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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Cristina Yang, volte aqui

Grey's Anatomy é uma das minhas séries favoritas. Lembro de ter feito maratona da série quando esta ainda estava no começo ou meados de sua sétima temporada. Hoje, na décima, eu já não sinto o mesmo amor pela série como sentia antes. E isso basicamente porque a Shondanás conseguiu tirar e/ou matar alguns dos meus personagens favoritos. Ou o meu OTP favorito. Ou o meu OTP dos OTPs. Sei que isso tem mais a ver com o fato dos atores quererem sair, mas não há episódio bom que tire do meu peito fangirl o amargo que a season finale da sétima temporada deixou.

Ano passado, quando ficamos sabendo que a Sandra Oh deixaria o seriado após a décima temporada, foi como se a realidade dos fatos nos engolisse: Grey's Anatomy tá chegando ao final.

Vocês devem pensar que dez temporada é mais do que prazo expirado pra série com mais de 20 episódios por temporada, e até poderia ser se a Shonda não achasse um jeito de ainda nos surpreender. Ou me surpreender.

Mas sem Cristina Yang? Eu não vejo o porquê da série ir muito mais pra frente. Assisti Izzie nos deixando, George morrendo, Burke largando casamento, Teddy fugindo depois de ficar viúva, SLEXIE MORRENDO (!!!), Webber sendo eletrocutado, e mais mil tragédias que só uma mente maligna poderia fazer com os telespectadores.

Agora Cristina Yang se mudando pra outro continente? Isso é inaceitável. E é inaceitável porque a Meredith é o coração e a Cristina o cérebro da série. Elas, juntas, se amando ou odiando, são a pacote completo e grande parte do porquê a série ter dado tão certo. As duas não poderiam ser mais diferentes, e deve ser por isso que a amizade delas é tão marcante (ou a amizade delas com a tequila).


Além disso, não há palavras pra descrever tudo o que a Sandra Oh nos proporcionou nessas dez temporadas. As atuações impecáveis, as risadas maníacas, as piadas anti-sociais. Tudo.

E é por ter nos dados "tudo", que eu não consigo aceitar ser deixada com nada agora, agora que não é nem temporada final.

Aos poucos, Grey's foi perdendo o brilho e mágica (M.A.G.I.C.?) que tinha no começo, e eu pude suportar porque minha soul-spirit ainda continuava ali, firme e forme. Com a Yang saindo, agora, a série vai começar a se apagar -- de vez, e daqui a pouco não vai ter brilho o suficiente pra acabar de cabeça erguida, como deveria (ainda que in Shonda we don't trust but we believe she'll give us the best).

Por isso, Cristina Yang, volte aqui, porque eu ainda não estou preparada pra deixar você ir. :(

domingo, 4 de agosto de 2013

TOP 5: Personagens que me identifico

Fiquei pensando e pensando e pensando em qual seria o meu próximo (esse) post no blog. Não tinha nem ideia do que escrever porque andei pensando demais em coisas não relacionadas a fandom e acabei vomitando pensamentos em um outro blog fechado nesse meio tempo.

Como passei esses dias de férias e tempo livre sequelando e pensando demais, e não me dedicando a minha vida fandom related, decidi fazer um top 5 diferente. Por que quem liga pra lógica do blog ser sobre coisinhas se isso é um blog e eu estou mais que autorizada a falar sobre coisas que atingem a minha pessoinha?

É um top 5 dos personagens que eu me identifico, por uma ou diversas razões, e ao mesmo tempo são (em sua maioria) personagens que eu amo(/sou).

1. SUMMER FINN ((500) Days of Summer)
Que novidade! Quem me conhece sabe que (500) Days of Summer é o meu fave dos faves, e é fave desde que estreou. Já me chamaram de Summer. Eu não dei muita bola. Até porque se eu sou Summer, eu não ligo mesmo, não é? Não é. Ligo sim. Mas da minha própria maneira. Da mesma forma que a personagem faz no filme. Faz a própria história sem se preocupar em ser coadjuvante na vida de alguém. E por essas e outras a gente escuta o que escuta dela: que ela é uma vaca. Vadia. Sem coração. Coitadinho-inho-inho do Tom. Por que ela foi fazer aquilo com ele? Ah é. Porque ela é a lead role na própria vida, e não se contenta em ser coadjuvante na vida de um terceiro. Porque ela é real e cai em contradição quando diz que não acredita no amor e daqui a pouco quebra a cara porque ele aparentemente existe. Acontece, né?

You weren't wrong, Tom. You were just wrong about me.

Tom: Look, we don't have to put a label on it. That's fine. 
I get it. But, you know, I just... I need some consistency.
Summer: I know.
Tom: I need to know that you're not gonna wake up 
in the morning and feel differently.
Summer: And I can't give you that. Nobody can.

I said I love The Smiths.

2. CHARLIE (The Perks of Being A Wallflower)
Acho que existe uma ligação forte entre minhas coisas (livros/séries/filmes) favoritos e os personagens com que me identifico. O Charlie é disparado um deles. Não porque eu sofri algum trauma que chegue aos pés do que ele passou, mas o resto... Eu posso jurar pra vocês que aquele livro é o livro da minha vida. Não sei se não seria nem o livro que eu teria como colocar como personagem, porque as descrições que o Charlie faz nas cartas sobre as coisas que acontecem ao redor dele, ou como ele percebe essas mesmas coisas, são aquilo que me fizeram crer que ou o Charlie ou o livro merecem estar em segundo lugar. A lista de quotes é grande, só pra vocês poderem ter uma noção.

It's just that I don't want to be somebody's crush. 
If somebody likes me, I want them to like the real me, not what they think I am. 
And I don't want them to carry it around inside. 
I want them to show me, so I can feel it too.”

“I don’t know if you’ve ever felt like that. 
That you wanted to sleep for a thousand years. Or just not exist. 
Or just not be aware that you do exist. Or something like that. 
I think wanting that is very morbid, but I want it when I get like this. 
That’s why I’m trying not to think. I just want it all to stop spinning.”

“So, I guess we are who we are for alot of reasons. 
And maybe we'll never know most of them. 
But even if we don't have the power to choose where we come from, 
we can still choose where we go from there. We can still do things. 
And we can try to feel okay about them.”

“So, this is my life. And I want you to know that I am both 
happy and sad and I'm still trying to figure out how that could be.”

“I am very interested and fascinated how everyone 
loves each other, but no one really likes each other.”

3. CLEMENTINE KRUCZYNSKI (Eternal Sunshine of the Spotless Mind)
Eternal Sunshine of the Spotless Mind é um filme que todo mundo deveria assistir, não só porque é incrível, mas porque a Clementine é d-e-m-a-i-s. Confesso que faz um tempo que assisti o filme (anos?), mas ele me marcou muito e um dos maiores motivos pra isso foi a personagem mesmo. Dispensando mais comentários, só deixo aqui algumas das frases/amô pra justificar meu argumento.

“Too many guys think I'm a concept, or I complete them, 
or I'm gonna make them alive. But I'm just a fucked-up girl 
who's lookin' for my own peace of mind; don't assign me yours.

“I don't need nice. I don't need myself to be it, 
and I don't need anybody else to be it at me.”

Joel Barish: I can't see anything I don't like about you.
Clementine: But you will, you will think of things and 
I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me.”

“I'm always anxious thinking I'm not living my life to the fullest.”

4. EFFY STONEM (Skins)
Clichê. Todo mundo é um pouco Effy Stonem, né? Não pela parte louca. Sexo. Drogas. E rock n' roll. Ou até pelo rock. Ou as outras. Mas todo mundo deve se sentir Effy às vezes. Intocável. Fechada. Obviamente com problemas enormes em demonstrar o mínimo de afeto. Tentando fazer dar certo pra todo mundo e com todo mundo, e acabando pirando de tanto pensar no final. Óbvio. O normal. Aconteceu com você uma vez ou duas ou meia dúzia ou uma dúzia... O fato é que todo mundo já deu uma de Effy. Mas longe de mim nós?) bancar a Effy. Saiu de moda fingir que vive em seriado. Especialmente Skins.

Love, love, love... what is it good for? Absolutely nothing.

Sometimes I think I was born backwards. 
You know, come out my mum the wrong way.
 I hear words go past me backwards. 
The people I should love, I hate. And the people I hate...

Effy: Hit me! Just once. I want to feel something.
Freddie: We’d be good together. Don’t you think?
Effy: No.
Freddie: Why?
Effy: Because I’ll break your heart.
Freddie: Maybe I’ll break yours.
Effy: Nobody breaks my heart and anyway, why would I want that?

5. ROBIN SCHERBATSKY (How I Met Your Mother)

Pra que viver só no romance ou só na carreira/futuro? Pra que ter que escolher? E não querer filhos e ficar triste quando descobre que não pode ter? Pra quê? A única coisa que sei é que no futuro provavelmente vou morar em um apartamento com cinco cachorros. À la Robin. E isso é mais do que suficiente pra ela levar a quinta posição.

Claro que existem outras(os) personagens, mas daí é coisa mais aleatória em qual eu, geralmente, me identifico com a situação ou alguma fala/pensamento (ex.: Elizabeth Bennet de Pride and Prejudice, Lizzie de Liberal Arts, Jenny de An Education, Jane Margolis de Breaking Bad etc etc). E por mais que alguns desses motivos sejam o suficiente pra fazer com que x, y ou z entrem na listinha, tentei filtrar ao máximo, com a little help from my friends, esses personagens quais eu olho com mais carinho ainda (por motivos quase que óbvios (será?)).

A falta de criatividade mandou um abraço e na próxima, talvez, ela decida aparecer (por pelo menos uma vez).

sexta-feira, 28 de junho de 2013

TOP 5: Best male characters

Ando numa preguiça da vida que abri esse post sem nem saber o que escrever. Ando com preguiça de ler, de assistir tv, de comer, de estudar. Basicamente, sinto preguiça de tudo. Até de pensar no que assistir eu sinto preguiça... Mas como a grande maioria das minhas séries estão em hiatus fui obrigada a começar alguma outra. Escolhi One Tree Hill porque há alguns anos eu assisti uma parte da primeira temporada e não continuei. Esqueci e perdi a vontade e nunca mais voltei atrás. Então fui lá e baixei até a sexta temporada completa, e tô agora quase na metade da segunda temporada... Mas tô indo com calma. Estou gostando mas não viciei a ponto de me obrigar a assistir tudo correndo (da forma que eu fiz com Breaking Bad, por exemplo). E foi por ir com calma que decidi organizar os pensamentos e tentar fazer uma lista dos TOP 5 Melhores Personagens da TV (das séries que eu assisto). Não é uma lista dos meus favoritos, dos mais românticos ou bonitos. É uma lista dos que, pra mim, são os melhores (independente ou não de serem "bad" ou "good" guys).

1. WALTER WHITE/HEISENBERG (Breaking Bad)
Seria um desacato com Vince Gilligan não reservar um espaço nessa lista pra um dos melhores — pra mim, o melhor — personagens da televisão. Walter White, professorzinho de química que descobre que tem câncer e começa a produzir drogas pra ajudar a sua família — quanta doçura. O personagem que a gente pode ver crescer e mudar durante essas quase inteiras cinco temporadas de Breaking Bad.
Se eu pudesse taggear ele, taggearia com #evil genius, porque não há melhor tag pra descrever o personagem. Tu não dá nada pra ele. Tu vê ele perdendo aquilo que ele se dispôs a proteger. Tu olha pra ele e acha que ele é um meia idade qualquer, que não faria mal a ninguém, que é queridinho e lerdinho e que jamais estaria envolvido com boa parte do tráfico e produção de drogas de um estado -- que já está alcançando níveis mundiais. 
E eu nem me atrevo a falar da atuação impecável do Bryan Cranston, porque isso seria uma injustiça com os outros. É por essas e outras que Walter White fica em primeiríssimo lugar, com suas mudanças e tudo. Walter White. The Danger. Heisenberg. The One Who Knocks. W. W.

2. JESSE PINKMAN (Breaking Bad)
Não tem como deixar o Jesse fora dessa lista. O Jesse já não era nenhum santo quando a série começou, mas ao ser constantemente manipulado e ao passar por diversas (péssimas) situações, a gente, também, assim como o Walter, podemos ver ele crescer e ir se tornando um personagem cada vez mais... Dark.
Sou super suspeita pra falar porque meu coração quase morre quando ele olha pra "gente" com aqueles puppy eyes que só ele sabe fazer. Meu coração quase morre quando ele começa a ter um colapso e chorar. Meu coração quase morre porque eu quero pegar ele e dizer que vai ficar tudo bem, mesmo que não vá.
A gente viu tudo o que o Jesse gostava se esvair na frente dele. Algumas vezes a culpa era única e exclusiva dele mesmo, mas é impossível negar que a maior parcela de culpa se dividia por tudo aquilo que acontecia ao redor dele, por tudo aquilo e por todas as pessoas, diga-se de passagem.
Minha maior preocupação agora é entender como que vou viver depois dos últimos oito episódios que restam dessa série de outro mundo sem poder ver o fofolimd do Aaron Paul na minha TV.

3. SHERLOCK HOLMES (BBC Sherlock)
Haters gonna hate, mas o Sherlock do Benedict é um dos meus favoritos (senão o favorito). É o Sherlock socially awkward, incrivelmente fora de série, anti-social, e com o John mais John de todos os tempos. O personagem é escrito de forma impecável, e a atuação do Benedict dá um ar especial e diferente pra esse Sherlock Holmes. Ele te faz rir, mas com situações inteligentes. É difícil de acompanhar o pensamento do Holmes quando ele é posto em ação. A série é de super bom gosto e eu indico pra todos, mesmo que suas  (curtas) temporadas aconteçam uma vez a cada morte de bezerra. 

4. HARVEY SPECTER (Suits)
Gabriel Macht. Pronto. É essa a descrição do personagem. E é só essa a descrição porque o Macht "is this, and I like this" *mãozinha*. Harvey Specter, o odiado e brilhante e gato e sexy e inteligente advogado da Pearson Hardman. É impossível odiá-lo, mas é mais difícil ainda amá-lo. Ele é na dele, é o que "não se apega". É o racional. O que não se contenta com pouco. Sei que no fundo ele é sensível e se importa sim. Mas ver ele fingir que não, é a melhor coisa que tem. Ver ele tocando o terror e fazendo piada, também. E jfc, season three my body is fucking ready. Então só vem.

5. HANNIBAL LECTER (NBC Hannibal)
Na real, pensei muito em quem colocar no quinto lugar. Decidi pelo Hannibal depois de assistir a season finale da primeira temporada de Hannibal essa semana. Eu sou suspeita pra falar porque eu não tenho parâmetro pra comparar. Nunca assisti Silence of the Lambs, nunca li os livros também. Não tenho a mínima noção se o Mads Mikkelsen está a altura do personagem interpretado e feito épico pelo Antony Hopkins, mas que ele tá demais, ele tá. O show é todo louco perturbado e por isso só é um show pra amar. Mas o Mads tá fora de série. Cada vez que ele aparece com um prato novo, eu piro. Cada vez que ele manipula alguém, eu piro. Cada vez que ele faz aquelas caretas super sexy e dignas de piada (vide x e x), eu piro. 
Ele é foda e real é que não há mais muito o que colocar: basta vocês assistirem a série pra conferirem isso com os próprios olhos. 


PS.: esse post deve ter ficado non-sense porque comecei a escrever ele duas semanas atrás. Risos. Perdão.
PS².: não ando mais com preguiça de comer. Inclusive, só faço isso.
PS³.: quando eu terminar OTH, eu faço um post sobre a série, I promise.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Team Sansa

Preciso de muita coragem pra começar esse post porque acredito que de duas, uma (ou as duas): vou chutar o balde no meio do caminho ou ele vai ser o post mais extenso do blog. Acho que nem preciso falar o motivo de eu pensar isso, né? Fora do tumblr, se eu ouvi duas pessoas falando algo de positivo sobre a personagem, foi muito. A maioria se apega nos mesmos argumentos e usa as mesmas piadinhas (legais no começo, mas cansativas agora) de sempre.

Então lá vou eu, lá vou eu defender/explicar a minha personagem favorita d'As Crônicas do Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire) e Game of Thrones. Talvez isso só vá fazer com que vocês odeiem ainda mais ela, ou talvez isso faça com que eu consiga abrir essa mente fechada de vocês, nem que seja um pouco, pra tentar fazer vocês entenderem ela em vez de saírem com quarenta e sete pedras na mão, cheios de ódio. 

Como sou tosca e não tenho mais o que fazer, vou até usar umas referências de outras opiniões pra tentar me fazer o mais ~eloquente~ possível. E é claro, tenho que deixar o aviso de: SPOILER ALERT.


All you need to know about Sansa in this book is that she has a direwolf – a giant, monstrous wolf, a half-mythological monster, a killing machine – and she names it Lady. (Schmoop)

Vamos lá.

Pra começar, bem básico, uma coisa: eu odiava a Sansa. Eu assisti a série antes de ler o livro, e nos primeiros episódios, tudo o que eu queria era que ela levasse uns tapas e acordasse pra realidade. Ela era ingênua, ela realmente acreditava que o mundo era cor de rosa, ela não parava de sonhar com o príncipe encantado... Tudo isso me incomodava e muito, principalmente porque uma guerra estava se armando do lado de fora. A partir daí, quando o ódio atingiu o máximo, eu comecei a olhar ela de outra forma e comecei a ler m-u-i-t-a meta no tumblr, e isso foi um dos motivos que eu passei de hater pra lover e basicamente parte da Sansa's Army.

Acho que vou listando ou separando os motivos que acho pesados na hora de abrir a mente~ de um Sansa hater.
  • A Sansa não é a Arya. Elas são "two sides of the same coin", são diferentes, então deixem morrer o argumento de que a Arya não age que nem a Sansa, porque, convenhamos, que pessoa age que nem a outra? Quando a série começa, a Sansa tem 11 anos (agora imaginem vocês com 11 anos), ela, diferentemente da Arya, gostava do que aprendia e acreditava naquilo que os pais e a septa dela ensinavam pra ela. Ela foi criada pra ser uma lady, pra casar com algum príncipe um dia, foi criada ouvindo histórias e músicas sobre príncipes encantados, então, obviamente, quando ela teve chances de estar com um, ela não quis estragar aquilo, pois para ela não havia motivos pra desconfiar do príncipe (que nós já sabíamos que era um capeta). 
  • A Sansa não matou a Lady. Novamente, ela era uma pré-adolescente quando a série começou. Ela estava na frente de uma corte, na frente do príncipe com quem ela deveria casar algum dia, na frente do Rei de Westeros. Com medo de desagradar, ela não se posicionou em defesa da irmã. Ela jamais imaginaria que iria perder o direwolf dela. Ela pagou o preço por não se posicionar, mas não é culpa dela que ela tenha "quebrado diante a pressão".
  • A Sansa não matou o Eddard. Não sei se tem gente que ainda acredita nisso, mas de qualquer forma, é isso aí. Ela não matou o Eddard, até porque não dá pra culpar a Sansa pela morte de um personagem do Sean Bean. O Eddard causou a própria morte em confiar em que não devia. A honra dele falou mais alto e ele perdeu a cabeça porque o miolo mole do Joffrey quis assim. Essa morte, pouca, perto das que tinham por vir, foi causada pelo príncipe encantado (que já estava desencantado naquelas alturas) dela. E não por ela. 
  • Cortesy is a lady's armour. Ela não tem mais o lobo dela pra protege-la feito os outros Starks, fora a Arya. Ela não sabe lutar com espadas. Ela só tem uma coisa: a cortesia e os supostos bons modos que ela deixa transparecer; aquilo que lhe foi ensinado. Não foi falando tudo o que lhe vem a mente que colocou ela dentro do Vale/Eyrie. No final do livro quatro, não tem como negar que quem estava na melhor situação era a Sansa, mesmo servindo de cosplay de Catelyn pro Petyr (voltaremos a isso depois).

Ships (essa vai ser a opinião pessoal, não vou usar referências de outras metas):
  • Sansa/Petyr: hell no. Simplesmente não entra na minha cabeça como alguém pode shippar eles dois. Acho o Petyr um dos personagens mais perturbadores da série. Pra mim, ele levar a Sansa pro Eyrie só serviu pra ele se imaginar mais novo, com a Catelyn, de novo. Mas tirando isso, acho que a relação dos dois é extremamente importante pro crescimento da personagem. Creio que a Sansa vai aprender muito estando com ele, ele vai ser quem ensina ela a jogar o jogo dos tronos~, e caso Sansa/Harry realmente acontecer, e der certo, a gente vai ter muito o que agradecer a ele. De qualquer forma, só dele conseguir tirar ela de King's Landing já dá até pra considerar dar uns pontinhos pro Littlefinger.
  • Sansa/Tyrion: Antes de mais nada, a Sansa não deve nada pro Tyrion. Ela o acha detestável não só pela aparência mas por ele ser um Lannister. Infelizmente, ela não consegue saber o que se passa na cabeça dele como nós sabemos, e mesmo se soubesse, ela não seria obrigada a gostar dele ou querer casar-se com ele só porque nós o achamos "legal" ou qualquer coisa assim. Ele, obviamente, deseja ela. Mas a recíproca não é verdadeira, e mesmo o detestando, mesmo ele estando com uma cicatriz em metade do rosto e sem o nariz, mesmo assim ela tenta enxergar algo de bonito nele pois sua septa havia ensinado-a assim, mesmo que ele não seja o príncipe que ela havia sonhado quando menor. 
  • Sansa/Margaery: A amizade delas, no livro, serve pra Sansa tolerar um pouco o fato de estar basicamente presa em King's Landing. Porém, no livro, a Margaery, acredito eu, tinha interesse pela Sansa até ela servir de algo pros planos dos Tyrells, que no caso era casar a Stark com o irmão Willas (que na série foi substituído pelo Loras). No momento que os Lannisters se metem no meio pra casar a Sansa com o Tyrion, a Margaery manda a Sansa pra escanteio. O que é triste, porque eu gosto da Margaery. Até agora, ao menos, estou adorando a interação e amizade das duas na série —a Margaery não deixou de falar com a Sansa uma vez que soube do casamento dela e do Tyrion, então acredito eu que tenha mais o que rolar entre as duas (que lá no fundo parece que a Tyrell é meio I'd go gay for Sansa).
  • Sansa/Sandor: Problemático. Um ship que é problemático e é isso. Não é saudável. E, mesmo assim, aqui estou eu shippando os dois juntos. Sei que a Sansa é extremamente aterrorizada pelo Sandor, e isso por si só já seria um motivo pra nem dar muita atenção ao ship. Mas não consigo. Pra mim, a Sansa traz o melhor que existe no Sandor a tona. O Sandor, de outro lado, mostra à garota que a vida não é uma canção e que ela deveria se acostumar com isso. É inegável que a interação dos dois personagens é de extrema importância para o desenvolvimento dos mesmos. Não consigo imaginar os dois juntos com a idade que a Sansa tem, mas lá no fundo gosto de imaginar que os dois ainda se encontram e rola alguma coisa Bela e a Fera entre eles (mesmo sabendo que isso é praticamente impossível depois do terceiro livro).

  • Sansa/Joffrey: Não dá pra jogar a culpa da maldade de um personagem em cima de tudo o que acontece ou aconteceu de ruim com ele. No caso, o Joffrey é ruim. Ele é ruim e não tem como discordar disso. Ele gosta de ver os outros sofrerem. E ver ele fazendo a Sansa sofrer é uma das piores partes que tem, pra mim. Não dá nem pra chamar isso de ship porque é doentio. A quantidade de situações perturbadoras em que ele consegue colocar os outros é ridícula. Matar o pai e fazer a filha olhar a cabeça do mesmo em uma estaca; bater e despir parte da garota no meio de centenas de pessoas, só por diversão; carregar ela até o noivo, no casamento, pois ela não tinha mais pai (que ele matou, é claro), por exemplo. Sem contar o fato da garota Stark estar sendo constantemente lembrada que mesmo que o casamento entre ela e o Joffrey havia terminado, ele ainda poderia colocar um filho na barriga dela, pois ele é o rei e o "the king does not ask, he commands". Nesse sentido, fiquei feliz ao ver/ler a morte de um personagem, porque Joffrey Baratheon (Lannister!) had it coming.
Acho que toda a série está dividida entre duas situações, essas situações, ou "mundos", ficam muito próximos em determinados momentos, e vai ter uma hora que eles vão se unir. Digo isso porque não tem como negar que tem o mundo mais fantástico — lá tem a Daenerys com os dragões, o Jon e todos da Muralha com os White Walkers, a Melisandre e toda a storyline ao redor dela (Stannis), a Arya e o No One, a Catelyn pós-ASOS etc, e essa é a parte favorita da grande maioria das pessoas. Mas do outro lado, a gente tem o mundo (quase) real, que é aquele todo o resto. As guerras e suas políticas. King's Landing e suas tramas. São os Lannisters, os Martells, os Tyrells, os Greyjoy... Basicamente, todo o resto que não se envolve (muito e na grande maioria da parte), ou envolveu, com aquele lado fantástico. É nesse lado da história que estão meus personagens favoritos, ou os personagens mais instigantes, na minha humilde opinião: Cersei, Margaery, Jaime, Sandor, Theon, Littlefinger, Sansa... Alguns desses personagens tem um desenvolvimento que parecem ser grandes ou têm impactos grandes na história (ex.: os arcs do Jaime e do Theon); os outros, aparentemente, têm impactos menores. Às vezes porque a gente não tem contato com um POV (point of view) dos mesmos, que é o caso do Littlefinger, Sandor e Margaery, e às vezes porque o desenvolvimento deles é muito mais interno do que externo. E a Sansa é um exemplo disso.



O desenvolvimento da personagem é interno e é lento, supostamente. A gente não pode esquecer que entre um livro e outro, apesar de serem gigantes, o espaço de tempo não é tão grande assim. Por esse motivo, é interessante perceber que em um período, no chute, de dois anos a personagem cresceu muito. Foi largando aos poucos os sonhos de criança e começando a enxergar o mundo como é: não tão colorido assim. Aprendeu, ainda mais, como agir e o que falar pra se manter "sã e salva". Tentou tirar o melhor que pode de toda a situação péssima pela qual ela teve que passar. Estar "presa" em Winterfell, com a família, como ela foi perceber mais tarde, era muito melhor do que estar presa no meio de pessoas das quais ela não gosta e que a matariam em um piscar de olhos.

A Sansa passou de Stark, pra uma bastarda. Deixou pra trás os cabelos ruivos típicos dos Tully, da sua mãe, e passou a ser morena. Tudo isso pra fazer parte de uma trama maior e que ainda tem muito o que se desenvolver, sendo a bastarda do Petyr, Alayne Stone. Ela perde a identidade dela, e se sujeita a isso, pelo simples fato do que ser Alayne era preferível do que ser Sansa. Era mais fácil fingir ser alguém novo do que ser Lady Sansa, da casa Stark, (que até onde ela acredita) a última do seu nome.

PS.: em um dos capítulos em que ela é Alayne e não Sansa, aconteceu uma das cenas que eu mais amei ler: ela reconstruindo Winterfell na neve. Foi muito bonito, tá? Se eu acreditasse em profecias, queria que ela fosse mesmo a responsável por tirar Winterfell das trevas depois de tudo o que aconteceu por lá. Como não acredito, e não dá pra ter muitas esperanças uma vez que a gente está falando de uma obra (de arte) de George R.R. Martin, só espero que, no fim das contas, ela consiga encontrar um lugar que passe 1/3 de aceitação, conforto, de sensação de pertencer a algum lugar, que Winterfell passava.

Não tem como explicar o porquê da gente gostar mais de um personagem que outro. É sempre muito mais fácil explicar o porquê da gente desgostar de um personagem, não importe o quão falhos nossos argumentos possam ou não parecer. Acho que no final das contas, meu amor pela personagem nasceu do simples fato de eu gostar de personagens que passam a maior parte do tempo se dando mal (preciso de um estudo sobre isso); personagens que acordam pra vida e você pode acompanhar eles crescendo de uma realidade fechada e bobinha, pra uma realidade crua e muitas vezes dolorosa. Acabo me tornando super protetora com esses personagens (geralmente mulheres) e sinto a necessidade de defender eles... Acho que foi por esse motivo, além das metas, que comecei a amar a Sansa. 

Creio que poderia ter escrito mais, desenvolvido mais o pensamento em outros plots e interações, mas acho que o essencial está aqui. Espero que eu tenha feito jus a personagens pela qual eu tenho a maior consideração e é a minha favorita das favoritas. SANSA STARK, QUEEN IN THE NORTH (deixa eu brincar sobre ela sendo feliz um pouco...).

Aqui vai algumas metas que achei interessante deixar pra uma segunda análise: In Defense of Sansa Stark, Sansa Stark: Developing Child-Woman, Why Sansa Stark is a Strong Woman (e tem diversas outras aqui).

E é claro, antes de eu terminar, deixa eu postar uma ilustração feita pela Irena Freitas (que em breve terei estampada em uma camiseta!!!), que, além de ser uma graça, basicamente fala por si só:


© AAAAAA
Maira Gall