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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A trope dos personagens que juram que são bons

Eu assisto séries, e isto foi estabelecido lá atrás, ainda no primeiro post do blog. Eu assisto séries e pro padrão de muita gente, eu assisto série demais. Pra um padrão menor de pessoas, eu assisto poucas e sou um peixinho em desenvolvimento. Mas a questão é: eu assisto séries. E eventualmente assisto filmes e leio livros. E se tem uma coisa que nunca falha em me fazer revirar os olhos, é A Trope. A Trope dos personagens (homens) que juram que são boas pessoas.

O Urban Dictionary define:


Trope on the interwebs really refers to an often overused plot device. It can also be described as another variation on the same theme. TV shows, movies, comics, games, anime', & books are full of tropes & many rabid fan-sites now name & track said tropes with a self-explanatory title for each one. Not all tropes are bad, until Hollywood gets stuck on one.

No meu currículo seriador e cinéfilo tem um pouco de tudo e é constante que me deparo com os seguidores fictícios desse modo de vida. Talvez por preguiça ou desleixo dos escritores, ou ainda por acreditarem que os telespectadores vão deixar esse estereótipo passar batido (só que não, porque nem sempre), a facilidade em cair num clichê wannabe-good é enorme.

Nos livros, sinto que a pegada é mais forte. Eu encontro essa problemática em diversos tipos de gêneros e estilos literários, em especial no meu gênero favorito (young adult), o que por uma série de fatores pode ser preocupante, mas é assunto pra outra hora.

No geral, os bonitinhos desse grupo possuem uma ou a maioria das seguintes características:

1) A ILUSÃO DE QUE SÃO HERÓIS
Finn Collins (The 100) e Francis (Reign) 
Eles juram de pé junto que são heróis. Eles querem muito provar que são heróis. Eles querem salvar a dama em apuros enquanto ganham aquela focada da câmera que diz pro telespectador que: "ele é um herói, ela vai amar ele".

Além de reforçar um padrão ultrapassado de que toda mulher quer um herói, eles realmente acreditam que são dignos de mais atenção porque ajudaram alguém que desmaiou ou estava prestes a ser estraçalhada por selvagens radioativos. Eles querem ser heróis porque ser uma pessoa decente é muito pouco  ̶̶̶̶̶̶̶̶  e de tão pouco, nem isso eles conseguem.


2) SÍNDROME DE ÚLTIMA BOLACHA DO PACOTE
Ted Mosby (How I Met Your Mother) e Tom Hansen (500 Days of Summer)
Como assim ela não me quer? Eu, que salvei ela? Eu, que sou estudado? Eu, que sou trabalhador? Eu, que dei tudo pra ela? Eu, que amo ela? Eles pensam que por fazerem coisas normais, que por sentirem seja lá o que eles sentem, o outro, ou, na maioria das vezes, a outra, tem que sentir o mesmo. Tem que reconhecer tudo isso e ir mais além: corresponder a isso da forma que eles pensam ser certo.

Em uma palestra que assisti essa semana, a psicóloga muito didaticamente explicou que nós somos responsáveis pelo que sentimos. Se a gente sente raiva, a gente sente isso. Quando dizemos “eu te amo”, quem ama somos nós. É claro que desenvolvemos e lidamos com sentimentos de maneiras diferentes, que nos encantamos pelo outro, mas a real é que aquilo que sentimos é nosso e inteiramente nosso. E a frustração, principalmente a masculina, ocorre por não aceitar que a outra pessoa não sinta o mesmo ou sinta de uma maneira diferente à dele.

Nota de rodapé: nesse bolo, a mistura ainda inclui o fato da paixão (que leva mais ou menos dois anos para dissipar) iludir e deformar a realidade. O homem apaixonado quer dar tudo para a mulher, e quando essa fase passa (paixão) ele percebe que tudo o que ele ofereceu pra mulher muitas vezes ele não é capaz de manter. Então ele passa a enxergar a realidade e ressentir, e a mulher a quem ele deu de tudo, não mais que de repente, é a bruxa que não dá valor pra ele.


3) MARCAM TERRITÓRIO COMO SE FOSSEM CACHORROS
Ross Geller (Friends) e Stefan Salvatore (The Vampire Diaries)
Disparado uma das atitudes mais marcantes desses personagens é a falta de capacidade que eles têm em aceitar que o outro sinta de outra forma que não a dele. Assim sendo, ao perceber que a moça a quem eles tanto se dedicaram não corresponde mais aos seus sentimentos ou corresponde ao sentimento de outro já é motivo o suficiente pra colocar Os Heróis, em primeiro momento, na defensiva. Aqui eles são rápidos em soltar frases como “o que você quer com ele?” ou mesmo a clássica “você não sabe o que tá fazendo!”, porque é óbvio que eles sabem mais e mais óbvio ainda, sabem melhor.

Em segundo momento, a escrita viciosa dos responsáveis por esses personagens vai colocar eles em posição antagônica à algum outro personagem (e este, eu aposto, é o dito bad boy)  ̶̶̶̶̶̶̶̶  foi por causa dele que o meu amor (what a bitch!) me deixou. É aqui que virão as confrontações, mimos e mijadas pra marcar território, que tentam dizer que “ela é minha”, mas que só traduzem o quanto elas não são deles.


4) TUDO SE JUSTIFICA SE EM NOME DO AMOR
Dean Forester (Gilmore Girls) e George Tucker (Hart of Dixie)
Eles não ligam se assumiram um compromisso monogâmico de estar com outra pessoa. Não ligam se estão casados. Não ligam se alimentaram um relacionamento por anos a finco, construíram uma vida ou prometeram o amor da vida àquela com quem juntaram suas escovinhas de dente. Basta uma faísca com outro alguém e pronto. “Você é o amor da minha vida”. “You’re the one”. “Eu te procurei durante toda a minha vida”.

E olha, eu não acredito que tenhamos que ficar com alguém pra sempre porque aquilo era o que sentimos em determinado momento. Mas eu não acredito em traição, e se você assume algo, assuma. Lide com isso. Termine o relacionamento se o que tu queres é ficar com o (outro) amor da sua vida. Contudo, isso é algo que definitivamente não acontece com esses personagens. Tudo é justificável em nome do amor, desde que favorável a eles.

Quando isso acontece, e acredite, acontece, os responsáveis pelo romance utilizam uma técnica porca na hora de trazer o relacionamento oficial a tona: introduzem a parceira na trama só após aquela troca de olhares de estremecer a base, ou o beijão de cinema, ou aquele sexo maravilhoso entre o novo amor e o Mala Sem Alça. E nem vamos debater sobre quando tentam fazer com que a esposa/namorada oficial seja tudo o que há de ruim no mundo, né?

Para além da técnica porca, a escrita suja de certos seriados com frequência gasta vinte e sete episódios fingindo que constrói um personagem com princípios, pra logo no episódio seguinte colocar ele em posição de pressão ou medo de perder a amada, e transformar o já muito péssimo boy, em um boy sem noção. Que mata a troco de nada. Que esquece dos amigos que tanto estimava. Que consegue se afundar ainda mais no poço sem fundo que ele já se encontrava.

Depois que a porcaria foi feita, os dito cujos vêm com o rabo entre as pernas, fazendo cara de cachorro coitado que além de mijar pra marcar território, também foi pego estragando os móveis, e soltam um “eu nunca quis te magoar”. Sinceramente... Por favor, viu?

***

Na hipótese óbvia, esses personagens são machistas. Eles deitam na cama dizendo a si mesmos que são bons, ou injustiçados, e que não merecem a torta de climão que comem quando os dois amores da vida dele se encontram em um mesmo cômodo.

Eles são o equivalente da vida real daqueles que choram porque são colocados em friendzones (que nem existem), ou que por serem tão legais e superiores são incompreendidos e por isso a mulher que eles “amam” não ama eles de volta.

De tempos em tempos, eu caio na armadilha desse antro de chatos. Minha lista de problematic faves, tanto de personagens quanto de ships, it’s a thing and it exists, e embora eu critique e não consiga defender, não consigo des-shipar, e vez que outra quando vejo gifs de certos momentos acabo toda derretida por dentro (Blair e Chuck, Barney e Robin: eu tô olhando pra vocês). No entanto, pra minha felicidade, ultimamente meu Radar de Insuportável apita rápido e apita alto, e quando me dou por conta estou revirando os olhos pra dentro da cabeça que chego a precisar de ajuda pra virar eles de volta; ou amaldiçoando as amebas até não poder mais; ou não muito sutilmente desejando uma estaca no meio do rabo desses trastes.

Não tenho vontade nem mais energia pra defender o quão acho importante e válido as pessoas amarem, adorarem ou terem um interesse por diferentes formas de entretenimento  ̶̶̶̶̶̶̶̶  livro, séries e seriados, filmes, novelas  ̶̶̶̶̶̶̶̶ , e a certo nível o quanto isso se enraizou na cultura mundial. Dizer que não pode se importar “porque não é real”, hoje em dia, em mim, entra num ouvido e sai no outro.

Por ter quebrado com essa ideia do “não pode porque não é real”, dói e irrita assistir esse grupo de personagem reiterando atitudes e discursos que eu promovo evitar na minha vida. Incomoda saber que, há anos, os escritores acreditam ser ‘ok’ e ser ‘normal’ reproduzir tais comportamentos  ̶̶̶̶̶̶̶̶  e reproduzirem isso à milhares de pessoas.

E sim, eu continuo achando extremamente prazeroso ler ou assistir série e filme. Não vou desistir porque tem coisa errada no meio (só se tiver coisa errada demais e se torne chato, hehe), pois se fosse fácil assim, a vida deveria ter um passe-livre pra desistência.

E enquanto eu tirar prazer disso, enquanto eu me interessar por isso, eu vou criticar, problematizar e fazer cara feia, porque that's my jeitinho. O carinho que eu tenho por uma série ou um personagem, problemático ou não, não me faz passar a mão na cabeça, muito pelo contrário, eu vou analisar ainda mais seus erros e acertos.

No mais, colocando de lado a realidade cofrinho de dinheiro dessa indústria, vou desejar muita luz pros produtores de entretenimento, pra que eles possam enxergar que aquela criatura que eles moldam com palavras num script pode ser mais, pode ser melhor, pode ser tridimensional, e pode, pelo amor de R’hllor, não ser um clichê tão ruim.


Obs.: CW é meu karma. 
Obs. 2: alguns dos personagens ilustrados são personagens que até gosto (a grande parte eu odeio), mas a maioria deles se aplica em todas as características. A ordem das fotos não altera o resultado. 

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Top 5 episódios de Breaking Bad

Esse post é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico pelo tema: top 5 ou 10 episódios favoritos do seu seriado do coração.


Deixa eu contar um negócio pra vocês: lancei um desafio pro meu coraçaum e mente de achar um seriado que eu curta igual ou mais que Breaking Bad. Assisti o pilot de The Wire (vou continuar), a primeira temporada de Twin Peaks, e estou assistindo Mad Men, porque todas são séries que eu ouço falar muito bem e que talvez teriam uma chance de desbancar BrBa. Por enquanto tá tudo na mesma. O porquê de eu querer fazer isso eu não sei. Talvez, e só talvez, seja porque eu prevejo um futuro onde em 2070 eu ainda estarei dizendo o quanto Breaking Bad é a melhor série do mundo e eu nunca vou superar ela (the struggle is real e maravilhoso), tipo aquelas pessoas amargas que nunca realmente superam um relacionamento que acabou. E eu não sou amarga, eu juro.

Mas honestamente, não confio em quem fala mal de Breaking Bad. Simplesmente não confio.

pesquisas importantes
Por esse motivo e pra queimar pauta do BEDA, vim contar pra vocês meus cinco episódios favoritos da série. 

Se você ainda não assistiu favor reveja seus conceitos: cuidado com os spoilers (update: meus amigos falaram que não tem spoilers).


5. PILOT - EPISÓDIO 1, TEMPORADA 1
all fun and games
O pilot de Breaking Bad só foi ficar ainda melhor quando eu terminei a série. Não faz sentido, mas é assim mesmo. No primeiro episódio o Walter diz pros alunos que química it's growth, then decay, then transformation e isso é basicamente o resumo da série. Os pontos pro tio Vince começaram cedo.


4. CRAWL SPACE - EPISÓDIO 11, TEMPORADA 4

Nesse post eu falei que uma das melhores cenas de Breaking Bad foi a do Waltinho no porão nesse episódio (por sinal, acho que é a minha cena favorita da vida). A primeira vez que eu assisti eu fiquei numa pilha tão louca que eu tive que pausar pra me recuperar. O negócio foi espetacular mermo.


3. FULL MEASURE - EPISÓDIO 13 (SEASON FINALE), TEMPORADA 3

Essa season finale foi tipo um divisor de águas enorme pro personagem do Jesse. Eu nunca quis tanto na vida abraçar um personagem de seriado como eu quis abraçar o Jesse nesse episódio (talvez com exceção da series finale). Episódio pesado.


2. FELINA - EPISÓDIO 16 (SERIES FINALE), TEMPORADA 5

Minha pilha com Breaking Bad foi tão grande que quando a segunda parte da quinta temporada foi ao ar eu nem conseguia esperar o episódio vazar e assisti tudo por stream mesmo. A series finale foi tão bem feita, foi tão bem fechadinha, de tão bom gosto e tão necessária que lá em 2013, junto com todas as outras pseudo-reviews, eu fiz uma especialmente pra ela. Não poderia ter sido finalizada de melhor maneira e eu jamais deixarei de achar o quão genial titio Vince foi em nomear o final da série com esse nome.


1. OZYMANDIAS - EPISÓDIO 14, TEMPORADA 5
Resumo: todo mundo chora e todo mundo se fode, inclusive você
Simplesmente o melhor episódio que já assisti na vida. Duvido que algum dia eu assistirei qualquer coisa que me coloque numa pilha tão louca feito o Ozymandias. Como disse antes, eu assistia por stream, mas meu pai esperava eu baixar o ep pra ele assistir no outro dia (meu pai assiste várias séries comigo, ou seja, melhor pai). Lembro que no dia meu pai entrou no quarto pedindo como tinha sido e eu não conseguia nem falar direito (fora que estava chorando). Ele tá em segundo lugar no ranking de melhores episódios no IMDb. Eu não lembro de ver o twitter e o tumblr entrando num colapso televisivo tão grande quanto no dia que o ep foi ao ar. Se vocês querem ler minha wannabe-review dele, tá aqui. 

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Termino esse post e acho que nada vai superar Breaking Bad pra mim, no final das contas.

Cheguei a essa conclusão.

Não dá.

Eu tô quicando aqui só de lembrar desses episódios.

Ser fangirl é tão bom, gente. CORRÃO!!!!!!

E vocês? Já assistiram Breaking Bad? Qual o episódio favorito de vocês? Conversem comigo, não me deixem nesse BEDA sozinha.

BEDA (blog everyday in august) #24

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sobre algumas séries que estão por vir

E você deveria ficar de olho.
Ou: um post chato pra queimar pauta do BEDA e aproveitar pra indicar umas séries pra vocês.



Show Me A Hero: um time de peso se reuniu para adaptar o livro baseado em fatos reais e de mesmo nome da Lisa Belkin: o criador de The Wire (que eu preciso urgentemente assistir), David Simon, e o diretor de Crash - No Limite, Paul Haggis, mais um cast com nomes como Jon Bernthal, Winona Ryder, Oscar Isaac, entre outros. Show Me A Hero aborda questões de moradia e segregação racial em uma comunidade durante os anos 80. A série, que na real é uma minissérie, ocupa o horário de True Detective, e estreia na HBO (Game of Thrones, True Detective, Girls) no próximo dia 16, às 22h.


Shadowhunters: baseada nos livros Instrumentos Mortais da Cassandra Clare (que eu não li, quero ler e mais ainda agora que sei da adaptação), Shadowhunters é a adaptação pra TV que conta sobre Clary Fray, de 18 anos, que descobre ser de uma longa linhagem de Caçadores de Sombras, híbridos humanos-anjos que caçam demônios e mantêm a ordem entre humanos e integrantes do submundo. Se a série vai dar certo, são outros 500. Sabemos que as pessoas já superaram, em parte, essas criaturas do submundo (demônios, lobisomens e vampiros) e hoje em dia estão fixadas na ideia de superherois. No entanto, muita gente espera exasperada pela série, ou seja, público #vai #ter. A série tem estreia prevista pra 2016 e tá sendo produzida pelo canal ABC (Grey's Anatomy, Modern Family, Once Upon A Time). E agora vou ter que ler os livros pra assistir, é óbvio. 


Marvel's Jessica Jones: mais uma das tentiadas que podem dar muito certo da Marvel com o Netflix, Jessica Jones é uma ex-heroína que decide dar um reboot na vida e decide virar uma investigadora em um dos bairros mais violentos de Manhattan. A série faz parte de um projeto maior da Marvel, e a ideia é de que a cada seis meses seja lançada uma série de cada um dos quatro personagens que mais tarde vão se juntar n'Os Defensores pra lutar contra o crime (woooo!). A previsão é de que a série saia em dezembro, e o elenco conta com a Kristen Ritter como protagonista e o David Tennant como vilão (!!!). 


Supergirl: tenho lá uns probleminhas com série de super-heróis, mas não deu pra não colocar essa na watchlist. A série que teve o pilot vazado meses antes da estreia, conta sobre a Kara Zor-El, a prima do Superman, que depois de anos mantendo uma vida normal, decidiu assumir seus poderes para o mundo (pa-dum-tss). O pilot é bem divertidinho, a série tem chances de dar merda e eu vou continur assistindo. Ela é produzida pela CBS (CSI, How I Met Your Mother, The Good Wife) e estreia (?) em novembro. 


Vinyl: vocês um dia vocês imaginaram Mick Jagger (Rolling Stones, duh), Martin Scorsese (Shutter Island, Wall Street) e Terence Winter (Wall Street, Boardwalk Empire) se reunindo para fazer uma série sobre sexo, drogas e rock'n'roll ambientada no final dos anos 70? Pois bem. Aconteceu. Ou melhor, vai acontecer. A série que tem no cast nomes como Olivia Wilde (lambendo a tela do PC nesse momento), Juno Temple e Max Casella, tá com estreia prevista pra 2016 e será lançada pela HBO.

E aí, vão ver alguma? Vão assistir o que de novo? Me indiquem que eu tenho uma grade pra encher de séries!!!

BEDA (blog everyday in august) #13

Ps.: se vocês não querem posts chatos, me ajudem a BEDAR, comentem sugestões de posts que eu prometo que tento. Hawlp. Por-fa-vor.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Memefica | TV SHOWS | parte 2

Então vamos continuar o meme postado ontem e também queimar a pauta de mais um dia, né?

5. GELADEIRA (a próxima série que eu quero ver é...)
Gente, eu tenho um caminhão de séries que eu quero assistir e provavelmente só na outra vida pra eu conseguir assistir tudo o que eu quero. Mas a próxima da lista, por enquanto, é Parks & Recreation, que eu já assisti a primeira temporada mas não continuei. Me falaram que melhora e muito a partir da segunda temporada e eu agradeci a R'hllor porque eu não tinha achado a primeira temporada essa Coca-Cola toda, não. 

4. QUOTE ON REPEAT (quote que nunca esqueceu)
Eu falei ontem o quão otária eu sou por gostar de Grey's Anatomy, essa maravilha dramática que sempre dá um jeito de nos deixar miserável. Por esses e outros motivos é que meu quote favorito veio dela. E isso vem de alguém que se pudesse ter um caderno de quotes, teria. 

"Did you say it? 'I love you. I don't ever want to live without you. You changed my life.' Did you say it? Make a plan. Set a goal. Work toward it, but every now and then, look around; Drink it in 'cause this is it. It might all be gone tomorrow."

 3. SHIP IT (3 ships pra nunca superar)

Slexie (Lexie Grey e Mark Sloan, Grey's Anatomy): Nunca. Superarei. Eu maratonei Grey's Anatomy até a sexta temporada e só após comecei a acompanhar a série de verdade, semanalmente. Esse ship me colocou numa pilha muito pior do que eu, tansinha, sentia por Chuck e Blair na primeira temporada de Gossip Girl. E eu não sei se algum dia terei forças pra aceitar o que a Shondanás fez com eles. 


Darvey
(Donna Paulsen e Harvey Specter, Suits): acho que pior que um ship que acontece e é destruído, é um ship que só nos faz sofrer porque não acontece (bem... não da forma que deveria acontecer). E aí, por causa disso, eu tô aqui, com 22 anos na cara, surtando cada vez que tenho que assistir esses dois interagindo.



Seth Cohen e Summer Roberts, The O.C.: acreditem se quiserem, eu ainda não terminei de assistir The O.C. na ordem. Mas acredito que Seth e Summer foram o primeiro ship que eu shippei, muito antes de estar familiarizada com a ideia de ship, muito antes de entrar no mundo das séries. Ou seja, o primeiro a gente nunca esquece. E eu nunca esquecerei Little Miss Vixen e The Ironist. (jabá: uma vez eu escrevi sobre o Seth e eu, eu e Seth)


2. BEST CHARACTERS (3 personagens icônicos)


Blair Waldorf, Gossip Girl: anos depois de terminar Gossip Girl, passar raiva com a série e descobrir o que significa fazer parter de um fandom, eu percebo que por mais ruim que GG fosse, ela não era tão ruim assim. E a Blair, gente, a Blair, meu alter-ego de fake favorito, era a melhor personagem. Sem discussões. Leighton Meester anjo da minha vida, sinto sua falta. 

Cristina Yang, Grey's Anatomy: tudo o que eu preciso saber, eu aprendi com Cristina Yang. Essa personagem maravilhosa, HBIC, engraçada, que não deixa nenhum homem dizer o que ela pode ou não ser na vida, foi por anos a melhor coisa que Grey's Anatomy já teve. Quando eu crescer eu só não vou ser ela porque minha profissão quer que eu seja Jessica Pearson. Cristina Yang, sempre sentirei saudade. 



Phil Dunphy
, Modern Family: também conhecido como a melhor pessoa da tv. Não dá nem pra explicar direito ele, procurar outros adjetivos ou formas pra tentar definir o homem porque a única definição cabível é que ele é A Melhor Pessoa Da TV. Ponto. 



1. WATCHING IT (3 séries do momento)

Suits: eu amo essa série, ela tá entre as minhas favoritas e eu sinto que ela é muito underrated porque vejo pouca gente assistindo. Nunca fui de assistir série de advocacia, mas por algum motivo que cai longe do meu conhecimento, eu acompanho Suits desde que o pilot foi lançado, e juro pra vocês que, ainda hoje, cinco temporadas depois, eu nunca, nem por uma vez, me arrependi de ter começado a assistir essa série. Recomendo muito. 

Modern Family: aqui falei como foi minha história com Modern Family, e olha, eu ainda não terminei a maratona. Só me resta a sexta temporada e eu meio que ando... economizando?... pra não ficar sem. Porque que série maravilhosa! Eu faço pouco caso pra quem chora porque Modern Family leva tudo no Emmy, porque juro, tem mais é que levar mesmo. Muito melhor do que ver c-e-r-t-a-s comédias levando. Assistam. 

Mad Men: esses tempos me lancei um desafio no twitter de assistir todas as temporadas de Mad Men antes do Emmy. Tô na terceira temporada e estou, de coração, adorando. Mad Men estava na minha geladeira há anos, eu não sabia do que se tratava e ela até parecia meio chatinha de longe. Que engano, minha gente. A série é ótima, eu estou curtindo muito mais do que deveria, considerando que ela é ambientada nos anos 50/60 e o machismo corria ainda mais solto naquela época. Por falar em ambientação, ela é muito bem ambientada. Mad Men é uma série de personagens, não de acontecimentos. Se forem assistir ela, tenham isso em mente. E ainda assim, vão na fé que é boa. 


E então eras isso, pessoal. Acabei esse meme enorme e não me arrependo em nada. Façam, e se fizerem, me avisem. Por sinal, curtem algum dos personagens? Ou as séries? Comentem aí.

BEDA (blog everyday in august) #10

domingo, 9 de agosto de 2015

Memefica | TV SHOWS | parte 1

Precisando de pautas para o BEDA, eu decidi procurar algum meme sobre seriados no Tumblr. Mas aí eu fiquei com preguiça e lembrei de todos que, na minha mente, eu já tinha visto e/ou participado na outra rede e nenhum me pareceu legal. 

Aí eu decidi criar um que também não é legal. E ele ficou enorme. E eu vou precisar dividir ele em dois dias porque né, ele ficou enorme. 

O meme:
  1. Watching It | 3 séries do momento
  2. Best Characters | 3 personagens icônicos
  3. Ship It | 3 ships pra nunca superar
  4. Quote on repeat | 1 quote que nunca esqueceu
  5. Geladeira | A próxima série que eu quero ver é...
  6. I quit | Uma série que desistiu
  7. Comfort Show | Sua série conforto
  8. Best Cast | Cast favorito
  9. Best Scenes | 3 cenas marcantes
  10. Miss It | 3 séries que já acabaram e você sente saudade
Pro meme vou indicar a Ana Luiza, a Mia, a Juliana e a Anna. Mas sintam-se livres pra participar.

10. MISS IT (3 séries que já acabaram e você sente saudade)


Breaking Bad: eu amo tanto e tanto esse seriado que eu nem sei explicar. Tô reassistindo ele e, ao invés do hype no meu coração diminuir, ele só aumenta. Eu fico derretendo e enchendo os ouvidos dos meus amigos de "ai meu Deus!" "eu amo essa série!!!" a ponto deles acharem que eu tô parindo. Ou seja: never forget.

How I Met Your Mother: sim, todos sabemos que o final foi algo digno de estapear alguém (os produtores, quem sabe). Mas HIMYM nunca foi sobre o destino e sim sobre a jornada. E ela me encantou por muito tempo, me fez rir e chorar, e eu adorei tudo sobre isso. Então sinto saudade. 




Hart of Dixie: a série acabou faz pouco, mas vai e já deixa muita saudade. Ela é toda fofa, lindinha, e eu tive um começo difícil assistindo ela. Comecei, assisti dois episódios, desisti. Anos depois dei outra chance e viciei. Vale muito a pena, dá pra aproveitar muito a maratona, e ela é mega, mega, mega delicinha de assistir.



9. BEST SCENES (3 cenas marcantes)

Eu sou uma otária porque eu amo Grey's Anatomy. E eu nunca, nunca, jamais superarei essa cena, porque eu esperei tanto por ela, eu explodi de amores quando ela aconteceu, só pra uns dois episódios depois, ficar inchada de tanto chorar porque tudo foi tão frustrante. OLHEM ESSES DOIS?!!!?!?!!?!?QWe$?çWERJGJKDFG Ugh. 

Na minha opinião, a melhor cena que eu já assisti na vida. Eu tremia depois de assistir esse episódio. Tudo, tudo, tudo nessa cena é de extremo bom gosto e extramente bem feito. Não confio em quem fala mal de Breaking Bad. Não dá. Simplesmente não dá. 

Eu já contei pra vocês meu lance com Friends. Mas esse cena, gente, essa cena. Nada supera essa cena. 


8. BEST CAST (cast favorito)

Tenho toda uma relação de amor e ódio mais ódeio com Game of Thrones (a série), mas eu amo tanto esse cast. Fico com pena por eles estarem presos numa série tão péssima que poderia ser tão melhor do que tem sido. De qualquer maneira, melhor cast, melhores pessoas. ♥

7. COMFORT SHOW (sua série conforto)
Não chega bem a ser uma série conforto porque eu ainda nem terminei ela, mas é eu dar play em um episódio de Gilmore Girls e eu já me sinto meio abraçada, meio em casa, meio querendo morar em Star Hollows e comer feito uma porquinha (como a Lorelai e Rory) e não engordar. 

6. I QUIT (uma séries que desistiu)
Eu sou a rainha das séries desistidas. Eu não gosto de desistir de série no geral, pra ser bem sincera. Mas teve uns casos que eu simplesmente não aguentei mais, como The Vampire Diaries, que eu desisti no começo da sexta temporada, ou The Walking Dead porque cansei de tentar acompanhar algo na esperança de dois episódios "bons" por temporada, ou Pretty Little Liars porque em certo ponto parecia que eu assistia mais do mesmo (embora tenha sentido vontade de voltar a assistir por causa da foto do salto temporal que vai ter na série), e basicamente todas da minha aba abandonadas (algumas eu quero voltar a assistir).


BEDA (blog everyday in august) #9

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Precisamos falar sobre Mr. Robot

Quando eu vejo três ou quatro pessoas, em plataformas diferentes, comentando sobre uma mesma coisa eu já considero aquilo meio hype. 

Eu vi três ou quatro pessoas, entre o twitter e o Tumblr, comentando sobre Mr. Robot e pensei: "hmmmm, o que é isso?". Não foi preciso mais de 37 segundos, entre o IMDb e o Banco de Séries, pra eu descobrir sobre o que era Mr. Robot, e também não foi preciso muitos segundinhos pra eu pensar que "ei, uma a mais não dá nada, né?". 

Só que dava, porque quando eu baixei o pilot eu vi que ele tinha mais de uma hora e eu me remoí porque QUEM FAZ ISSO? Fico muito abalada com esses episódios com mais de uma hora porque às vezes eu só quero ver um episódiozinho, e o negócio tem mais de uma hora. Penso que isso é no mínimo ultrajante e essa, entre outras, é uma das razões porque nem comecei a segunda temporada de Twin Peaks ainda. 

Mas eu fui lá e assisti o pilot e quando terminei eu pensei: gente???????????????? Porque ele é muito bom. Sério.


A série gira em torno de Elliot, um programador e hacker, que sofre com ansiedade social (social anxiety disorder), e é recrutado por um ~misterioso~ Mr. Robot pra um plano meio utópico anarquista de destruir a companhia mais famosa do mundo, que controla quase todo o mundo. 

Mr. Robot tá só no sétimo episódio (vai ao ar hoje, hehe) e tem mantido um ótimo ritmo. A série tá com média 9,2/10 no IMDb e um dos grandes atrativos, pra mim, é a facilidade de se conectar com o personagem principal. Acho que o grande pecado dos seriados é faltar com alguém com quem se conectar, se importar. Se eu não simpatizo com alguém logo nos primeiros episódios, é difícil que eu continue assistindo a série em questão. 

De qualquer forma, o Elliot tá longe de ser um mocinho, e até chuto dizer que ele é um anti-herói bem construído, mas que se conecta com o telespectador de uma forma que beira o ideal — sabe o estilo Frank Underwood conversando com a câmera? Então. Por ele conversar com nós da forma que ele conversa com ele mesmo, a gente acaba se importando. E vê o quanto existe um abismo entre ele na mente dele, e o que ele consegue transmitir pras pessoas. 

Mr. Robot tá na sua primeira temporada, que vai ter um total de dez episódios, e já foi renovada pra uma segunda temporada. É do canal USA (o mesmo de Suits) e é demais. Assistam.

BEDA (blog everyday in august) #5

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O que andei assistindo e alguns perdões

Ou: o que vocês podem assistir nas férias de inverno.
Ou, ainda, em comemoração ao Dia dos Namorados: séries pra assistir com o Mozão™. 

Mas antes: perdões.

Esses dias eu li o post meio até logo/we are on a break da Fernanda e me identifiquei muito com ele. Toda essa vontade de escrever algo, pensar em algo que talvez renda um bom post (ou qualquer post, for that matter) e não conseguir escrever nada tem sido bem recorrente por esse lugar que comecei a chamar de Casinha Virtual.

Peguei um apego emocional pelo blogzinho e não consigo dizer tchau, muito menos quero, mas sinto que devo algo quando fico semanas sem escrever nada. Sei que não devo, mas parece que devo. Louco assim mesmo.

Eu espero que em algum momento próximo essa vontade de escrever sobre qualquer coisa volte, porque eu gosto muito de escrever sobre qualquer coisa. Então no meio tempo eu já antecipo e tardiamente peço desculpas (pra mim, pra vocês e pro blogzinho) pela falta de conteúdo por aqui.

Agora que já estabeleci isso, vamos seguir com ideia ~original~ do post, que finalmente vai sair da mente e vir pro papel pra página em branco do blogger (!!!).

Eu andava com um bode de tudo na vida que até pra assistir série eu estava lenta. Mas aí o Deus Seriador me iluminou e eu voltei a ativa, bem l0k4, atropelando temporadas inteiras por final de semana. E foi durante esse momento iluminado que decidi indicar pra vocês — ou só contar mesmo — o que eu ando e andei assistindo.

Marvel's Daredevil 
Vale a noite virada? ●●● 
Quando largaram os treze primeiro episódios da primeira temporada dessa nova (já não tão nova) série do Netflix (com a Marvel!), eu vi o tumblr colapsar. E o twitter não comentar sobre outra coisa. Levei dez dias pra começar o hype, e levei menos que isso pra sair pregando a palavra você-deveria-assistir-Daredevil por aí. Quem é o Demolidor vocês devem saber, o cego com altas habilidades sensitivas que decide começar a chutar bundas, jogar de prédios, quebrar ossos — sem matar — (d)os malvadinhos de Hell's Kitchen. A série é muito boa, e isso vem de alguém que não pilha muito séries de super-heróis. Então acreditem quando digo que vale a pena. Além do mais, tem o actual puppy Charlie Cox, que faz ótimos cosplays de comida and also tem uma ótima bunda, e a linda da Deborah Ann Woll. Vai na fé que tem selo Ana™ de aprovação. 

Modern Family
Vale a noite virada? ●●● 
Aquela série de comédia que vive ganhando Emmys. E com razão. Comecei Modern Family faz alguns anos, mas por algum motivo desconhecido que eu vou chamar de timing eu assisti a primeira temporada e metade da segunda e deixei a série totalmente de lado. Esses dias, depois de um chorume twitterístico, eu decidi voltar a assistir Modern Family. E estou completamente viciada. A série é leve, o humor é maravilhoso, têm episódios que eu sorrio durante os 20min porque não dá pra não amar aquelas pessoas. Acho que nessa série tudo funciona extremamente bem. Mega indico ela pra quem quiser assistir algo ~light~ nas férias.


Sense8
Vale a noite virada? ●●● 
Também uma surpresa do Netflix, a nova série de sci-fi dos irmãos Wachowski (aqueles dos Matrix) conta sobre 8 pessoas ao redor do mundo que, após dividirem um sonho misterioso e conturbado, se viram linkadas mentalmente. A série, que é mais sobre pessoas do que tecnologia, não é pra qualquer um — se o comercial do Boticário ofendeu a família tradicional brasileira, Sense8 destrói (e se isso já não é motivo o bastante pra vocês assistirem ela, eu não sei o que falar). No começo, a série é lenta e, pra mim, meio sem pé nem cabeça. É muita coisa acontecendo, e só parecia isso: várias coisas aleatórias acontecendo. Eu esperei muito mais do pilot do que ele realmente entregou. Mas a série engrena, e quando tu vê, tu viciou. Ela pega um ritmo ótimo e vai ficando cada vez melhor com o passar dos episódios. Recomendo. Mas oh: vá devagar, viu? (porque depois vai ficar viciadx e desgraçadx da cabeça feito eu)


Unbreakable Kimmy Schmidt
Vale a noite virada? ●●● 
A série que tem a Tina Fey como criadora teve a primeira temporada de treze episódios (20min) lançada pelo (ta-da!) Netflix. A comédia é sobre uma moça que ficou quinze anos mantida em cativeiro por um fanático religioso e depois de ~liberada~ decidiu descobrir NYC. Com ótimas tiradas, e dois side characters que eu acho mais divertidos que a principal Kimmy, Unbreakable ainda não conseguiu me convencer 100%. O humor soa forçado às vezes e os últimos episódios foram, pra esta que vos fala, intragáveis. Vou assistir a segunda temporada porque tenho fé que (talvez) melhore, e não chega a ser ruim nível aquela série knock knock bazinga, mas não é essa Coca-Cola toda. No entanto, olhando pelo lado bom, tem uma das melhores e mais divertidas aberturas que eu já assisti.


Twin Peaks
Vale a noite virada? ●●● 
É aquela série de mistério dos anos noventa que gira em torno da pergunta: "quem matou Laura Palmer?". Comecei a assistir Twin Peaks porque a) sempre ouvi falar bem, b) é um hype dos seriadores e c) estou tentando achar uma série pra concorrer com a rainha do meu coração. Por enquanto só terminei a primeira temporada e confesso que, apesar das grandes chances de eu sair desgraçada de  da cabeça depois dessa maratona, Twin Peaks ainda não me convenceu. Colocando de lado os poucos recursos que o pessoal tinha lá nos anos 90, a série não me passou essa vibe nooooossaaaa toda. Ao menos, não ainda. Muito mais que Sense8, essa sim não é uma série pra qualquer um. Vou assistir a segunda temporada pra ver se é tudo isso mesmo, mas não é a minha série-prioridade do momento.


E vocês hein? O que têm assistido? Vão assistir algo de novo por agora? Já assistiram alguma dessas? Curtiram? Comentem aí pra gente não deixar o blog morrer, não deixar o blog acabar. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Aquele em que eu assisti Friends pela primeira vez

Uma vez me indicaram Arctic Monkeys. Eu não dei bola. Escutei por cima, larguei de lado e classifiquei na minha cabeça como #mais do mesmo e #não tô a fim.

Anos depois, eu escutei Do I Wanna Know? e pensei: bem, tá aí uma música que eu gostei. Então sim, eu fui uma daquelas pessoas que começou a curtir Arctic ao inverso. Pelo último álbum primeiro.

Não sei se é questão de timing, ou se nossos gostos vão mudando, mas o som dos caras fazia muito mais sentido pra mim na época que eu escutei de verdade do que na época que me indicaram. Fui prestando atenção nas músicas mais antigas, e fui, e fui, até que no final de tudo acabei curtindo muito a banda.

Essa não foi a primeira vez que eu dei uma segunda chance pra algo que no passado eu já tinha torcido o nariz.


E eu torci muito o nariz pra Friends. Aqueles milhares de episódios o tempo todo na Warner, cheios de risadas de fundo, gente... Eles não faziam sentido e me davam menos vontade de assistir a série.

Ouvi muito dos meus amigos por causa disso, é claro. 

Então ano passado, no auge das minhas segundas chances, eu dei uma chance pra Friends (mas não esperem que isso aconteça com bazingas, tá?). Foi um misto de "agora vou ver qual é que é" com insistência dos amigos combinada com possíveis maratonas regadas a porcarias e cerveja artesanal.

Na última sexta-feira terminei pela primeiríssima vez de assistir as dez temporadas, os 238 episódios, desse seriado que muita gente idolatrou e hoje ainda idolatra, mais de dez anos depois do seu fim. E preciso admitir: foi uma ótima jornada.

Eu realmente não esperava dar tanta risada e me apegar tanto aos seis amigos.

A série é divertida, leve e bem construída. Só o humor por humor não basta muito, porque no fundo, pra entender tudo, tem que olhar o ~conjunto~ inteiro. E acho que as pessoas não gostam tanto de Friends exclusivamente pelo humor do seriado — embora ele seja ótimo e na medida certa. Acho que tem muito mais ligação com o fato que é muito mais engraçado ver a Monica compulsiva por limpeza em 238 episódios do que assistir um e achar a mesma graça. Assistir o Joey e suas pérolas em 238 episódios do que assistir um e acabar achando ele só um bobalhão que cumpre cota (agora eu sei que o Joey é o mais queridão). Ou o Chandler com suas piadinhas impróprias e momentos afeminados. Ou o Ross com seus ataques cheios de gesticulação e obsessão por tudo paleontológico. Ou a Phoebe com Smelly Cat. Ou, ainda, a Rachel (dos incríveis modelitos) e o seu cálculo horrível de quando cair na real. Por sinal, 'tamo junto, miga.

Assisto muitos seriados, e até aqueles que eu não gosto e os outros gostam, dão certo porque de alguma maneira as pessoas simpatizam com algum (ou alguns, no caso) personagem. Série sem carisma geralmente não dá muito certo (isso, ou ela não cai nas graças de ser versão requentada de alguma outra série ou sobre super herói ou reboot ou ou ou).


Aposto muitas das minhas fichas que Friends deu tão certo porque é uma série com ótimos personagens, sem contar que faz aquela dança maravilhosa entre comédia e drama. Só de pensar no final da sexta temporada meu coração já enche de amor e escorrem umas duas lágrimas. Sério.

Então são por esses motivos que aqui estou eu, admitindo que estava errada e no final das contas acabei passando de nem aí/hater pra hardcore lover. Ela não desbancou a #1 do meu coração (isso é meio impossível), mas com certeza entrou pro Top 10. Ou até 5.

Se eu pudesse voltar no tempo e assistir antes, eu provavelmente não faria. Porque juro que foi muito mais divertido ter migos pra me acompanhar nessa Primeira Vez Assistindo Friends™ do que assistir tudo sozinha.

Obs1.: tentei de todas as maneiras não falar tanto ~série~ nesse post, e no final acabei descubrindo que série e seriado nem são a mesma coisa e Friends é mais um seriado do que uma série?!!?! Ou é uma série? Estou confusa. De qualquer maneira, fiquei com preguiça de trocar tudo e deixei assim meio misturado. Então finjam que é a mesma coisa.
Obs2.: troquei um pouco do layout do blog. Tá meio Orkutizado. Eu sei. Mas a girl's gotta do what a girl's gotta do, então agora tem muito amor em forma de letra no meu header. 
Obs3.: sei que dizem que é 238 episódios, mas tinha ido pelo Banco de Série que não separa os episódios de 40min em dois, e acabei colocando 236 episódios originalmente.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

The Last Ride

Esse post pode conter spoilers.

Rasguei seda pra série já. Rasguei tanta seda que queria poder voltar no tempo e dar restart nessa última temporada, mas com a única ressalva de que ela fosse bem diferente do que foi.

Juro que não sei se o fato de eu ter assistido as outras seis temporadas em uma tacada só, episódio atrás de episódio, influenciou na maneira como eu enxerguei a série, mas acompanhar quase semanalmente a temporada final, com só um episódio pra poder digerir por vez, foi diferente.

Ou a temporada foi diferente.

Fui mimada com uma ótima temporada final ano passado, de uma série muito querida por essa que vos fala (vocês conseguem achar todos os registros frenéticos no arquivo do blog entre agosto e novembro de 2013). 

Então é óbvio que fui assistir a temporada final de umas das séries que mais curti assistir, que mais gostei, que achei tão boa, com as expectativas no alto.

E que decepção...

Os episódios foram nada sucintos (a maioria tem quase ou mais de uma hora), cheios de fillers, cenas desnecessárias e plots que eu não queria saber.

Sim, depois do final da sexta temporada onde tivemos a morte da Tara pelas mãos da matriarca que eu sou incapaz de odiar, Gemma Teller, a gente só queria saber de uma coisa: o que o Jax vai fazer quando descobrir? 

Claro que se isso tivesse acontecido no começo da temporada, a série teria praticamente acabado ali. Então foi de muito bom gosto, e óbvio, construir a sétima temporada em cima da mentira da Gemma e do Juice.

Mas ugh, não?!

Acho que passei metade dos episódios querendo que eles acabassem logo. E isso é bem triste. Afinal, como eu já disse, gosto MUITO da série. 

Óbvio que não só de coisas ruins foi feita essa última temporada. Os episódios finais da série elevaram um pouco o nível da S07. Eles deram uma chance de quase se redimir pelos outros péssimos e medianos episódios. Mas ainda assim, não achei o suficiente. 

O episódio 7x11, Suits of Woe, foi o melhor da temporada, e arrisco dizer um dos melhores da série, senão o melhor. Foi bem dirigido, bem produzido. As melhores atuações estão nele. O ritmo está ótimo. E fiquei com um gosto meio-amargo na boca porque era assim que deveria ter sido a temporada inteira. Nesse nível. 

Com o final da série eu percebi que a fórmula anti-hero morrendo + salvando os outros meio bad guys, meio good guys + salvando a família, não dão certo pra todo mundo.

Ainda vou indicar a série pras pessoas, porque no geral é uma ótima série. Mas queria deixar registrado que doeu no coração, titio Sutter. Doeu porque eu queria mais. Doeu porque você já nos deu mais, viu?

sábado, 6 de dezembro de 2014

Recomendo: Carmilla

Juntei toda a força que eu podia pra levantar do sofá ontem no comecinho da noite. Estava tentando digerir que estou quase chegando em período de férias. Férias, aquele período maravilhoso onde a gente pode fazer quase tudo o que queremos, mas raramente o fazemos. Se tudo der certo, tenho só mais um dia de aula. Se nada der certo, tenho dois. 

Independente de ter que passar um ou dois dias de um futuro próximo na universidade, sentei na frente do PC ontem, com um pêssego e uma maçã e dei play na web series Carmilla. 


A única coisa que eu sabia sobre a web series é que ela tinha: 1) dominado o tumblr 2) tinha como lead characters duas garotas (uma delas eu até já estava seguindo no twitter porque sim) 3) era gravado num quarto pequeno.

Até aí tudo bem. Exceto que eu não sou de ficar assistindo vídeos. Devo ter uma watchlist de uns 30 vídeos que me enviaram ao longo do tempo e eu prometi pra mim mesma que "ia assistir depois". Claro que não cumpri.

Quando terminei o 36º episódio da web série hoje, fiquei feliz por mim. Tanto porque consegui assistir vídeos, como por assistir essa coisa divertida e maravilhosa.

A série é inspirada em uma obra de mesmo nome de 1872, escrita pelo irlandês Joseph Sheridan Le Fanu. É uma obra gótica vampiresca que caiu nas graças do público ainda antes da famosa obra do Bram Stoker.

E gente: ela é tão boa (a série, digo. Nem cheguei perto da obra literária).

(créditos)
Todos os episódios têm no máximo 5min, então é mega hiper rápido de assistir.

Eles estão disponibilizados no canal do Vervegirl Tv, e por mais que o hype de vampiros já tenha passado pra maioria das pessoas, a série tem muito mais a oferecer que isso.

Sérião. Assistam. ♥ 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

You're the Worst

Esses dias passeando por blogs sobre seriados, me deparei com esse post do Legendado falando sobre You're The Worst. Nunca nem tinha ouvido falar da série, e milagrosamente não tinha visto nada sobre ela no Tumblr (na época).

Decidi baixar o pilot pra ver se era tudo isso, e gente: é.

Pra ler ouvindo. 

A série tá na primeira temporada, tem só dez episódios, mas já foi renovada pra uma segunda.

Se vocês curtem comédia melosa, "bonitinha", eu indicaria que vocês fossem assistir A to Z, mas aparentemente felicidade de pobre dura pouco porque a NBC já foi rapidinha em cancelar uma das estreias mais fofas da fall season. De qualquer forma, se vocês querem uma comédia não-melosa, ácida, porém ainda assim lindinha, aí sim eu indicaria You're The Worst.

A série gira em torno da Gretchen e do Jimmy, dois personagens auto-sabotadores e destrutivos que acabam se esbarrando depois de um casamento e tendo uma noite ~daquelas~.

Nenhum dos dois do relationships, então já dá pra tirar uma temperatura de por onde a série segue caminho, né? Como diz o criador da série, "this was not a show that waited three seasons to see if they will or they won't. They did in three minutes". O que tá feito, tá feito. E é a partir daí que a série vai crescendo.

Além dos dois "principais", a gente conta com a presença nada sútil do Edgar e da Lindsay. Ele, amigo do Jimmy. Ela, da Gretchen. Os dois servem de apoio e os quatro juntos carregam a série de maneira divertidíssima.

(créditos)

E ainda mais: todos os personagens são multifacetados. Eles erram, acertam, falam merda, dão risada, choram. Não fica naquilo de personagem bom-personagem mau, porque vai bem mais além do que isso. E como diz o criador, Stephen Falk: a character doesn’t have to be good to be interesting, is something that they [the creators] too often forget. E se vocês tão acostumados com isso, vai ser ótimo assistir uma série onde facilmente você se identifica nos personagens, porque nenhum deles é idealizado. 

Pra mim, uma das descobertas do ano. Confiem na titia Ana e: ASSISTAM. Sério. ♥

Obs.: Entrevista do criador da série. Vale a pena. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Pilots, pilots everywhere

Até usaria a expressão "criança em loja de doce" pra explicar minha situação diante de tantos pilots que têm saído. Não posso usar essa expressão porque eu fico besta em loja de doce e eu não sou mais criança (se bem que a gente pode discutir sobre isso).


Então nas últimas semanas meu eu-fangirl passeou pelo nirvana da vida seriadora quando pus a mão em vários pilots munitinhos (ou não), saídos direto do forno pra mamain. 

E por mamain eu digo eu. 

Esse ano posso dizer que fui compensada pelo lixo de fall season que foi o ano passado, e agora aqui estou pensando: tô ferrada, não vou conseguir ver tudo.

Mas comecemos pelo começo.

Da minha to-watch list eu só não assisti Gracepoint (ainda e porque não saiu). O resto já tá com o check ✓do lado no Banco de Séries (sim, tive que migrar do Orangotag. RIP.).
Mas mais que esses, acabei assistindo algumas outras coisas que apareceram no caminho.



Como esperado, A to Z é pra matar de fofura e cafonice qualquer um. Eu espero muito, muito, muito que não flop porque eu tenho um amor gratuíto (no meio de tantos ódios/desgostos gratuítos) pela Cristin Milioti e só de pensar em ter ela na telinha semanalmente eu já fico contente. Não faço nem ideia de como eles vão estender a série caso ela dê certo, mas só espero que dê.




Já Selfie deu uma decepcionadinha, mas nada grave. Achei o ritmo muito rápido e me perdi durante alguns momentos do episódio. Adoro a Karen, mas a Eliza é muito sem noção. Sério. Vontade de dar uns tapas pra acordar pra vida. E o Henry também merece uns outros tapas. Os dois são opostos extremos, e por serem extremos, tão errados. Vou continuar assistindo porque sim, acho que tem como melhorar. Acho que até vai melhorar. Veremos.



Assiti Gotham também, e queria ter curtido mais do que realmente curti. Achei que o Ben Mackenzie até chega a convencer, milagrosamente, mas eu não simpatizei com nenhum personagem além da garotinha/Selina (que eu descobri que tem QUINZE anos e uma cara de mulher que eu jamais terei???). A série é bem produzida, visualmente linda, mas eu achei o pilot super cansativo e não dividi lugar com as pessoas que acharam ele tudo isso. Vou dar mais uma chance e tentar assistir os próximos episódios, mas aposto algumas boas fichas que vai ser mais uma daquelas séries que as pessoas vão começar a reclamar depois de um tempo por serem repetitivas.


The Cosmopolitans eu assisti única e exclusivamente pelo Adam Brody. Sim, eu sou esse tipo de vendida mesmo. Primeiramente: eu vou continuar assistindo pelo motivo pelo qual fui comprada. Mas gente, que série pretensiosa. Não senti nada de leve embora ela pareça ser, e achei que todos os personagens vieram com sal e pimenta faltando na personalidade. Todos aqueles diálogos e situações foram extremamente forçados e desconfortáveis de assistir. Espero muito que ela melhore nos episódios seguintes.



Com diálogos clichês, e uma realidade totalmente irreal, eu comecei assistir Red Band Society, e pretendo muito continuar. A série tem uma vibe meio Glee, meio It's Kind of A Funny Story. Nunca vi pessoas doentes parecendo tão bem. Sério. Curti a Kara, a Jackie e a enfermeirinha ruiva. O resto achei meio dispensável, embora o Leo esteja crescendo no conceito. Enfim, mais uma vez: veremos. (ps.: meu quarto saudável jamais será 1/3 as cool as o quarto dos doentinhos).


E salvando por último a melhor estreia que eu assisti, eu preciso falar de How To Get Away With Murder. Eu confio na Shondanás. Sim, ela é uma diaba capaz de estraçalhar corações e que nos faz querer morrer de frustração. Mas ela também consegue superar expectativas e inovar e nos fazer querer nunca mais sair da Shondaland. Eu já espera algo grandioso da nova produção dela, mas HTGAWM veio derrubando forninhos, e introduzindo personagens cheios de personalidades e peculiaridades, super bens escrito e com mais dimensões do que os tipos que a gente tá acostumado a ver todos os dias. Além da super mega talentosa Viola Davis, a  série tem muito rosto conhecido. Tem a Paris. Tem o August. Tem a Maggie. Até o Bennett, tem. A Shonda sempre escala muito bem o elenco das séries dela, então nada menos era esperado. O pilot é super bem construído, tem um ritmo ótimo de acompanhar, tem uns flashbacks bem "divertidos", e ~plantou~ bem todas a sementinhas pra, pelo menos nessa temporada, crescer de forma maravilhosa.


Ainda tem mais umas coisinhas que passei o olho e quero assistir, tipo Manhattan Love Story, mas ainda tenho que esperar.

Planejo fazer outro post comentando as séries que voltaram, só vou precisar que elas VOLTEM antes.

Se eu pudesse indicar só uma dessas, com certeza eu iria com a última. Por sinal, assistam. Eu quase prometo que vocês não se arrepender. E se vocês se arrependerem, eu assisto qualquer coisa que vocês quiserem que eu tente assistir. Pode ser? Combinamos assim?
© AAAAAA
Maira Gall