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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Então eu li Garotos Corvos

Depois de algumas semanas de enrolação, eu finalmente terminei minha leitura do primeiro livro d'A Saga dos Corvos (ou Raven Cycle, em inglês), Os Garotos Corvos da Maggie Stiefvater.

Vi muita gente lendo e comentando o livro, tanto aqui nos blogs, como no twitter, ou até mesmo no tumblr (as edições, graphics e fanarts são todas maravilhosas).

Com tanta gente falando a respeito de um novo YA (!!!), é claro que eu tive que ir atrás do livro pra ver das qual é que é. 

Comprei o livro em português porque a versão em inglês demorava pra chegar, isso ainda lá por meados de julho. Long story short, eu poderia ter comprado em inglês porque só fui começar a leitura no final do ano, na época das minhas provas  ̶̶̶̶̶  o que não ajudou muito e não fez com que a leitura engrenasse fácil.



De qualquer forma...

Sobre o que é o livro? (de uma sinopse descaradamente copiada da internet)
Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los - até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. 
Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra: ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca.
Gansey tem tudo - dinheiro, boa aparência, amigos leais -, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos: Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma pertubada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco.

Vale a pena? 

Sim! Eu nunca havia lido nada da Maggie, e confesso que eu penei um pouco no começo da leitura. Acredito, de verdade, que uma culpa disso deve se dar à tradução do livro pra português. Às vezes precisei ler uma frase mais de uma vez pois não entendia direito a construção do negócio. 

Caso não seja a tradução, então é a escrita da moça mesmo. Achei tudo meio amarrado, e foi complicado aceitar o affair com o desenvolvimento do livro.

Mas, como era de se esperar, eventualmente eu acabei aceitando e dali pra frente foi só amores. O livro melhora da metade, ou até no 2/3, pro final. 

Quando cheguei nos últimos capítulos eu estava em uma pilha tão grande que quase urrei nas últimas páginas, porque, gente, chocadaney. 

Na sinceridade, eu mal posso esperar pra colocar minhas mãos nos outros livros da saga (porém pobre e aguardando uma promoção decente porque R$42,00/livro not today satan) e agora tô muito empolgada com a vibe dos boys e da Blue.

Obs.: Ronan Lynch amor da minha vida. 

LEIAM!!!1!!1 (ou me digam o que acharam porque cês provavelmente leram antes de mim)

domingo, 30 de agosto de 2015

50 livros de 1900 para ler antes de morrer

Mais um meme e desafio? Sim.

Na ideia original nos é proposto a leitura de uma série de livros em um período de um ano e fazer resenha bonitinha de cada um deles. Mas, na sinceridade, isso é óbvio que não vai acontecer. Então por esse motivo e pra chegar quase no final do BEDA com mais um meme queima-pauta, eu vou listar 50 livros que eu quero ler e com sorte vou lê-los em algum momento da minha vida. Pode ser? Pode ser. 

vibe mad men
  1. O Segundo Sexo - Simone Beauvoir
  2. O Sol É Para Todos - Harper Lee
  3. O Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger
  4. A Redoma de Vidro - Sylvia Plath
  5. Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez
  6. O Amor nos Tempos do Cólera - Gabriel García Márquez
  7. As Veias Abertas da América Latina - Eduardo Galeano
  8. Os Pilares da Terra - Ken Follett
  9. Passáros Feridos - Colleen McCullough
  10. Dragão Vermelho - Thomas Harris
  11. Lolita - Vladimir Nabokov
  12. Um Estranho no Ninho - Ken Kesey
  13. Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley
  14. O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien
  15. A Sangue Frio - Truman Capote
  16. Ensaio Sobre a Cegueira - José Saramago
  17. Entrevista com o Vampiro - Anne Rice
  18. O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux
  19. A Metamorfose - Franz Kafka
  20. A Caixa de Pandora - Erwin Panofsky e Dora Panofsky
  21. O Chamado da Floresta - Jack London
  22. Walden - Henry Thoreau
  23. O Chefão - Mario Puzo
  24. Eu, Robô - Isaac Asimov
  25. Por Quem os Sinos Dobram - Ernest Hemingway
  26. O Velho e o Mar - Ernest Hemingway
  27. Perfume - Patrick Süskind
  28. Mulheres - Charles Bukowski
  29. Pulp - Charles Bukowski
  30. Misto Quente - Charles Bukowski
  31. Hollywood - Charles Bukowski
  32. Os Vagabundos Iluminados - Jack Keroauc
  33. Big Sur - Jack Keroauc
  34. O Nome da Rosa - Umberto Eco
  35. As Virgens Suicidas - Jeffrey Eugenides
  36. O Mensageiro - L. P. Hartley
  37. O Diário de Anne Frank - Anne Frank
  38. 2001: uma odisséia no espaço - Arthur C. Clarke
  39. A Insustentável Leveza do Ser - Milan Kundera
  40. Mrs. Dalloway - Virginia Woolf
  41. Ao Farol - Virginia Woolf
  42. 1984 - George Orwell
  43. Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust
  44. Ulisses - James Joyce
  45. O Lobo da Estepe - Hermann Hesse
  46. O Som e a Fúria - William Faulkner
  47. Trópico de Câncer - Henry Miller
  48. O Complexo de Portnoy - Philip Roth
  49. A Hora da Estrela - Clarice Lispector
  50. O Amor de Pedro por João - Tabajara Ruas
Perdão pelo post de hoje, mas voltem amanhã que eu vou fazer um resumo final do BEDA e ainda brincar de awards, hehe. 

BEDA (blog everyday in august) #30

sábado, 1 de agosto de 2015

Sobre a Maratona Literária de Inverno 2015

Antes de mais nada: eu flopei, é claro.

E talvez eu até tivesse uma boa desculpa pra isso, mas a real é que eu sabia que floparia então a decepção não parece tão pesada assim. C'est la vie. 

De qualquer maneira, vamos lá, né?

Durante o ~percurso~ precisei fazer uma mudança na minha TBR e troquei o livro da Audrey Niffenegger, A Mulher da Viajante no Tempo por um livro da Patricia (cof Meg cof) Cabot, A Rosa do Inverno. E tudo isso pelo simples motivo de que peguei o primeiro livro na biblioteca da minha universidade e alguém reservou ele e fui obrigada a devolver. First world problems e coisa e tal.

Em segundo lugar, tive problema com o Lola e o Garoto da Casa ao Lado, da Stephanie Perkins. Esse eu reservei na biblioteca e a pessoa não devolveu. O ser deve ter se atolado em multa e eu fiquei sem ler o livrinho por causa disso, o que foi uma pena porque eu queria muito ler ele.

Em terceiro lugar, eu não li o No Escuro da Elizabeth Haynes pelo simples motivo de que deu preguiça. Muahahaha. Eu vou ler ele, eventualmente, com a boa paciência da minha viziamiga em deixar o livro comigo. Só não rolou agora porque vibes diferentes. Vida que segue.

Agora, sobre os livros que li, na ordem que li:


1) Cidades de Papel - John Green: intragável. Não sei se é porque eu recém tinha lido Quem é Você, Alasca? (que eu não curti), mas eu simplesmente não engoli esse livro. João Verde não é pra mim. A Margo é insuportável. O Quentin é o típico moço que por levar um fora vai fazer post da internet pra reclamar da friendzone (inclusive ele teve uns ataques de pelanca no livro que meu d, pára. Só pára). É o manic pixie dream girl e garoto deslocado da pior forma possível. Achei muito legal a road trip, adorei a frase "what a treacherous thing to believe that a person is more than a person", e também curti muito os amigos do Q. E só. Assisti o filme dias depois e não curti tanto, mas curti mais que o livro e amei a trilha sonora. Acho que de John Green tô servida, e fico pensando que "será fosse uma mulher escrevendo os YA do John Green ela teria as mesmas adaptações de milhares de dólares?", porque eu já li YA melhores que não têm adaptações feito as dele. Enfim, eras isso.

2) Cristal Polonês - Letícia Wierzchowski: eu não sei que tipo de pessoa escreve um livro desses. A temática é bem batidinha e simples, mas a forma de escrever da Letícia é bem peculiar e fez o livro ser melhor do que era pra ser. Eu terminei ele com gosto amargo na boca, pensando porque alguém faria isso, e se a minha amiga queria me deixar numa bad quando me indicou ele. Indico pra vocês, porém jurando que não quero que vocês fiquem numa bad.

3) O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams: normalmente não sou muito fã desse tipo de livro, nem muito desse tipo de série. Mas que surpresa boa! O livro flui muito bem, é mega divertido, e fiquei com muita vontade de ler os próximos. Agora entendo os trocadilhos 42 e da toalha e me sinto até parte da turma de gente legal. Quem não leu, leia. Indico bastante.

4) A Rosa do Inverno - Patricia Cabot: queria ler esse da Patricia fazia tempos, mesmo sabendo mais ou menos o que esperar. Gostei do livro, bem água com açúcar, de ler rapidinho. Penso que ele não tinha necessidade de ser tão "extenso" como foi. Os outros do mesmo estilo dela não chegam a 400 páginas (nem sei se chegam a 300) e esse passou disso por poucas, e em determinada hora parecia que eu só estava lendo mais do mesmo. Achei bem problemático o personagem do Edward porque lia os ataques de raiva dele e só conseguia pensar em "it's a trap, Pegeen". Mas ainda assim, legalzinho. When on a beach, vale uma leitura light na rede. 

5) O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry: que livrinho fofo, né, gente? Bem bonitinho, bem profundinho, bem fofo mesmo. Acho que ensina tanto em menos de 100 páginas que muita gente deveria ler. Fico contente que tenha levado tanto tempo pra ler ele, porque o dito cujo caiu feio uma luva pra mim nesse momento. Gostei.

Infelizmente não consegui terminar de ler Attachments, e agora tô guardando ele pra quando as aulas voltarem e eu estiver fazendo nada pelos corredores da minha universidade.

PORÉM, contudo, no entanto, eu preciso comentar com vocês sobre as !!! oportunidades !!! de !!! leitura !!! que vou ter agora que ganhei (de niver! 22! que eu comento em outro post)/comprei esses quatro livros:


Comprei Garotos Corvos porque queria tanto esse livro que nem sei, tô bem louca pra ler ele e entrar no hype junto com todo mundo.

Os outros três (Americanah e Sejamos Todos Feministas da Chimamanda Ngozi Adichie, e O Mundo do Gelo e Fogo do GRRM e outros) eu ganhei, dei ataques, pulinhos, e percebi o quanto eu me juntei com as pessoas certas e que me conhecem tão bem (ou talvez eles só seguiram as minhas dicas, mas gosto de pensar da outra forma).

Tô com a mão, a mente e os olhos coçando pra reler As Crônicas do Gelo e Fogo em inglês e combinado com essa nova bíblia, que tem ilustrações lindas, que eu ainda tô cheirando porque cheiro de livro novo = ♥.

Pra finalizar, a minha maratona literária flopou também porque, eu sendo eu, tive a ótima ideia de começar uma série nova e ainda por cima colocar meta de assistir todas as temporadas antes do Emmy. E isso talvez me faça flopar em DUAS maratonas, e não só uma, pelo simples motivo de tentar combinar as coisas. Vivo a  vida perigosamente, como vocês podem ver.

E vocês hein? Como foi a maratona? Participaram? Andaram lendo o quê? Comentem aí. :)

Obs1.: quase todo dia tem foto boba de Mad Men e vídeo de cachorro no meu snap, me adicionem lá: anaaack.
Obs2.: talvez ou não esse post faça parte do BEDA. Eu floparei.
Obs3.: dei uma mudada na ~cara~ do blog. Vocês curtiram?

BEDA (blog everyday in august) #1

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Maratona Literária de Inverno 2015

Então eu ando preguiçosa pra leitura.

Em algum post já falei que não consigo manter vários vícios ao mesmo. Se tô em época de séries, só o que rola é séries, se tô em época de filmes, só o que rola é filmes, e se tô em época de livros... Bem, vocês pegaram a ideia.

O problema é: ultimamente eu não ando em época de livros. Eu leio, mas bem menos do que eu gostaria e bem menos do que eu era acostumada.

Isso é particularmente difícil porque eu quero ler muita coisa. E talvez eu precise de uma nova vida, uma vida pra ler tudo o que eu quero e assistir tudo o que quero. Aí eu deixava essa daqui pra cuidar da vida social, profissional e acadêmica — e deixava essa daqui pra blogar também.

Infelizmente novas vidas (nem sensates) não são vendidas por aí, e muito provável que mesmo que elas fossem eu não teria dinheiro pra comprar, ou seja: eu preciso me ajeitar com essa que eu tenho mesmo.

E foi assim que, com muita coragem, decidi participar da Maratona Literária de Inverno 2015 (ou #MLI2015).

Ela tá toda explicada nesse vídeo.

De qualquer maneira, eu decidi também participar das semanas temáticas + desafios, que basicamente são:

SEMANAS
  1. Fantasias, Distopias e/ou Ficção Científica
  2. Thriller, Suspense e/ou Terror
  3. YA Contemporâneo, Romance e/ou Drama
  4. Livros Nacionais
DESAFIOS
  1. Um livro com figuras ou ilustrações
  2. Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
  3. Um livro que alguém escolheu por você
  4. Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica
  5. Um livro com a capa azul
  6. Um livro do gênero que você menos leu ano passado
  7. Um livro que você ganhou
  8. Um livro com mais de 400 páginas

As chances de eu falhar miseravelmente nesse desafio são altíssimas, mas como a música do Arctic Monkeys, é one of those games you're gonna lose but you wanna play it just in case.

Apesar das semanas serem ~divididas~, e eu pretender ler pelo menos um livro de cada semana, eu muito dificilmente vou seguir a ordem delas por motivos que logo logo explanarei.

Assim sendo, aqui vai minha TBR (to-be-read) da maratona:


SEMANA 1: FANTASIAS DISTOPIAS E/OU FICÇÃO CIENTÍFICA



2. Comece e/ou termine uma série, trilogia ou duologia
Livro: O Guia do Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams (Sextante, 208p.)
Tenho a coleção faz anos. Se eu li? Adivinhem.

SEMANA 2: THRILLER, SUSPENSE E/OU TERROR 


Livro: No Escuro - Elizabeth Haynes (Intrínseca, 336p.)
Assim, pesquisando na mente, eu não lembro de ter lido muitos livros desses gêneros. Pensei e pensei no que poderia ler, e inclusive deixo aqui um maybe pra algo do Edgar Allan Poe, e escolhi esse pelo simples motivo de que o Skoob diz que é Suspense, a Intrínseca diz que é Thriller, e a minha vizinha/miga/best tem ele pra me emprestar.

SEMANA 3: YA CONTEMPORÂNEO, ROMANCE E/OU DRAMA
(my jam!!!!!)


1. Um livro com figuras ou ilustrações
Livro: O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry (Agir, 96p.)
É, gente. Eu nunca li O Pequeno Príncipe. Podem me julgar, eu também me julgaria se fosse vocês.

4. Um livro que já virou ou vai virar uma adaptação cinematográfica
Livro: Cidades de Papel - John Green (Intrínseca, 368p.)
Esse daqui já estava nos meus planos de leitura pra julho pelo simples motivo de que quero ver ele no cinema, porém não sem antes ler o livro. Eu tenho lá os meus problemas com o João Verde e ele não me convence muito, então espero ser surpreendida positivamente.


5. Um livro com a capa azul
Livro: Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins (Novo Conceito, 288p.)
A Stephanie é minha nova queridinha junto da Rainbow Rowell. Li o Anna no final do ano passado e adorei a ~vibe~ e o estilo dela, e desde então quis ler todos os outros da moça.

8. Um livro com mais de 400 páginas
Livro: A Mulher do Viajante do Tempo - Audrey Niffenegger (Objetiva, 496p.)
Esse facilmente poderia ser o que completa o desafio #4 também, e tá na minha lista dos ~quero ler~ há tempos.

»» Extra: minha vontade era de ler Os Garotos Corvos da Maggie Stiefvater (Verus, 376p.). Tipo, muito. Porém não vai rolar comprar agora, mas caso ~role~, eu vou enfiar ele por aqui, cês vão ver.
»» Extra: tô mega no comecinho de Attachments da Rainbow Rowell (Orion, 336p.), e ainda tenho outro livro pra terminar antes da maratona, então talvez esse dela entre nessa semana temática também.

SEMANA 4: LIVROS NACIONAIS



3. Um livro que alguém escolheu por você
6. Um livro do gênero que você menos leu ano passado (livros nacionais) 
Livro: Cristal Polonês - Letícia Wierzchowski (Record, 176p.)
Minha viziamiga que escolheu.


E essa é minha TBR. Deixei de fora o desafio #7 pelo simples motivo de que faz tempo que não ganho livro, e não tô a fim de ler nenhum dos poucos que ganhei.


Como vocês podem ver, e eu também posso sentir, o flop vem a galope (thanks Analu por essa expressão maravilhosa). Caso dê certo, ou parcialmente certo, eu juro que volto pra contar pra vocês depois. Caso não dê, eu volto também.

E vocês? Vão participar?

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Estive na França com Anna

Essas semanas li My True Love Gave To Me, e apesar de ter gostado do livro, ele teve alguns contos muito bons e outros só okay. Entre os contos que eu mais gostei, estava o da Stephanie Perkins.

Já tinha ouvido falar da escritora, óbvio. Só não tinha lido nada dela.

Foi aí que decidi passear pela biblioteca da minha universidade até que ta-da! Encontrei os livros da moça lá (dois.). Fui ávida pelo Lola e o Garoto da Casa ao Lado, mas aí de último segundo troquei pelo Anna e o Beijo Francês. 

Deixei o livro cinco dias na cabeceira da minha cama porque não tinha coragem de começar ele. Nada contra o livro, é que eu só tinha 4 provas finais naquela semana e a ansiedade tava me matando. 

Então no domingo-pós-semana-infernal eu deitei pra ler o livro. E quando vi já tinha passado da metade. E quando vi já era segunda e eu já estava trabalhando, porém querendo correr pra casa pra ler o resto. E li. E adorei. 

O livro, apesar da capa brasileira terrível (percebi que eu detesto capas com pessoas?!), tem tudo aquilo que eu mais gosto nos YA. Aquele coming of age de último ano do high school (ou de primeiro de faculdade), quando tudo vai mudando.

(créditos)
Ele conta a história da Anna, que é transferida de Atlanta pra França no último ano do ensino médio graças ao papai rico que pensou ser essa uma ótima ideia, e que também escreve livros apelões onde as pessoas ficam ou são doentes (Nicholas Sparks? John Green?). Ela deixa pra trás a mãe e um irmão mais novo, um quase-rolinho e uma melhor amiga que adora brincar com palavras recém descobertas.

Chegando na França, ela rapidamente faz amizade (nem tanto por crédito dela, que só queria chorar no quarto) com a Meredith e o seu grupinho de amigos: Rashimi, Josh e... St. Clair.

Étienne St. Clair. O americano mais inglês/francês que vocês poderiam conhecer.

Ou que a Anna poderia conhecer.

A estória em si não teve nada grandioso ou muito diferente: teve briga, teve beijo, teve término. Teve bêbado confessando amor. Além disso, a mocinha principal é viciada em cinema. Curte Sofia Coppola e Wes Anderson. Quer ser uma crítica (pois então...). E é uma fugitiva de assunto.

É mal de Ana, Anna.
Mas tudo isso nem chega aos pés do fato do livro ser em 90% do tempo ambientado em terras francesas (ou chega, vai saber). Eu nunca fui à França, não sei se algum dia eu chegarei a ir. Já vi gente dizendo que ela fica melhor na memória. Já vi muita gente elogiando. Como não conheço, imagino que tudo é lindo, apaixonante e com macarons em cada esquina. Então foi assim que imaginei a França do livro.

Apesar de ter gostado da obra, mesmo que tenha me incomodado, gostei também que nenhum dos personagens é perfeitinho?! A própria Anna teve um ataque que achei muito bobo, onde ela se achou injustiçada por uma coisa que não tinha nada a ver. O mocinho, então, sem coragem de terminar relacionamento mofado?! É...

De qualquer maneira, quando terminei fiquei com a sensação maravilhosa quando ficava quando terminava livros de outra querida minha: a Meg Cabot.

Agora? Quero muito ler os outros livro da Steph. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Landline

Chris Geere as Neal
Jenna Fisher as Georgie 
Eu curto muito os livros da Rainbow Rowell no geral.

Gosto do jeito que ela escreve, acho que os livros fluem de uma maneira boa, e ela cria uns personagens maravilhosos.

Fui com muita expectativa ler Landline e não sei se foi porque minhas expectativas estavam muito altas, mas achei esse livro o mais fraco que li dela.

A história gira em torno da personagem Georgie Mccool, uma diretora/escritora/idk de séries de uns 30 e poucos anos, tentando salvar o casamento dela com Neal.

Por um telefone mágico (é sério), ela consegue se reconectar com o Neal do passado, o Neal de 1998, numa semana pré-Natal. Numa semana que ela passou sem contato algum com ele (na época).

Brant Daugherty as Seth
Danny Pudi as Scotty
No geral, o livro é okay. Meu maior problema, no entanto, foi ver a Georgie insistindo meio que toxicamente num casamento que tinha tudo pra se desmantelar a qualquer momento.

Pessoalmente eu consigo entender o porquê da Georgie ter se apaixonado pelo Neal, embora ele tenha sempre sido meio mal humorado, fechado e azedo. Eu consigo entender porque I kind of been there, done that.

Mas sai da minha zona de compreensão o porquê dos dois insistirem no relacionamento. Eles não conseguem se comunicar; o Neal detesta o que a Georgie faz; ele odeia a California, e sejamos sinceros: é só uma questão de tempo até que tudo exploda na cara deles.
Shailene Woodley as Heather
Kristen Stewart as Pizza Girl

Acho que o único motivo deles estarem juntos, além dos grandes gestos de amor que eles fazem um pro outro lá de vez em quanto, é por causa das duas filhas.

Mas gente, gesto de amor não salva relacionamento. Não salva se em 95% do tempo o casal tá fora de sintonia.

De todo, eu até indico o livro, mas só depois de vocês lerem Fangirl ou Eleanor & Park.

Isabelle Allen as Alice
Avery Phillips as Noomi

Pra amenizar minha dor e não-entendimento, as imagens acima  (e abaixo) representam parte do meu fancast caso houvesse um filme hoje.

Obs.: pra não ficar uma bagunça, a Isla Fisher as Dawn, o Billy Brown as Kendrick, e a Ana Gasteyer as Georgie/Heather's mom.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Taylor Swift Book Tag

Eu não sou fã da Taylor Swift. 

O mais próximo que cheguei de curtir a moça foi em uma viagem que fiz em Fevereiro e de uma maneira muito aleatória eu e meus amigos começamos a gritar (gritar mesmo) as músicas dela enquanto chegávamos no litoral. Foi engraçado. Percebi que sabia cantar mais músicas do que imaginava.



Mas a Maria Eduarda (bonsoirduda) me marcou nesse ~meme~ e eu achei muito divertido pra não tentar fazer.

Não sou adepta dos vídeos, então vou fazer escrito mesmo.

A tag tem como objetivo associar um livro pra cada música listada abaixo da Swift.

Red (escolha um livro com capa vermelha) • Em Chamas/Catching Fire da Suzanne Collins. Pra mim, o melhor da trilogia de Hunger Games.

We Are Never Ever Getting Back Together (um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria "terminar" com ela) • Eu nunca cheguei a amar, mas li aguentei a série do Diários do Vampiro/The Vampire Diaries da L. J. Smith até o Retorno: Anoitecer. Eu nem sei porque aguentei tantos livros dessa série. Ela é muito ruim.

The Best Day (um livro que faça você se sentir nostálgica) • Fiquei pensando, e pensando, e pensando, e não consegui apontar o dedo pra qualquer livro que me coloque em estado nostálgico. Então essa música me obrigo a pular.

Love Story (um livro com uma história de amor proibida) • Eleanor & Park. Na real, ela não é bem proibida, mas é bem conturbada. Não pela família do Park, mas pela família da Eleanor. Gente, ela teve que FUGIR. Não tem nada que consiga se enfiar mais entre duas almas gêmeas do que problemas familiares. Desestabiliza tudo.

I Knew You Were Trouble ( um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, você não conseguiu resistir e se apaixonou dele) • EU NÃO SEI! Sério, é outra que fiquei pensando, pensando, pensando e pensando e tudo o que me aparece na cabeça são personagens de séries. Mas de livro? Nenhum. Dessa vez eu fico com a música só porque curto ela.

Innocent (um livro que alguém estragou o final para você) • Nessa ninguém me estragou o final, porque o próprio livro deu um jeito de fazer isso. O Símbolo Perdido do Dan Brown teve um ritmo bom, e eu tava até curtindo o livro, mas aquele final... Gente, que lixo.

You Belong With Me (um livro que você está ansiosa para que seja lançado e que você possa ler) • The Winds of Winter do GRRM, ou, em outras palavras, o sexto livro d'As Crônicas de Gelo e Fogo. Eu juro pra vocês: EU NÃO AGUENTO MAIS ESPERAR POR ELE. Sem caps agora: é sério. Não dá mais.

Everything Has Changed (um livro em que o personagem se desenvolve bastante) • As Crônicas de Gelo e Fogo/ASoIaF, e aqui falo da Sansa Stark. Já fiz todo um post dedicado pra moça, e mantenho todas as minhas palavras que: só enxerga quem não quer o crescimento da Stark no livro.

Forever and Always (o seu casal literário favorito) • É bem difícil escolher só um, mas vou com o clássico Elizabeth Bennet e Mr. Darcy d'Orgulho e Preconceito. <3


Come Back, Be Here (escolha um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar) • Eu sou meio chatinha pra emprestar livro, mas empresto. Mas no momento o livro que eu mais sinto ciúmes é a biografia do The Smiths, A Light That Never Goes Out escrita pelo Tony Fletcher. Ele é paperback e com as folhinhas super delicadas. Morro de medo que eu empreste e ele acabe voltando todo amassado.

Vou indicar pro meme a Anna, do SO CONTAGIOUS, a Fernanda, do Erro de Continuidade, e a Irena Freitas. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Não exatamente constelações

Peguei A Culpa é das Estrelas na mão com o mesmo receio que peguei The Perks of Being a Wallflower em 2012 pra ler: será que é tudo isso? Por que as pessoas não falam de outra coisa? Ai, nem deve ser tudo isso, né mundo, menos... Receios básicos que pessoas que não fazem (muito) ideia do que tá acontecendo têm antes de darem uma chance. (PS.: Perks virou um dos meus faves)

Então comecei o livro. Já comecei o livro com aquela sensação: quanta apelação! Não me levem a mal, mas apesar de insistir em tudo que não devo, acho que a pior delas é ler/assistir filme onde os personagens tão doentes. No âmago do meu ser parece que eu tenho que sentir pena deles, ou meio mal por eles porque eles tão doentes... E nesse caso, tão pra morrer. Aí nisso já fico meio bittersweet porque não consigo olhar pros personagens com o mesmo olhar.

De qualquer forma, continuei. E me irritei nos dois primeiros capítulos. Aff, eu gosto de ship que sofre (eu sei que eles tem câncer e isso já é sofrimento demais mas...), que vida fácil se apaixonar no segundo capítulo! Ainda assim, continuei, mesmo com a Hazel falando mal de V de Vingança (FILME DE GURI??????? shut up).

E continuei, e continuei e terminei o livro. 

E quis jogar ele pela janela quando terminei. 


Não porque eu não gostei dele. Mas porque esse cara (John Green) com certeza não tem R'hllor no coração. 

Claro. Eu meio que já esperava uma morte trágica. Já sabia quem ia morrer na metade do livro. Mas... Aff, gente.

Apesar dos personagens serem super pretensiosos e com diálogos que eu realmente não consigo imaginar adolescentes de dezesseis anos tendo (com exceção do Isaac), eu quis chorar porque: não. Não aceito. 

Nem tanto por não ter um final feliz. Mas porque eu consigo imaginar a Hazel, ou qualquer dos outros personagens que ficaram pra trás. Deve ser horrível ser passado pra trás pela morte. Deve ser bem horrível ter que ficar parado enquanto a nossa última amiga espera o momento de levar quem tu ama embora. E isso me irrita. Porque é o curso natural da vida mas a gente não lida nada naturalmente com ela, ou com a possibilidade dela. Não pra quem a gente ama, pelo menos. Não eu, pelo menos.

Sendo assim, o livro é um livro que tu vai querer jogar pela janela, não importa se tu ache ele bom ou ele ruim.


E ele é bem chorável, apesar de eu não ter chorado com ele. Mas deixa. Eu ainda tenho muito dos meus doze anos em mim e é óbvio que estarei na estreia do filme pagando a louquinha com as minhas companheiras sofridas de 15 anos (ou 20, falando das minhas amigas) e chorando enquanto vejo alguém que tinha grandes chances de morrer sendo enterrado.

Normal.

Essa review não fez nenhum sentido.

Que nem esse livro.

(WHO DA FUCK DOES THAT?????????????)

(Gente, os quotes nem são tudo isso também. Parem com esse O.K., O.K?)

(Ainda assim dei cinco estrelinhas porque alguns infinitos são maiores que outros)

(PS.: mudei o ~design~ do blog. Vocês gostaram? Se não, me enviem pensamentos positivos pra que na próxima vida eu seja boa em arte e não em jogar .png em cima do outro)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Eu não tenho a mínima ideia do que esse post é

Gente, entrei num bloqueio mental e simplesmente não consigo pensar em nada, assunto algum, pra escrever aqui.

Aí pra fingir que eu não morri (eu morro muitas vezes e o tempo todo, inclusive morri semana passada e renasci Asshai-style essa semana), resolvi fazer um resumão o-que-ando-fazendo (juro que vai ser sucinto).

LENDO • Eleanor & Park da Rainbow Rowell, tô bem no comecinho mas já sinto que vou curtir (anos 80? sério?). A Garota Que Eu Quero do Markus Zusak: tô no começo também, fiquei sabendo depois que faz parte de uma trilogia louca e que os livros não são da mesma editora?! Enfim, dizem que não interfere em nada, então vou continuar... Inclusive, tem uma passagem/quote do livro que eu adorei, porque né, life much?:

"Um trem passou a toda, e eu tive a sensação de ouvir a cidade inteira nele.
Veio na minha direção e depois deslizou para longe.
As coisas sempre parecem deslizar para longe.
Chegam até a gente, ficam por um momento e tornam a partir."

ESCUTANDO • Ando sem muita ideia do que escutar. Escuto o de sempre: The Smiths, Death Cab for Cutie, Arctic Monkeys, Lana Del Rey... E escutei/escuto bastante Odesza, que conheci esses dias. Eles tem uma pegada meio chill/viagem e combina muito com aqueles momentos "vou ficar deitada sem fazer nada". É bem legal.

ASSISTINDO • Aí complica. Por motivos óbvios. Então vamos lá: 1) HIMYM: aproveitando os últimos episódios da série, e milagrosamente eles têm sido ótimos. 2) New Girl: eu andava meio desanimada com essa terceira temporada, mas ela conseguiu levantar o nível nos últimos dois/três episódios, e eu tô simplesmente adorando a série (de novo). 3) Hart of Dixie: terminei de assistir os eps e agora acompanho como uma pessoa normal, exceto que eu xingo muito a vida porque não consigo assistir essa série sem ZADE!!!!!!!! 4) The Vampire Diaries: meh, só assisto pela Katherine badass diva. 5) The Originals: indo, assisto quando dá vontade, especialmente porque não consigo simpatizar com quase nenhum personagem. 6) Girls: essa terceira temporada tá infinitamente melhor que a segunda, que eu achei um porre, então é uma série que tô curtindo acompanhar. 7) 2 Broke Girls: ainda tô no começo da primeira temporada e tô adorando?! E é milagre, porque não sou muuuito chegada em série de comédia, mas essa mereceu uma chance. 8) Reign: não entendi porque fiz isso, e isso eu quis dizer começar uma série da CW. Aqueles figurinos, soundtrack, triângulo amoroso e plot maluco não vão me deixar largar a série. Também estou bem no comecinho. 9) The O.C.: tô assistindo a série, em ordem, pela primeira vez. E eu simplesmente pareço a pior das malucas quando vejo o Seth na tela com aquelas tiradas dele que só ele consegue fazer. Amando. 10) As séries que mal acabei de finalizar/fim de temporada/aguardando retorno: American Horror Story (temporada okay); Sons of Anarchy (terminei a S06 faz umas duas semanas); Grey's Anatomy (esperando o fim desse hiatus do demô!!!); Suits (também esperando o fim do hiatus). 11) Séries que estão prestes a voltar que eu também (shocking!) assisto: My Mad Fat Diary (provavelmente a que eu estou mais animada pela volta); Hannibal (shit went down no último ep da primeira temporada. Espero muitos fígados comidos nessa season two); Vikings (esperendo o Ragnar ser um troxa e torcendo pelo Rollo desde já, hue, brincadeira...).
Algumas séries não entraram na jogada porque faltam alguns meses pra elas voltarem pra minha telinha. ♥

Então, é isso aí.

(acabou não sendo sucinto)
(prometo algo mais decente pro próximo post, público não existente)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Being a Fangirl

Às vezes eu fico pensando se é normal a gente curtir tanto personagens; seja de livros, séries ou filmes. Parece bobo que a gente goste de algo que, muitas vezes, não é real. E parece mais bobo ainda que nos identifiquemos com eles.

Não que eu sinta peso na consciência. De curtir personagens e coisas desse universo, e curtir tanto a ponto de às vezes simplesmente não conseguir calar a boca a respeito, sabe? Afinal, fala sério, nós gostamos do que gostamos e por mais que os outros não aprovem (pra quê aprovação?), não tem muita coisa o que se fazer quando rola um ~sentimento~.

(art cover by Noelle Stevenson)
E gente, eu juro, rolou o sentimento entre eu e o livro Fangirl da Rainbow Rowell.

“And I don’t have a weird thing with Simon Snow,”
Cath said. “I’m just really active in the fandom.”
“What the fuck is ‘the fandom’?”

Ele foi provavelmente uma das leituras mais agradáveis e despretensiosas que eu li desde... Sempre. A personagem principal, a Cath, ela tá ali pra mostrar que existe gente como a gente! Yeah! Uhul! Yay!  E não importa se ela é uma personagem, ela realmente é gente que nem nós.

Acho que é porque, além de me identificar horrores com a moça, ela é tão real que chega a ser engraçado.

“No,” Cath said, “seriously. Look at you. You’ve
got your shit together, you’re not scared of anything.
I’m scared of everything. And I’m crazy. Like maybe
you think I’m a little crazy, but I only ever let people
see the tip of my crazy iceberg. Underneath this veneer
of slightly crazy and socially inept, I’m a complete disaster.”

É aquela coisa de ficar neurótica ao andar na rua de noite; fazer coleção (tensa) da coisa que gosta; sentir um aperto no estômago esperando a conclusão de um livro; having trust issues (!!!); não lidar bem com relacionamentos; praticamente fugir da vida real e se enfiar num quarto escrevendo fanfic feito uma louca; dormir pensando no fandom e acordar da mesma maneira; ser uma overthinker e a don't-touch-me-kind-of-person e mais umas mil detalhes que caem com uma luva na alma de gente feito ela. Ou feito eu.

“I wonder…,” she said, “if there was such a thing as
time machines, would anyone ever use them to go to the future?”

O livro simplesmente flui, e não sei se é porque eu li em inglês (ainda não tem tradução oficial pro Brasil, e espero que seja alguma editora legal que pegue o trabalho), não sei se é porque os personagens secundários são super carismáticos e tão interessantes quanto a personagem principal, ou se é porque eu não lia YA fazia um tempinho, o fato é que eu não consigo parar de pensar que todo mundo que gosta de alguma coisa ou tenha algum fandom em que participe bastante deveria ler o livro.

She hadn’t forgiven him yet, and even though she
was probably going to, she still didn’t trust him. She
didn’t trust anyone, and that was a problem. 
That was a fundamental problem.

O livro é sobre a mudança do ensino médio pra universidade. Então é tudo sobre roommates, e twins (a Cath tem uma irmã chamada Wren, que eu achei tão legal quanto a Cath), e escrever fanfics, e conhecer gente *cough* boys *cough* nova, e aprender a lidar com a vida acadêmica + fato de ser abandonada pela mãe quando pequena e mais muitas coisinhas divertidas.

“I don’t think I’m any good at this. Boy–girl. Person–
person. I don’t trust anybody. Not anybody. And the
more that I care about someone, the more sure I am
they’re going to get tired of me and take off.”

Além do mais, ele é todo cheio de referências divertidas. Eles citam (500) Days of Summer, 90210, Battlestar Galactia, Bon Iver, Kanye West (emergency!)... Ou seja: ♥

Apesar das citações fossas que eu escolhi colocar aqui, eu prometo que o livro é bem divertido. E eu não quero estragar a surpresa de ninguém com as partes legais. Vou deixar vocês lerem, o que eu espero que aconteça (!), e depois tirarem as próprias conclusões. :)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Team Sansa

Preciso de muita coragem pra começar esse post porque acredito que de duas, uma (ou as duas): vou chutar o balde no meio do caminho ou ele vai ser o post mais extenso do blog. Acho que nem preciso falar o motivo de eu pensar isso, né? Fora do tumblr, se eu ouvi duas pessoas falando algo de positivo sobre a personagem, foi muito. A maioria se apega nos mesmos argumentos e usa as mesmas piadinhas (legais no começo, mas cansativas agora) de sempre.

Então lá vou eu, lá vou eu defender/explicar a minha personagem favorita d'As Crônicas do Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire) e Game of Thrones. Talvez isso só vá fazer com que vocês odeiem ainda mais ela, ou talvez isso faça com que eu consiga abrir essa mente fechada de vocês, nem que seja um pouco, pra tentar fazer vocês entenderem ela em vez de saírem com quarenta e sete pedras na mão, cheios de ódio. 

Como sou tosca e não tenho mais o que fazer, vou até usar umas referências de outras opiniões pra tentar me fazer o mais ~eloquente~ possível. E é claro, tenho que deixar o aviso de: SPOILER ALERT.


All you need to know about Sansa in this book is that she has a direwolf – a giant, monstrous wolf, a half-mythological monster, a killing machine – and she names it Lady. (Schmoop)

Vamos lá.

Pra começar, bem básico, uma coisa: eu odiava a Sansa. Eu assisti a série antes de ler o livro, e nos primeiros episódios, tudo o que eu queria era que ela levasse uns tapas e acordasse pra realidade. Ela era ingênua, ela realmente acreditava que o mundo era cor de rosa, ela não parava de sonhar com o príncipe encantado... Tudo isso me incomodava e muito, principalmente porque uma guerra estava se armando do lado de fora. A partir daí, quando o ódio atingiu o máximo, eu comecei a olhar ela de outra forma e comecei a ler m-u-i-t-a meta no tumblr, e isso foi um dos motivos que eu passei de hater pra lover e basicamente parte da Sansa's Army.

Acho que vou listando ou separando os motivos que acho pesados na hora de abrir a mente~ de um Sansa hater.
  • A Sansa não é a Arya. Elas são "two sides of the same coin", são diferentes, então deixem morrer o argumento de que a Arya não age que nem a Sansa, porque, convenhamos, que pessoa age que nem a outra? Quando a série começa, a Sansa tem 11 anos (agora imaginem vocês com 11 anos), ela, diferentemente da Arya, gostava do que aprendia e acreditava naquilo que os pais e a septa dela ensinavam pra ela. Ela foi criada pra ser uma lady, pra casar com algum príncipe um dia, foi criada ouvindo histórias e músicas sobre príncipes encantados, então, obviamente, quando ela teve chances de estar com um, ela não quis estragar aquilo, pois para ela não havia motivos pra desconfiar do príncipe (que nós já sabíamos que era um capeta). 
  • A Sansa não matou a Lady. Novamente, ela era uma pré-adolescente quando a série começou. Ela estava na frente de uma corte, na frente do príncipe com quem ela deveria casar algum dia, na frente do Rei de Westeros. Com medo de desagradar, ela não se posicionou em defesa da irmã. Ela jamais imaginaria que iria perder o direwolf dela. Ela pagou o preço por não se posicionar, mas não é culpa dela que ela tenha "quebrado diante a pressão".
  • A Sansa não matou o Eddard. Não sei se tem gente que ainda acredita nisso, mas de qualquer forma, é isso aí. Ela não matou o Eddard, até porque não dá pra culpar a Sansa pela morte de um personagem do Sean Bean. O Eddard causou a própria morte em confiar em que não devia. A honra dele falou mais alto e ele perdeu a cabeça porque o miolo mole do Joffrey quis assim. Essa morte, pouca, perto das que tinham por vir, foi causada pelo príncipe encantado (que já estava desencantado naquelas alturas) dela. E não por ela. 
  • Cortesy is a lady's armour. Ela não tem mais o lobo dela pra protege-la feito os outros Starks, fora a Arya. Ela não sabe lutar com espadas. Ela só tem uma coisa: a cortesia e os supostos bons modos que ela deixa transparecer; aquilo que lhe foi ensinado. Não foi falando tudo o que lhe vem a mente que colocou ela dentro do Vale/Eyrie. No final do livro quatro, não tem como negar que quem estava na melhor situação era a Sansa, mesmo servindo de cosplay de Catelyn pro Petyr (voltaremos a isso depois).

Ships (essa vai ser a opinião pessoal, não vou usar referências de outras metas):
  • Sansa/Petyr: hell no. Simplesmente não entra na minha cabeça como alguém pode shippar eles dois. Acho o Petyr um dos personagens mais perturbadores da série. Pra mim, ele levar a Sansa pro Eyrie só serviu pra ele se imaginar mais novo, com a Catelyn, de novo. Mas tirando isso, acho que a relação dos dois é extremamente importante pro crescimento da personagem. Creio que a Sansa vai aprender muito estando com ele, ele vai ser quem ensina ela a jogar o jogo dos tronos~, e caso Sansa/Harry realmente acontecer, e der certo, a gente vai ter muito o que agradecer a ele. De qualquer forma, só dele conseguir tirar ela de King's Landing já dá até pra considerar dar uns pontinhos pro Littlefinger.
  • Sansa/Tyrion: Antes de mais nada, a Sansa não deve nada pro Tyrion. Ela o acha detestável não só pela aparência mas por ele ser um Lannister. Infelizmente, ela não consegue saber o que se passa na cabeça dele como nós sabemos, e mesmo se soubesse, ela não seria obrigada a gostar dele ou querer casar-se com ele só porque nós o achamos "legal" ou qualquer coisa assim. Ele, obviamente, deseja ela. Mas a recíproca não é verdadeira, e mesmo o detestando, mesmo ele estando com uma cicatriz em metade do rosto e sem o nariz, mesmo assim ela tenta enxergar algo de bonito nele pois sua septa havia ensinado-a assim, mesmo que ele não seja o príncipe que ela havia sonhado quando menor. 
  • Sansa/Margaery: A amizade delas, no livro, serve pra Sansa tolerar um pouco o fato de estar basicamente presa em King's Landing. Porém, no livro, a Margaery, acredito eu, tinha interesse pela Sansa até ela servir de algo pros planos dos Tyrells, que no caso era casar a Stark com o irmão Willas (que na série foi substituído pelo Loras). No momento que os Lannisters se metem no meio pra casar a Sansa com o Tyrion, a Margaery manda a Sansa pra escanteio. O que é triste, porque eu gosto da Margaery. Até agora, ao menos, estou adorando a interação e amizade das duas na série —a Margaery não deixou de falar com a Sansa uma vez que soube do casamento dela e do Tyrion, então acredito eu que tenha mais o que rolar entre as duas (que lá no fundo parece que a Tyrell é meio I'd go gay for Sansa).
  • Sansa/Sandor: Problemático. Um ship que é problemático e é isso. Não é saudável. E, mesmo assim, aqui estou eu shippando os dois juntos. Sei que a Sansa é extremamente aterrorizada pelo Sandor, e isso por si só já seria um motivo pra nem dar muita atenção ao ship. Mas não consigo. Pra mim, a Sansa traz o melhor que existe no Sandor a tona. O Sandor, de outro lado, mostra à garota que a vida não é uma canção e que ela deveria se acostumar com isso. É inegável que a interação dos dois personagens é de extrema importância para o desenvolvimento dos mesmos. Não consigo imaginar os dois juntos com a idade que a Sansa tem, mas lá no fundo gosto de imaginar que os dois ainda se encontram e rola alguma coisa Bela e a Fera entre eles (mesmo sabendo que isso é praticamente impossível depois do terceiro livro).

  • Sansa/Joffrey: Não dá pra jogar a culpa da maldade de um personagem em cima de tudo o que acontece ou aconteceu de ruim com ele. No caso, o Joffrey é ruim. Ele é ruim e não tem como discordar disso. Ele gosta de ver os outros sofrerem. E ver ele fazendo a Sansa sofrer é uma das piores partes que tem, pra mim. Não dá nem pra chamar isso de ship porque é doentio. A quantidade de situações perturbadoras em que ele consegue colocar os outros é ridícula. Matar o pai e fazer a filha olhar a cabeça do mesmo em uma estaca; bater e despir parte da garota no meio de centenas de pessoas, só por diversão; carregar ela até o noivo, no casamento, pois ela não tinha mais pai (que ele matou, é claro), por exemplo. Sem contar o fato da garota Stark estar sendo constantemente lembrada que mesmo que o casamento entre ela e o Joffrey havia terminado, ele ainda poderia colocar um filho na barriga dela, pois ele é o rei e o "the king does not ask, he commands". Nesse sentido, fiquei feliz ao ver/ler a morte de um personagem, porque Joffrey Baratheon (Lannister!) had it coming.
Acho que toda a série está dividida entre duas situações, essas situações, ou "mundos", ficam muito próximos em determinados momentos, e vai ter uma hora que eles vão se unir. Digo isso porque não tem como negar que tem o mundo mais fantástico — lá tem a Daenerys com os dragões, o Jon e todos da Muralha com os White Walkers, a Melisandre e toda a storyline ao redor dela (Stannis), a Arya e o No One, a Catelyn pós-ASOS etc, e essa é a parte favorita da grande maioria das pessoas. Mas do outro lado, a gente tem o mundo (quase) real, que é aquele todo o resto. As guerras e suas políticas. King's Landing e suas tramas. São os Lannisters, os Martells, os Tyrells, os Greyjoy... Basicamente, todo o resto que não se envolve (muito e na grande maioria da parte), ou envolveu, com aquele lado fantástico. É nesse lado da história que estão meus personagens favoritos, ou os personagens mais instigantes, na minha humilde opinião: Cersei, Margaery, Jaime, Sandor, Theon, Littlefinger, Sansa... Alguns desses personagens tem um desenvolvimento que parecem ser grandes ou têm impactos grandes na história (ex.: os arcs do Jaime e do Theon); os outros, aparentemente, têm impactos menores. Às vezes porque a gente não tem contato com um POV (point of view) dos mesmos, que é o caso do Littlefinger, Sandor e Margaery, e às vezes porque o desenvolvimento deles é muito mais interno do que externo. E a Sansa é um exemplo disso.



O desenvolvimento da personagem é interno e é lento, supostamente. A gente não pode esquecer que entre um livro e outro, apesar de serem gigantes, o espaço de tempo não é tão grande assim. Por esse motivo, é interessante perceber que em um período, no chute, de dois anos a personagem cresceu muito. Foi largando aos poucos os sonhos de criança e começando a enxergar o mundo como é: não tão colorido assim. Aprendeu, ainda mais, como agir e o que falar pra se manter "sã e salva". Tentou tirar o melhor que pode de toda a situação péssima pela qual ela teve que passar. Estar "presa" em Winterfell, com a família, como ela foi perceber mais tarde, era muito melhor do que estar presa no meio de pessoas das quais ela não gosta e que a matariam em um piscar de olhos.

A Sansa passou de Stark, pra uma bastarda. Deixou pra trás os cabelos ruivos típicos dos Tully, da sua mãe, e passou a ser morena. Tudo isso pra fazer parte de uma trama maior e que ainda tem muito o que se desenvolver, sendo a bastarda do Petyr, Alayne Stone. Ela perde a identidade dela, e se sujeita a isso, pelo simples fato do que ser Alayne era preferível do que ser Sansa. Era mais fácil fingir ser alguém novo do que ser Lady Sansa, da casa Stark, (que até onde ela acredita) a última do seu nome.

PS.: em um dos capítulos em que ela é Alayne e não Sansa, aconteceu uma das cenas que eu mais amei ler: ela reconstruindo Winterfell na neve. Foi muito bonito, tá? Se eu acreditasse em profecias, queria que ela fosse mesmo a responsável por tirar Winterfell das trevas depois de tudo o que aconteceu por lá. Como não acredito, e não dá pra ter muitas esperanças uma vez que a gente está falando de uma obra (de arte) de George R.R. Martin, só espero que, no fim das contas, ela consiga encontrar um lugar que passe 1/3 de aceitação, conforto, de sensação de pertencer a algum lugar, que Winterfell passava.

Não tem como explicar o porquê da gente gostar mais de um personagem que outro. É sempre muito mais fácil explicar o porquê da gente desgostar de um personagem, não importe o quão falhos nossos argumentos possam ou não parecer. Acho que no final das contas, meu amor pela personagem nasceu do simples fato de eu gostar de personagens que passam a maior parte do tempo se dando mal (preciso de um estudo sobre isso); personagens que acordam pra vida e você pode acompanhar eles crescendo de uma realidade fechada e bobinha, pra uma realidade crua e muitas vezes dolorosa. Acabo me tornando super protetora com esses personagens (geralmente mulheres) e sinto a necessidade de defender eles... Acho que foi por esse motivo, além das metas, que comecei a amar a Sansa. 

Creio que poderia ter escrito mais, desenvolvido mais o pensamento em outros plots e interações, mas acho que o essencial está aqui. Espero que eu tenha feito jus a personagens pela qual eu tenho a maior consideração e é a minha favorita das favoritas. SANSA STARK, QUEEN IN THE NORTH (deixa eu brincar sobre ela sendo feliz um pouco...).

Aqui vai algumas metas que achei interessante deixar pra uma segunda análise: In Defense of Sansa Stark, Sansa Stark: Developing Child-Woman, Why Sansa Stark is a Strong Woman (e tem diversas outras aqui).

E é claro, antes de eu terminar, deixa eu postar uma ilustração feita pela Irena Freitas (que em breve terei estampada em uma camiseta!!!), que, além de ser uma graça, basicamente fala por si só:


© AAAAAA
Maira Gall