terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Férias, cervejas e quero!

Prometi na minha retrospectiva que se tudo desse certo, eu voltava com fotos dasoropa pra vocês. Foi uma coisa feia de se dizer, porque eu não visitei toda a Europa. Visitei Londres (com uma amiga, na casa de outra amiga) e Amsterdam (com as duas). E foi feio porque eu não precisava esperar voltar pra encher meu Instagram com fotos de procedência duvidosa mas que com toda certeza carregam um grande apreço emocional, afinal elas representam minha primeiríssima 1) viagem de avião 2) viagem pra além dos estados mais ao sul do Brasil (catarina morando no RS que só conhecia SC e o RS) e 3) viagem internacional.

A ideia inicial era também fazer um mega post, detalhado, bonito, cheio de informações não requisitadas, e que de alguma forma, seja lá qual fosse, eu tentaria passar pra vocês tudo o que vi e vivi num período de dezesseis dias. 

Dez dias já se passaram desde que eu voltei, e por uns três dias eu estava num ritmo e realidade alternativa, e nesses três dias eu não cogitava escrever. Depois disso eu estava num outro ritmo: o ritmo de férias, e eu não conseguia me mover. Hoje, segundo dia de volta pra rotina, já consegui reagir pra vida. Mas percebi, nessa transição, que não tinha como colocar em palavras do jeito que eu queria o relato das minhas férias. 

Por mais que eu tentasse, não teria como explicar como foi divertido correr próximo a Trafalgar Square gritando todo o tipo de nonsense depois de assistir a queima de fogos na London Eye, ou como me senti vitoriosa caminhando com dor pelas ruas de Londres porque, meu Deus, eu estava aleijada hipócrita com os pés parecendo uma batata e sentindo uma dor aleatória, complicada, que até hoje eu estou sem entender, e ainda assim estava mais feliz que nunca. 

Não ia ter como explicar como num pub em Amsterdam nós tivemos uma conversa pra lá de divertida, mas que serviu como um balde de água fria, com um australiano com Tourette que só no último dia eu ia descobrir que trabalhava no dito pub. Não podia me culpar, porque eu tenho um problema muito complicado de ter atenção desviada por pessoas bonitas. (E isso leva em consideração que beleza é algo subjetivo e eu posso achar lindo algo que tu achas horrível). Superficial, ele diria. Mas de longe e, talvez, às vezes, boca fechada, a beleza chama atenção. E juro pra vocês que nunca vi tanta gente bonita como vi naqueles três dias e pouco em terras holandesas. 

(por sinal, god bless the italians)

A verdade é que uma experiência que nem essa é que nem fotografia: tu pode tentar registrar (ou no caso, descrever) o melhor possível, mas nunca vai equivaler a ver com olho nu (ou no caso, vivenciar). Perde a textura, o ar. Nunca vai carregar o cheiro que tu sentias na hora, ou a música que tocava (eu dancei Taytay enquanto esperava o ano virar. Dancei e cantei. Alto.) Ou como lá, do outro lado do mundo, você sentia que tinha alguma coisa mudando mas não conseguia apontar o dedo no quê. E que uma foto (ou descrição) nunca, nunca, vai conseguir carregar o mesmo peso sentimental da hora do click. Uma foto de um pôr do sol pode ser bonita, mas assistir a um é muito melhor. O registro, no entanto, eu geralmente acho válido. Mas o momento... Não tem como igualar, né?

Hoje sinto aquele sentimento meio-amargo de: queria viver de novo, queria fazer mais. Mas life only moves forward, diria uma mãe que levamos anos pra conhecer e acabou morrendo no final, então estou aqui com ideias brotando, e melhor me planejando, pra quais que sejam as próximas aventuras que eu vou encontrar, e com #foco, #força e #fé, fazer acontecer no meio do caminho.

Música querida que tive o prazer de ouvir ao vivo, no dia em que eu cheguei
depois de 26 horas de voos, conexões e taxistas malditos. 

3 comentários

  1. Se tem uma coisa que eu amo nessa vida é viajar. Pra lugares à 80km de distância ou um oceano, viagens não se tratam só dos locais, são as pessoas, os cheiros, os sons e você falou tudo isso de um jeito maravilhoso! Amei o texto <3 (sempre sonhei em conhecer Amsterdã e ai meu deus alguém que compartilha meu amor por italianos hahahaha)

    Beijo!

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  2. Faz uns bons meses que não viajo, mas que saudade, aaaaaaaaah </3
    Mas olha, deixa eu te falar que lendo seu post me lembrei que, poxa vida, minha retrospectiva 2014 tá paradinha lá nos rascunhos ainda porque né, não dá pra explicar tudo. Há coisas que só a pessoa vivendo para entender.

    Acho que essa é a beleza, ao final das contas. ♥

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  3. Ai Ana, que delícia! Nunca fui pra Europa, mas conheço bem essa sensação de voltar pra realidade depois de dias incríveis totalmente descolados dela, sei como é ficar fora do ar, achando tudo e todos de uma chatice absurda, e só querer pensar em voltar logo. Acho que texto e fotos nunca podem ser comparados com o momento em si, mas se não fosse por eles a vida ia ser tão mais difícil. Imagina só não ter como lembrar, ou então ser obrigada a confiar na memória, que com o tempo começa a apagar ou distorcer tudo!
    Enfim, pelo texto deu pra sentir que foi uma viagem bem especial, e adorei acompanhar tudo pelo Instagram. Muito foco, força e fé pra realizar mais sonhos nos dias que virão <3
    beijos!

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