terça-feira, 20 de outubro de 2015

Do Sétimo Andar

Ou: Mais Precisamente Da Sétima Fileira

Se eu falhei novamente com algo que eu me propus a fazer? Mas é óbvio. Depois do BEDA eu prometi que tentaria escrever um post por semana. Escrevi três até hoje, quatro com esse. Juro que eu não faço por mal. 

No começo desse mês eu passei por uma época de provas mega conturbada, que me drenou completamente. E aqui estou agora. Deu tudo certo por enquanto  ̶̶̶̶̶̶̶̶  ainda preciso receber uma provinha de processo penal em que certamente fui enrabada de uma maneira nada gentil. Acontece, né? Mas não era nem sobre provas e perdões que eu queria falar. 

Eu quero mesmo é falar sobre o show lindo e emocionante dos migos Los Hermanos que fui no último sábado. Porque sabe, ele foi lindo e emocionante mesmo. Em 2012 fui de arrasto em um show dos caras, curti, mas não curtia tanto eles. Não que nem agora. Em 2012 eu não sabia cantar as músicas. Tardiamente, e só depois, eu tive minha fase Los Hermanos. E gente, foi intensa. Então quando os caras anunciaram em março outra turnê caça-níquel maravilhosa eu recebi a notícia pulando e dançando na cadeira do computador, gritando com a minha irmã, efusivamente, que a geNTE PRECISA IR MEU DEUS DO CÉU!!!1!!! Porque that's how I roll, e não poderia ser diferente. 

Abriram as vendas e eu quiquei na cadeira quando o site caiu. O negócio ia ser em um anfiteatro-novidade no Beira-Rio, que diga-se de passagem, deu mega certo. E depois de ter o ingresso na mão, foram longos sete meses esperando.

Aí o dia chegou. Sábado, dia 17, finalmente chegou. E dessa vez eu levei alguém de arrasto comigo, porque that's how we roll  ̶̶̶̶̶̶̶̶  um arrasta pra show, o outro pra jogo (eu. em. estádio. de. futebol. Calculem.). Eu mal continha minha ansiedade, mas antes de poder ver os caras eu tive que:
a) pra poder entrar no local, fui obrigada a jogar minha bolachinha Passatempo (Nestlé, me dê jabá!) fora e sofrer não tão calada assim;
b) também fui obrigada, mas já feliz, a levar um chá de cadeira pois nosso setor era arquibancada inferior, e eu que sou uma pista-girl, hoje em dia já com grotescas pitadas de preguiça, alma velha e dor nas costas, especificamente nesse anfiteatro, aproveitei demais a experiência do lugar onde eu fiquei  ̶̶̶̶̶̶̶̶  não, durante o show nem eu nem ninguém grudamos a bunda na cadeira (aqui é Brasil, po**a!); e
c) fui compelida a xingar mentalmente os preços mega abusivos das bebidas e comidas vendidas lá dentro (dez reául uma água!!!!!!!).

Mas nada disso importou (até porque nada muito grave aconteceu e porque eu estava muitcho feliz) quando os moços, quinze minutos atrasados, tocaram as primeiras notas de O Vencedor e o povo inteiro entrou em colapso, cantando o começo da música sozinhos, do jeitinho que os Manos gostam. 

foto de celular é aquela coisa, neam
Long story short: eu acabei a noite com dor na garganta de tanto berrar. Berrar mesmo. Tentei gravar uns vídeos das músicas mas destruí todos eles porque minha voz de canto nada boa estava logo atrás. Eu não me aguentava. Quando eles tocaram Pois É, O Velho e o Moço e De Onde Vem a Calma eu poderia facilmente ter deitado em posição fetal pra aproveitar a vibe. Mas não fiz isso. Não fiz isso nem quando eles tocaram Sentimental e aquele local inteiro brilhava de lanterninhas de celular, e meu peito se apertou de tanta lindeza. E não fiz isso quando o Amarante, muito do debochado, cheio das dancinhas contemporâneas e divertidas, quase se jogou pro pessoal da pista enquanto cantava Quem Sabe. 

É tão bom ser fã.

Cada centavinho do meu dinheiro suado pago no ingresso valeu a pena. Quando saí daquele estádio meio vermelho, e tomei aquele ventinho que carregava cheiro de churrasquinho e muitas vozes no repeat dizendo "refri, cerveja e água" eu quis voltar umas horinhas antes pra poder viver de novo. Mas não pude fazer isso, então seguimos a vida. Porque a vida é isso aí, ter coisas muito boas, ter que absorver tudo e lidar com isso. Não dá pra viver duas vezes, said me, Sherlock me. Mas dá pra recordar, e recordar é viver, said um clichê.

E seguimos a vida pra comer um burgui decepcionante num lugar chamado Pampa Burger. Fomos com as expectativas nas alturas, saímos frustrados. Já no meio do novo horário, beirando a hora do capeta (3 a.m.) chegamos em casa, mais pra lá do que pra cá. Mas tava tudo bem, porque mais tarde no dia eu ia tomar milkshake do Bob's!!! (aqui na minha cidade não tem Bob's, cut me some slack genten).

No domingão que poderia ser da depressão se não tivesse sido legal, visitamos um shopping de ryco, julguei muito os valores das coisas (ou eu sou pobre demais ou sou mão de vaca ou tenho pena do meu dinheiro ou as pessoas perderam a noção do dinheiro) e comi uma massa de respeito com bifão. Passei um tempão na Saraiva, tentei comprar o Carry On e não consegui (triste), e seguimos a vida pra nos perder ~nervousors~ em Porto Alegre (bem triste) e chegar na Arena queimando horário (bem l0k0) e ver o time perder (mais l0k0 ainda).

Mas enfim né, coisas da vida.

Meu final de semana foi bom. Bem bom.

Tão bom que eu já registrei uma parte dele aqui em casa.

Because recordar & shit (e fazer post no blog!!!).

Obs.: Follow my blog with Bloglovin [ei, bloglovin, me dá meu blog!]

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cena de sitcom ruim

Eu adoro pizza. Mas eu sou normal, então é normal que eu adore pizza. Não dá pra confiar em quem não gosta de pizza. Pizza, assim como batata, é algo que tem força pra agradar todo mundo, especialmente aqui nesse Brasilzão lindo onde a gente pode comer pizza de frango com catupiry na mesma facilidade que pizza de brócolis. 

Então quando minha amiga nos chamou pra ir comer pizza na casa dela pra comemorar o aniversário, eu aceitei rapidão. Ela faz as pizzas, gente. E são ótimas. E ela ainda me deixou sugerir pizza de brócolis e fez pizza de brócolis pra mim!!! Não tinha como dizer não pra isso.


Só que assim, nós geralmente ficamos sentadinhas observando e batendo papo enquanto a nossa amiga metida a chefe faz as pizzas. Especialmente eu que sou um furacão na cozinha  ̶̶̶̶̶̶̶̶  não faço nada que preste além de bagunça. 

Então eu estava lá sentadinha, batendo-papo, quando entramos no assunto doença. Coisa normal, né? Pessoas em seus vinte e poucos anos adoram falar sobre doenças. No dia em questão o negócio chegou no nível osteoporose. E o negócio foi mais ou menos assim:

- Ah, porque minha tia tem osteoporose  ̶̶̶̶̶̶̶̶  disse a chefe de cozinha.
- Minha mãe também tem!  ̶̶̶̶̶̶̶̶  disse eu. 
(papos continuam na velocidade da luz entre a amiga-chefe-de-cozinha e a outra amiga, enquanto eu, vacilona e escrota, chequei uma mensagem no whatsapp na hora)
- Mas ela tinha os ossos de adamantium, sabe? Do Wolverine? Tri forte. 
(todas as outras sete pessoas do recinto abaixam o tom de voz, num momento que só pode significar que eles sabiam o que estava vindo)
- E agora ela tem o quê? Ossos de suflair?, hehe  ̶̶̶̶̶̶̶̶  rebateu essa que vos fala, querendo ser engraçadona.
 ̶̶̶̶̶̶̶̶  Não, agora ela tá morta.  ̶̶̶̶̶̶̶̶  respondeu a minha amiga.

PORQUE ELAS NÃO CONTINUARAM FALANDO DA TIA DELA!!! Naqueles poucos segundos de conversa na velocidade da luz, elas mudaram o assunto da tia pra vó da minha amiga. A vó que morreu ano passado da minha amiga. A vó mãe do pai da minha amiga que estava passando do meu lado quando eu falei isso. 

No meu sitcom, a câmera focou no meu rosto na hora. Ele possuía aquele sorrisão "haha foi muito boa" que esmaece num sorriso amarelo de "oops" combinado com "falei merda".


Minha cor, que já não estava lá muito boa por causa do ambiente quentinho de lareira acesa, virou vermelho pimentão. Tive um ataque de riso nervoso, junto com a minha outra amiga que estava rolando de rir da minha cara. Todo mundo riu da minha cara, o que só reforçou o quando eu queria que um buraco negro me engolisse naquele momento.

Dez minutos depois eu olhava pra amiga-que-não-é-chefe e ainda dava risada porque foi, honestamente, uma das maiores bolas foras que eu já dei na minha vida.

Meu ego sofreu naquele dia.

Larguem seus telefones. Por favor. Não sejam eu.

Obs.: eu sou uma que pegou bode de se reunir e ficar mexendo no celular. Gosto de registrar o momento ou tirar uma foto da cerveja ou comida bonita que eu tô comendo. Mas ficar verificando whats, face e etc o tempo inteiro quando tô com outras pessoas? Nope. Então por isso que o vacilo doeu mais, fui contra meus princípios. 
© OH SO FANGIRL
Maira Gall