terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Top of The Lake

A sensação de 2013 nas terras gringas que eu só fui conhecer agora é uma daquelas série cheias de indicações em diversas categorias e academias (Emmy, Golden Globes...) mundo a fora. E é sobre esse hype que eu vou falar nesse post: Top of The Lake, a minissérie que vai fazer você não desgrudar o olho da tela da TV (ou do notebook ou do computador).

A série é uma produção da BBC2, canal britânico, que teve sua estreia num canal americano. Ela foi toda gravada na Nova Zelândia, e a fotografia é simplesmente linda — o que, considerando o local, não fica muito difícil; afinal, filmes como The Hobbit, Lord of the Rings e, séries, como a aclamada Spartacus, são exemplos daqueles que usaram bem do palco que é o país.


As imagens promocionais e as primeiras cenas mostram uma menina de 12 anos, Tui, entrando num lago congelante (imagino), e cheio de história, com uma determinação pra lá de bizarra. Com roupa e tudo. Sem pensar duas vezes e aparentemente não sentindo nada. 

O legal? É que além daquilo não fazer sentido, a menina está grávida. E se nega a dizer quem é o responsável. 


Obviamente conturbada, e depois de dar uma passada por Paradise (onde lá se encontra GJ, a excêntrica, e suas seguidoras), Tui desaparece. 

E ninguém parece saber de nada. 

E é entre esses dois acontecimentos que a detetive Robin (Elizabeth Moss) entra na jogada; e entra determinada a descobrir quem engravidou Tui e em que canto ou buraco se enfiou a garota. 

A série começa confusa. Você assiste o primeiro episódio inteiro pensando "não tô entendendo nada do que está acontecendo aqui", e são nos episódios seguintes que algumas das inúmeras dúvidas do pilot têm algum tipo de resposta.


No entanto, nem todas as respostas foram agradáveis ou fizeram sentido. Pra mim, apesar da beleza do local onde foi gravado e apesar de não conseguir desgrudar os olhos da TV (às vezes, até aflita), a história peca um pouco em como escolheu se desenvolver. Às vezes de uma forma lenta demais, às vezes sem noção, às vezes um pouco forçada... Não sei explicar. No meu entendimento ali faltou algum tipo de conexão. A sensação que tive foi que a série correu sem rumo, sem amarrar pontas e fatos. E, por causa disso, o interesse que eu criei nos primeiros episódios, foi se perdendo enquanto eu assistia os seguintes. 

A série começou bem, se perdeu e voltou pros trilhos na season finale — o que, sendo honesta, não curti. Com uma oportunidade de dar um pouco do gostinho do final a cada episódio, a diretora, que se posicionou falando que a minissérie deveria ser considerada um filme de seis horas, decidiu deixar tudo para o 45 do segundo tempo. E pra mim isso não serviu.

Eu não sei se essa é uma minissérie de uma só temporada ou se terá alguma outra daqui um tempo. E se tiver, não sei se acompanharei.

E falando sério, eu só a indicaria pra quem tivesse tempo livre e quisesse dar uma checada na série que andou agradando as academias a ponto de ser nomeada a prêmios tantas vezes. E, obviamente, não indicaria pra quem tem problema com temáticas como estupro, drogas, pedofilia, entre outros.

Apesar disso, as atuações são impecáveis, e há uma quantidade altíssima de personagens instigadores que aparecem (e pelo jeito, desaparecem) em cada episódio. Então eis aqui um outro ponto positivo — o único que me motivou a continuar — e que pode ser o suficiente pra empolgar alguém mais a assistir Top of The Lake (embora, eu, do fundo do coração, teria gostado mais de ter assistido o mesmo episódio de Breaking Bad sete vezes).

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