque as minhas maiores torcidas não foram frustradas. Sério, gente. Foi tão bom sentar do outro lado do chorume. Enquanto o pessoal chorava porque tudo ia pra Breaking Bad (e merecidamente, sorry not sorry), eu só comemorava e sentia o apertinho no peito de "esse foi o último ano de Breaking Bad no Emmy".


Mas tá tudo bem, eu digo pra mim mesma, afinal deu adeus com chave de ouro, com direito até a beijo épico no meio do evento (God Bless Bryan Cranston).

Mas voltando, até porque isso não tinha nada que ver com o Emmy, e sim com outra ideia que eu tive num desses dias em que você deita e não consegue dormir. 

Não sei se isso acontece com todo mundo, mas com certeza não posso ser a única, porque apesar de cada um de nós ser um universo particular, não há nada que a gente faça que seja exclusivamente... nosso. Acredito nisso porque quando penso em todas as manias, loucuras e pensamentos controversos, penso também que eu não posso ser a única e, não sendo an unique snowflake (by Fight Club), só podem existir mais alguns perdidos por aí que dividam as mesmas particularidades que eu. 

E assim sendo, tentei fazer um resumo, não do Emmy, mas da mente trabalhando às 1h27 de uma quinta-feira, enquanto você quer muito dormir, mas não consegue. Mas não só desse dia, pra ser sincera. De muitos dias. E noites. E em forma de diálogo, separado por pontos finais. Sem travessão:


Porque eu realmente deveria estar dormindo. Já tá tarde. Eu só tenho mais seis horas de sono. Mas às vezes quando tu dorme nessa hora tu acorda até mais disposta! Mas não quando o despertador toca. Ninguém merece manhãs. Eu realmente queria umas férias. Tô romantizando os pés na areia e a água batendo no calcanhar agora. Eu detesto aqueles bichinhos que vem junto na água e somem embaixo dos teus pés. Aquela sensação dá agonia. Por que esses vizinhos não calam a boca? Será que eles escutam o que eu falo? Eu nem falo. Tanto. Só baixar o tom de voz um pouco, custa nada. Por que eu tô toda tensa? Vou mudar de posição. Descruza essas pernas. Relaxa. Isso. É muita coisa online, que agonia. Vou deletar o Facebook. Nunca tem nada lá. Mas tem os eventinhos! E os grupos. Aff, que saco. Vou tentar entrar menos. Mas tem o Whatss. Que preguiça de vida online. Mas tu nunca quer sair de casa. Isso não é verdade. É sim. Não é não. Floating. No marzinho sem onda de Canasvieras. Será que meu cabelo vai estar muito zoado amanhã? A agonia é tipo um bicho bem entre o coração e a garganta e ele quer muito sair e fica arranhando o quadro com as unhas ali, sabe? Verde musgo. Eita. I don't feel like smiling now. Why am I thinking in english? It isn't even my native language. Como era aquele poema? Eu gostei daquele poema. Será que eu deveria ir numa psicologa? Não. É só um poema. Não tem nada a ver se identificar com um poema. Ou é uma poesia? Não sei. Não sei nem se eu quero gente por perto. Só alguns. É. Não me importaria com isso. Será que daria certo? É bem confortável, y'know, de ficar perto. Cacete! Já é 1h44. Por quê??? Não acredito que vou ter que ir no banheiro. Ah não. Nãããããão. Lieeeee to me Matilda, oh li-li-lie. Ok. Agora vou dormir. ...He only kisses her once -- he doesn't care if it's perfect. Amanhã eu vou procurar o resto disso de novo. I like the feeling of fingertips running through skin. Na mão. É bom. Não vou dar trela porque vai dar merda, né? Sim. Sim. Sim. Repete isso bastante... Eu adoro aquela foto. Na próxima vida quero ser criativa e fazer umas fotos como aquela. Brincar de se afogar na banheira. Deixar a água cristalina ou meio branca? Aff, Ana Claudia. Relaxa esse corpo de novo. Vou mudar de posição. Cadê a garrafinha? Tô com sede. Agora vou dormir. Preciso terminar esse livro!!! Que agonia!!! Mas aí não tem como ver as séries. I'd like to jump off a really really high building sometime. Imagina preto. Imagina preto. Não tem nada na mente. Hora de dormir. ... Eu juro que o Chandler na primeira temporada parece um young Morrissey. Preciso comprar isso logo. Não acredito ainda. Ainda não. E não. Não. Será que tem um número pra poder confirmar no site? Será que é verdadeiro? Vai dar certo? I want to touch your eyelashes. Queria uma rede. Por quê?????????? Some. Foi só uma mão nas costas. Pára com isso. Hahahahha, é que nem a música. Quantos episódios de série eu poderia assistir se eu não tivesse rolando na cama? There's like a million things I want to tell you. But I won't. Isso é ridículo. Que horas são? Preciso dormir. Queria aquele batom vampira. Será que fica bonito? Vai usar os teus. Por que eu falei aquilo? Idiot. Idiot. Idiot. Idiot. Idiota mesmo, isso já passou faz tempo. Então por que eu não consigo tirar da mente? Idiota. Idiota. Fica falando idiotice. Olha aquela caixa, aquela caixa ali tem várias coisas idiotas que tu já falou. Relaaaaaxa. Todo mundo tem disso. É bom mesmo, porque é ridículo. Quantos fios de cabelo eu tenho? E cílios? Deve ser legal pular numa cama elástica e cair na água depois. Preciso aprender a nadar. Continue a nadar. Ou ter aquelas patinhas de mosquito que tu fica em cima da água, porque água batendo bem embaixo, assim, na sola do pé, é muito legal. I like it. Ah não. Ótimo. Agora preciso ir no banheiro de novo. Burra. Hmmmm, vou dormir. Gosto daquela foto também. Meus pés ficaram gelados. Será que o osso fica gelado também? Acho que não. Hahahaha. Eu não gosto do formato da tua unha. Imagina se o Sherlock me analisa? Será que ele vai tirar algo só de olhar meu celular? Medonho. Uma casinha de madeira com cheirinho de café. Tu nem curte café. O cheiro, anta... Hmmm, me sentindo sentada em Lost In Translation... What a mess...  F e e l i n g  d i z z y. . . D-i-z-z


© OH SO FANGIRL
Maira Gall