game of thrones
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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Oh Emmy God (parte 1)

Já disse e muito provável que não só uma vez que eu deveria estar bebendo champagne com os comentarista de tanta pirada/live blogging de evento gringo que eu já fiz. O Oscar teve quase um diretório só pra ele no meu blog esse ano.

Mas nada, nada consegue se igualar ao que eu sinto com os Emmys.

Meu evento gringo favorito com toda a certeza.

Esse post, nada pessoal, para tristeza de todos os leitores (3), é tendencioso e F A N G I R L das minhas escolhas em cada categoria.

(ps.: são muitas categorias, então serão posts separadinhos, tá? Senão esse ficaria quilométrico).

(ps.: deixei de fora os reality/variedade/animação/criança etc etc porque meu interesse por isso é o mesmo que meu interesse por física) 

Vamos por ordem?

LEAD ACTRESS IN DRAMA
Michelle Dockery/Downton Abbey || Claire Dane/Homeland || Robin Wright/House of Cards ||
Lizzy Caplan/Masters of Sex || Kerry Washington/Scandal || Julianna Margulies/The Good Wife
Não assisto Scandal. Nem Masters of Sex.  Nem The Good Wife. Nem Homeland. Seria feio se não fosse lindo eu escolher a Robin mesmo assim. Detesto essa expressão, mas ela "lacra" com as inimigas como Claire Underwood. Adoro a Michelle, mas ando perdida em Downton Abbey lá pelos meados da terceira temporada. 
PS.: Tatiana Maslany > todas, tá academia? Vocês fedem. 


LEAD ACTOR IN DRAMA
Bryan Cranston/Breaking Bad || Kevin Spacey/House of Cards || Jon Hamm/Mad Men ||
Jeff Daniels/The Newsroom || Woody Harrelson/True Detective || Matthew McConaughey/True Detective
Ai gente, sério, parem. Comerei fígados se esse prêmio não for pro Bryan. Não assito Mad Men nem Newsroom. Achei True Detective legal. O Woody tá aí por respeito. Não vale o Matthew ganhar porque ele já tem um Oscar, poxa. O Kevin Spacey, assim como a Robin, foram espetaculares em House of Cards. Mas esse prêmio é do Bryan Cranston. O último prêmio dele como Walter White. E merecidíssimo. 

SUPPORTING ACTRESS IN DRAMA
Anna Gunn/Breaking Bad || Maggie Smith/Downton Abbey || Joanne Froggatt/Downton Abbey ||
Lena Headey/Game of Thrones || Christina Hendricks/Mad Men || Christine Baranski/The Good Wife
Eu sempre vou escolher Breaking Bad. Não adianta. Essa categoria é linda, maravilhosa, pesada. Mas não há COMO COMPETIR COM ISSO!!!


SUPPORTING ACTOR IN DRAMA
Aaron Paul/Breaking Bad || Jim Carter/Downton Abbey || Peter Dinklage/Game of Thrones ||
Mandy Patinkin/Homeland || Jon Voight/Ray Donovan || Josh Charles/The Good Wife
Aaron Paul porque é a melhor opção. E porque ele é Jesse Pinkman. Ainda estou pensando como o Dean Norris não apareceu nessa categoria. Facilmente escolheria o Dean se ele tivesse por aqui. Amo o Aaron, mas o Dean merecia sair de BrBa com um Emmy na mão também. Aparentemente, um monologo de dez minutos sobre besouros é muito mais interessante.

GUEST ACTRESS IN DRAMA 
Diana Rigg/Game of Thrones || Kate Mara/House of Cards || Allison Janney/Masters of Sex ||
Kate Burton/Scandal || Margo Martindale/The Americans || Jane Fonda/The Newsroom
Deve ser muito difícil ser Kate Mara. Sair de uma série como HoC pra fazer série do Quarteto Fantástico. Tudo bem. Vai pra Dianna porque sassy Tyrells é tudo o que eu me importo (só que não) (não assisti as outras heh).


GUEST ACTOR IN DRAMA
Paul Giamatti/Downton Abbey || Reg E. Cathey/House of Cards || Robert Morse/Mad Men ||
Beau Bridges/Masters of Sex || Joe Morton/Scandal || Dylan Baker/The Good Wife 
Categoria mais nada-entendo até agora. Voto no Reg porque ele é o único que assisti/conheço. E todas querem costelinhas do Freddy. 


WRITING DRAMA/DIRECTING DRAMA/BEST DRAMA
1. Writing: Moira Walley-Becket/Breaking Bad || Vince Gilligan/Breaking Bad || David Benioff and D.B. Weiss/Game of Thrones || Beau Willimon/House of Cards || Nic Pizzolatto/True Detective
2. Directing: Tim Van Patten/Boardwalk Empire || Vince Gilligan/Breaking Bad || David Evans/Dowton Abbey || Neil Marshal/Game of Thrones || Carl Franklin/House of Cards || Cary Joji Fukunaga/True Detective
3. BEST DRAMA: BREAKING BAD.
Eu falei que eu ia escolher sempre Breaking Bad. Não sei porque separaram os dois escritores de BrBa, mas tudo bem. Vai no tio Vince porque in Vince We Trust. Todas as outras séries até merecem... Exceto Game of Thrones (na minha humilde opinião, tá?).
Já em direção, só nunca assisti Boardwalk Empire (tá na lista), e não tem como dar esse prêmio pra outra. A parte 2 da quinta temporada de Breaking Bad foi impecável. 
Melhor série de drama tem que ir pra Breaking Bad. Eu não tô acompanhando Downton, mas não sei se a série pode oferecer muito mais que ofereceu nas primeiras temporadas. Essa última temporada de Game of Thrones não foi das melhores. House of Cards é ótima. Viciei muito na série. Mad Men nunca vi. E True Detective é boa, embora eu não tenha compartilhado do mesmo amor que o resto do mundo. Só que eu não consigo considerar nenhuma dessas temporadas que eu assisti melhores que a finale de Breaking Bad. Não dá. MELHOR SÉRIEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!!


Vou continuar com meus BREAKING BAD DIGO CHUTES em outros posts.

Aqui me retiro com mais uma vez essa imagem que fala mais que mil palavras embora tenha palavras na imagem.


Mas e vocês? O que acham?

sábado, 12 de abril de 2014

Two Swords (of a storm)

Game of Thrones, meu main fandom, voltou no último dia 06. Quem me conhece já tá cansado de me ouvir falar sobre ou  ter ataques no twitter durante os episódios da série. Diga-se de passagem: ataques são recorrentes.

Como eu demorei muito pra finalizar esse post (por motivos óbvios (vida!)), eu vou fazer em forma de tópicos pequenos os highlights da premiere da quarta temporada, pode ser? #foi

  • OBERYN FUCKING MARTELL. ELLARIA MARTELL. MARTELL. M a r t e l l. E isso é mais do que suficiente. Eu adoro os Martells, e acho eles uma das casas mais interessantes da série. Não sabia que o Oberyn era bissexual porque nos livros isso não nos é passado em nenhum momento (ao não ser que eu tenha lido os livros de olhos fechados e/ou tenha uma memória super fraca), então achei divertido.
  • Sansa Screentime. Isso é sério????? Eu nem pude acreditar quando a personagem teve um tempo decente de aparição. Além do mais: que cabelo lindo é esse, Sophie? As humanas choram. E mais além: a Sansa não aceitando torta de limão?! É o fim dos tempos. É o ápice da tristeza. E isso mostra o quão internamente perdida a garota se encontra, e, convenhamos, não é por menos, né? Ela perdeu tudo, basicamente. E E E DONTOS!!!!!!!!!! Finalmente. Achei a cena dos dois super querida, e achei o bêbado outro querido. E que ele sirva seu propósito (daqui alguns episódios, we'll see).
  • Jaime Lannister/Cersei Lannister: Que coisa mais engraçada foi o Jaime dando tchauzinho com a nova mão? Adorei. E adorei a interação dos dois nesse episódio. Eu não nego o quanto detesto a Cersei, mas ela é uma personagem muito bem feita. Tiro meu chapéu pra Lena e a interpretação dela. De muito bom gosto.
  • Jaime/Brienne: ship allert ship allert ship allert.
  • Daenerys Targaryen: Eu demorei muito tempo até começar a curtir (nem que um pouco) a Dany. Então achei as cenas dela bem normais?! As melhores partes foram as que o Daario, QUE EU AINDA ACHO QUE PODERIA TER CABELO AZUL, apareceu. Tirando a parte das flores, que eu achei tão tosco e tosco e tosco e tosco e que só serviu pra elevar a Dany ao nível de ppk de ouro da série, sendo que ela é muito melhor que isso. 
  • Jon Snow: ARE U OKAY THO. Vem cá que eu te dou um abraço. 
  • Ygritte: ai ruivosa, te prepara. 
  • Tyrells: did you mean oooh snap tyrell house porque basicamente, é tudo o que eu vejo quando eles aparecem em cena. Não consigo colocar em palavras o quanto adoro a Olenna, e ainda mais o quanto eu adoro a (obviously gay) Margaery. Todos muito A+.
  • Shae/Tyrion: meh.
  • Arya Stark/Sandor Clegane: nos livros eu lembro de ter curtido muito as interações dos dois, mas na tv tá ainda melhor. Tirando o fato que os produtores decidiram ignorar o impacto da Sansa no arc do Sandor, o resto foi de todo f-o-d-a-. A Arya fazendo cosplay de psicopata, o Sandor sendo o piadista da série como sempre...

No geral, achei um bom início. Não teve putaria aos extremos, o que eu acho bem conveniente uma vez que tem muita coisa mais interessante pra ser passado da história. Não teve creepy Petyr aparecendo do nada e falando pelos cantos dos cômodos. Estabeleceu bem os lugares de onde os personagens vão partir, e não foi nada corrido. Então... it's something.

Espero realmente que a série mantenha o nível e que não me deixe muito nervosa. E agora é só esperar o próximo episódio e EU MAL POSSO ESPERAR PORQUE JÁ IMAGINO O QUE VAI ACONTECER I'D LIKE TO THANKS NOT ONLY GOD BUT ALSO JESUS.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

MIXTAPE: #5 - Seven Devils


01. Seven Devils // Florence + The Machine
02. We Hit A Wall // Chelsea Wolfe
03. Bones // MS MR
04. I'm Not Done // Fever Ray
05. Feral Love // Chelsea Wolfe
06. Breath of Life // Florence + The Machine
07. My Superman // Santogold
08. Drug You // Half Moon Run
 09. Visions // Stateless
10. Play Dead // Björk 
11. The Beginning is the End is the Beginning // The Smashing Pumpkins
12. Violet Hill // Coldplay 
13. The Rains of Castamere // The National
14. This Is War // 30 Seconds To Mars
15. Game of Thrones Theme (cover) // Taylor Davis

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Top 10: Year in Review

Deixando de lado a vida pessoal (que nem dá pra fazer um top 10 coisas boas porque não chegaria nem na metade *drama*), decidi fazer um top 10 tudo do ano: filme, série, álbum, livro, site etc etc.

Como o blog anda parado pois vossa autora é preguiçosa, prometo tentar deixar esse post o mais bonitinho possível e ainda assim prometo tentar evitar aquela bíblia de sempre.



10. Andrewknapp instagram
O meu instagram favorito de todos os tempos. Não preciso falar muito, e garanto que vocês não precisam de três fotos pra se apaixonar pelo Momo feito eu (ao não ser que vocês não tenham coração). Então, sigam ele e sejam felizes. 


9. Lorde
Acho que quase todo mundo já está familiarizado com a música Royals dela, né, gemt? Fala sério. Essa cantora neozelandesa caiu de tabela (e pelo tumblr, obviamente) nos meus ouvidos. E agora ela não larga meu last.fm, nem meu celular, nem minha conta do 8tracks, nem minha conta do Grooveshark...


8. Red Wedding (adaptação)
Vou poupar meus dedos porque vocês que assistiram nem precisam que eu repita tudo o que eu já falei. Honestamente, ainda lembro de ter ficado atônita na frente da tv depois de assistir a cena. E mais honestamente ainda, vai ser 2070 e eu não terei superado ela. 


7. Orange is The New Black
Uma das grandes estreias do ano, e provavelmente uma das poucas que tive vontade de assistir, OITNB era tudo o que faltava na tv. Afinal, todo mundo quer saber o que se passa numa prisão só para mulheres (e mulheres de todos os tipos) dos EUA. Então, quem não assiste é quem sai perdendo.


6. 8tracks
O site queridinho de 2013. Basicamente, você escuta playlists de acordo com o teu humor, ou teu otp, ou teu fandom favorito, ou tua banda favorita, ou tudo isso misturado. Ou seja: perfeição define. 

Praticamente o post que ~estreou~ o blog foi o post que eu fiz rasgando seda pra MMFD. Então acredito que não preciso repetir tudo novamente. De qualquer forma, essa série que já tá entre as minhas favoritas, foi uma das melhores coisinhas de 2013. ♥

4. Catching Fire (adaptação)
God bless Frances Lawrence. Essa adaptação de Catching Fire foi tudo o que os fans pediram a R'hllor. Tudo e mais um pouco, pra falar a verdade. Não lembro de ter ficado tão satisfeita com uma adaptação desde... Sempre. Por esse motivo leva o quarto lugar do ranking, uhul.
3. AM
Sabe aquelas pessoas que tem preguiça de ouvir alguma banda porque acha que é mais do mesmo? Era eu com Arctic Monkeys. Ainda bem o AM veio pra me dar um tapa na cara e me mostrar o quanto eu perdia em não escutar essa banda. Além do mais, posso quase apostar que o AM é um dos meus álbuns favoritos ~ever~.

2. Orphan Black
falei, falei, falei e falei de Orphan Black. Já rebloguei, favoritei, dei like, comentei e indiquei Orphan Black. A melhor estreia de 2013, na minha opinião, merece mais do que tudo ocupar o segundo lugar dessa lista. Na real, merece mais do que tudo ser reconhecida por todo mundo. Ou seja: assista.



1. Segunda parte da 5ª e última temporada de Breaking Bad
Olá, você tem um tempo para falar de Breaking Bad? Olá, você realmente achava que qualquer outra coisa ocuparia o primeiro lugar além de Breaking Bad? É. Foi o que pensei. Não bastasse as oitos reviews aflitas dos últimos oito episódios, não bastasse o series finale, não bastasse nada disso pra me fazer deixar de lado esse vício. Não aconteceu. Nem vai. Breaking Bad vai ocupar #1 provavelmente para sempre. Então, obviamente, aqui está em primeiro lugar a melhor coisa de 2013. ♥

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Red Wedding

Não sei o que eu tinha na cabeça (provavelmente nada) quando decidi começar Game of Thrones e As Crônicas do Gelo e Fogo. 

Digo nada não por ela ser ruim, mas porque acabei viciando e comprometendo parte da alma *drama* por ela. E é por essas e outras que quase tive um ataque do coração no último domingo, quando foi ao ar o episódio 3x09 (esses episódios x09 têm uma tendência a serem os mais l0k0s) "The Rains of Castamere". 

Um post under the cut porque tem muito spoiler.

(créditos)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Team Sansa

Preciso de muita coragem pra começar esse post porque acredito que de duas, uma (ou as duas): vou chutar o balde no meio do caminho ou ele vai ser o post mais extenso do blog. Acho que nem preciso falar o motivo de eu pensar isso, né? Fora do tumblr, se eu ouvi duas pessoas falando algo de positivo sobre a personagem, foi muito. A maioria se apega nos mesmos argumentos e usa as mesmas piadinhas (legais no começo, mas cansativas agora) de sempre.

Então lá vou eu, lá vou eu defender/explicar a minha personagem favorita d'As Crônicas do Gelo e Fogo (A Song of Ice and Fire) e Game of Thrones. Talvez isso só vá fazer com que vocês odeiem ainda mais ela, ou talvez isso faça com que eu consiga abrir essa mente fechada de vocês, nem que seja um pouco, pra tentar fazer vocês entenderem ela em vez de saírem com quarenta e sete pedras na mão, cheios de ódio. 

Como sou tosca e não tenho mais o que fazer, vou até usar umas referências de outras opiniões pra tentar me fazer o mais ~eloquente~ possível. E é claro, tenho que deixar o aviso de: SPOILER ALERT.


All you need to know about Sansa in this book is that she has a direwolf – a giant, monstrous wolf, a half-mythological monster, a killing machine – and she names it Lady. (Schmoop)

Vamos lá.

Pra começar, bem básico, uma coisa: eu odiava a Sansa. Eu assisti a série antes de ler o livro, e nos primeiros episódios, tudo o que eu queria era que ela levasse uns tapas e acordasse pra realidade. Ela era ingênua, ela realmente acreditava que o mundo era cor de rosa, ela não parava de sonhar com o príncipe encantado... Tudo isso me incomodava e muito, principalmente porque uma guerra estava se armando do lado de fora. A partir daí, quando o ódio atingiu o máximo, eu comecei a olhar ela de outra forma e comecei a ler m-u-i-t-a meta no tumblr, e isso foi um dos motivos que eu passei de hater pra lover e basicamente parte da Sansa's Army.

Acho que vou listando ou separando os motivos que acho pesados na hora de abrir a mente~ de um Sansa hater.
  • A Sansa não é a Arya. Elas são "two sides of the same coin", são diferentes, então deixem morrer o argumento de que a Arya não age que nem a Sansa, porque, convenhamos, que pessoa age que nem a outra? Quando a série começa, a Sansa tem 11 anos (agora imaginem vocês com 11 anos), ela, diferentemente da Arya, gostava do que aprendia e acreditava naquilo que os pais e a septa dela ensinavam pra ela. Ela foi criada pra ser uma lady, pra casar com algum príncipe um dia, foi criada ouvindo histórias e músicas sobre príncipes encantados, então, obviamente, quando ela teve chances de estar com um, ela não quis estragar aquilo, pois para ela não havia motivos pra desconfiar do príncipe (que nós já sabíamos que era um capeta). 
  • A Sansa não matou a Lady. Novamente, ela era uma pré-adolescente quando a série começou. Ela estava na frente de uma corte, na frente do príncipe com quem ela deveria casar algum dia, na frente do Rei de Westeros. Com medo de desagradar, ela não se posicionou em defesa da irmã. Ela jamais imaginaria que iria perder o direwolf dela. Ela pagou o preço por não se posicionar, mas não é culpa dela que ela tenha "quebrado diante a pressão".
  • A Sansa não matou o Eddard. Não sei se tem gente que ainda acredita nisso, mas de qualquer forma, é isso aí. Ela não matou o Eddard, até porque não dá pra culpar a Sansa pela morte de um personagem do Sean Bean. O Eddard causou a própria morte em confiar em que não devia. A honra dele falou mais alto e ele perdeu a cabeça porque o miolo mole do Joffrey quis assim. Essa morte, pouca, perto das que tinham por vir, foi causada pelo príncipe encantado (que já estava desencantado naquelas alturas) dela. E não por ela. 
  • Cortesy is a lady's armour. Ela não tem mais o lobo dela pra protege-la feito os outros Starks, fora a Arya. Ela não sabe lutar com espadas. Ela só tem uma coisa: a cortesia e os supostos bons modos que ela deixa transparecer; aquilo que lhe foi ensinado. Não foi falando tudo o que lhe vem a mente que colocou ela dentro do Vale/Eyrie. No final do livro quatro, não tem como negar que quem estava na melhor situação era a Sansa, mesmo servindo de cosplay de Catelyn pro Petyr (voltaremos a isso depois).

Ships (essa vai ser a opinião pessoal, não vou usar referências de outras metas):
  • Sansa/Petyr: hell no. Simplesmente não entra na minha cabeça como alguém pode shippar eles dois. Acho o Petyr um dos personagens mais perturbadores da série. Pra mim, ele levar a Sansa pro Eyrie só serviu pra ele se imaginar mais novo, com a Catelyn, de novo. Mas tirando isso, acho que a relação dos dois é extremamente importante pro crescimento da personagem. Creio que a Sansa vai aprender muito estando com ele, ele vai ser quem ensina ela a jogar o jogo dos tronos~, e caso Sansa/Harry realmente acontecer, e der certo, a gente vai ter muito o que agradecer a ele. De qualquer forma, só dele conseguir tirar ela de King's Landing já dá até pra considerar dar uns pontinhos pro Littlefinger.
  • Sansa/Tyrion: Antes de mais nada, a Sansa não deve nada pro Tyrion. Ela o acha detestável não só pela aparência mas por ele ser um Lannister. Infelizmente, ela não consegue saber o que se passa na cabeça dele como nós sabemos, e mesmo se soubesse, ela não seria obrigada a gostar dele ou querer casar-se com ele só porque nós o achamos "legal" ou qualquer coisa assim. Ele, obviamente, deseja ela. Mas a recíproca não é verdadeira, e mesmo o detestando, mesmo ele estando com uma cicatriz em metade do rosto e sem o nariz, mesmo assim ela tenta enxergar algo de bonito nele pois sua septa havia ensinado-a assim, mesmo que ele não seja o príncipe que ela havia sonhado quando menor. 
  • Sansa/Margaery: A amizade delas, no livro, serve pra Sansa tolerar um pouco o fato de estar basicamente presa em King's Landing. Porém, no livro, a Margaery, acredito eu, tinha interesse pela Sansa até ela servir de algo pros planos dos Tyrells, que no caso era casar a Stark com o irmão Willas (que na série foi substituído pelo Loras). No momento que os Lannisters se metem no meio pra casar a Sansa com o Tyrion, a Margaery manda a Sansa pra escanteio. O que é triste, porque eu gosto da Margaery. Até agora, ao menos, estou adorando a interação e amizade das duas na série —a Margaery não deixou de falar com a Sansa uma vez que soube do casamento dela e do Tyrion, então acredito eu que tenha mais o que rolar entre as duas (que lá no fundo parece que a Tyrell é meio I'd go gay for Sansa).
  • Sansa/Sandor: Problemático. Um ship que é problemático e é isso. Não é saudável. E, mesmo assim, aqui estou eu shippando os dois juntos. Sei que a Sansa é extremamente aterrorizada pelo Sandor, e isso por si só já seria um motivo pra nem dar muita atenção ao ship. Mas não consigo. Pra mim, a Sansa traz o melhor que existe no Sandor a tona. O Sandor, de outro lado, mostra à garota que a vida não é uma canção e que ela deveria se acostumar com isso. É inegável que a interação dos dois personagens é de extrema importância para o desenvolvimento dos mesmos. Não consigo imaginar os dois juntos com a idade que a Sansa tem, mas lá no fundo gosto de imaginar que os dois ainda se encontram e rola alguma coisa Bela e a Fera entre eles (mesmo sabendo que isso é praticamente impossível depois do terceiro livro).

  • Sansa/Joffrey: Não dá pra jogar a culpa da maldade de um personagem em cima de tudo o que acontece ou aconteceu de ruim com ele. No caso, o Joffrey é ruim. Ele é ruim e não tem como discordar disso. Ele gosta de ver os outros sofrerem. E ver ele fazendo a Sansa sofrer é uma das piores partes que tem, pra mim. Não dá nem pra chamar isso de ship porque é doentio. A quantidade de situações perturbadoras em que ele consegue colocar os outros é ridícula. Matar o pai e fazer a filha olhar a cabeça do mesmo em uma estaca; bater e despir parte da garota no meio de centenas de pessoas, só por diversão; carregar ela até o noivo, no casamento, pois ela não tinha mais pai (que ele matou, é claro), por exemplo. Sem contar o fato da garota Stark estar sendo constantemente lembrada que mesmo que o casamento entre ela e o Joffrey havia terminado, ele ainda poderia colocar um filho na barriga dela, pois ele é o rei e o "the king does not ask, he commands". Nesse sentido, fiquei feliz ao ver/ler a morte de um personagem, porque Joffrey Baratheon (Lannister!) had it coming.
Acho que toda a série está dividida entre duas situações, essas situações, ou "mundos", ficam muito próximos em determinados momentos, e vai ter uma hora que eles vão se unir. Digo isso porque não tem como negar que tem o mundo mais fantástico — lá tem a Daenerys com os dragões, o Jon e todos da Muralha com os White Walkers, a Melisandre e toda a storyline ao redor dela (Stannis), a Arya e o No One, a Catelyn pós-ASOS etc, e essa é a parte favorita da grande maioria das pessoas. Mas do outro lado, a gente tem o mundo (quase) real, que é aquele todo o resto. As guerras e suas políticas. King's Landing e suas tramas. São os Lannisters, os Martells, os Tyrells, os Greyjoy... Basicamente, todo o resto que não se envolve (muito e na grande maioria da parte), ou envolveu, com aquele lado fantástico. É nesse lado da história que estão meus personagens favoritos, ou os personagens mais instigantes, na minha humilde opinião: Cersei, Margaery, Jaime, Sandor, Theon, Littlefinger, Sansa... Alguns desses personagens tem um desenvolvimento que parecem ser grandes ou têm impactos grandes na história (ex.: os arcs do Jaime e do Theon); os outros, aparentemente, têm impactos menores. Às vezes porque a gente não tem contato com um POV (point of view) dos mesmos, que é o caso do Littlefinger, Sandor e Margaery, e às vezes porque o desenvolvimento deles é muito mais interno do que externo. E a Sansa é um exemplo disso.



O desenvolvimento da personagem é interno e é lento, supostamente. A gente não pode esquecer que entre um livro e outro, apesar de serem gigantes, o espaço de tempo não é tão grande assim. Por esse motivo, é interessante perceber que em um período, no chute, de dois anos a personagem cresceu muito. Foi largando aos poucos os sonhos de criança e começando a enxergar o mundo como é: não tão colorido assim. Aprendeu, ainda mais, como agir e o que falar pra se manter "sã e salva". Tentou tirar o melhor que pode de toda a situação péssima pela qual ela teve que passar. Estar "presa" em Winterfell, com a família, como ela foi perceber mais tarde, era muito melhor do que estar presa no meio de pessoas das quais ela não gosta e que a matariam em um piscar de olhos.

A Sansa passou de Stark, pra uma bastarda. Deixou pra trás os cabelos ruivos típicos dos Tully, da sua mãe, e passou a ser morena. Tudo isso pra fazer parte de uma trama maior e que ainda tem muito o que se desenvolver, sendo a bastarda do Petyr, Alayne Stone. Ela perde a identidade dela, e se sujeita a isso, pelo simples fato do que ser Alayne era preferível do que ser Sansa. Era mais fácil fingir ser alguém novo do que ser Lady Sansa, da casa Stark, (que até onde ela acredita) a última do seu nome.

PS.: em um dos capítulos em que ela é Alayne e não Sansa, aconteceu uma das cenas que eu mais amei ler: ela reconstruindo Winterfell na neve. Foi muito bonito, tá? Se eu acreditasse em profecias, queria que ela fosse mesmo a responsável por tirar Winterfell das trevas depois de tudo o que aconteceu por lá. Como não acredito, e não dá pra ter muitas esperanças uma vez que a gente está falando de uma obra (de arte) de George R.R. Martin, só espero que, no fim das contas, ela consiga encontrar um lugar que passe 1/3 de aceitação, conforto, de sensação de pertencer a algum lugar, que Winterfell passava.

Não tem como explicar o porquê da gente gostar mais de um personagem que outro. É sempre muito mais fácil explicar o porquê da gente desgostar de um personagem, não importe o quão falhos nossos argumentos possam ou não parecer. Acho que no final das contas, meu amor pela personagem nasceu do simples fato de eu gostar de personagens que passam a maior parte do tempo se dando mal (preciso de um estudo sobre isso); personagens que acordam pra vida e você pode acompanhar eles crescendo de uma realidade fechada e bobinha, pra uma realidade crua e muitas vezes dolorosa. Acabo me tornando super protetora com esses personagens (geralmente mulheres) e sinto a necessidade de defender eles... Acho que foi por esse motivo, além das metas, que comecei a amar a Sansa. 

Creio que poderia ter escrito mais, desenvolvido mais o pensamento em outros plots e interações, mas acho que o essencial está aqui. Espero que eu tenha feito jus a personagens pela qual eu tenho a maior consideração e é a minha favorita das favoritas. SANSA STARK, QUEEN IN THE NORTH (deixa eu brincar sobre ela sendo feliz um pouco...).

Aqui vai algumas metas que achei interessante deixar pra uma segunda análise: In Defense of Sansa Stark, Sansa Stark: Developing Child-Woman, Why Sansa Stark is a Strong Woman (e tem diversas outras aqui).

E é claro, antes de eu terminar, deixa eu postar uma ilustração feita pela Irena Freitas (que em breve terei estampada em uma camiseta!!!), que, além de ser uma graça, basicamente fala por si só:


© AAAAAA
Maira Gall