MEMES. Todos amam memes. Não acredito em pessoas que não amam memes.
Apesar de memes serem complicados no quesito mimos, porque muito facilmente nós sentimos preguiça de mimar tais posts̶̶̶̶ mas a gente mima mesmo assim pois #resistência, a gente continua fazendo. Todo mundo ama um bom meme.
Esse é um meme musical pelo qual fui indicada por Tatá, e o original feito por Karol Pinheiro. E pra não deixar o meme morrer, eu passo a bola para Thay, Yuu e Maria.
Vem comigo?
01. Sua música favorita
Acho que já deveria avisar que terá muito Death Cab for Cutie nesse meme. E Soul Meets Body, gente... It never gets old.
02. A música que você mais odeia
Olha, a disputa é acirradíssima entreRude do Magic! eHow Deep is Your Lovedo Calvin Harris. Toda vez que essas duas merdas começam a tocar eu tenho vontade de sair gritando ENFIA ESSA MERDA NO CU. Desculpa. Fico nervosa. Odeio tanto que não cabe em mim.
03. Uma música que te deixa triste
Toda vez que escuto Asleep do The Smiths eu fico pensando em que vibe péssima o Mozzy deveria estar. A letra, a melodia, tudo nessa música é algo feito pra entristecer. Continua linda, porém tristonha.
04. Uma música que te lembra alguém
Sem motivos específicos, nem nada, Sweater Weather do The Neighbourhood me lembra pessoas. Uma pessoa.
05. Uma música que te deixa feliz
Toda vez que eu escuto Stay Young, Go Dancing do Death Cab for Cutie eu sinto vontade de sair abraçando pessoas e dançando e cantando e chorando muito porque esses diabos não vem pro Brasil!!!!!!!!!!!
06. Uma música que te lembra um momento específico
Wrecking Ball, da Miley Cyrus.
Eu poderia colocar Forfun, ou Taytay, ou até mesmo Fresno. Porém foi ao som de Wrecking Ball que eu caí esse tombo e depois fiquei por 37 minutos rindo histericamente (e chorando de tanto rir) com a minha amiga. Memórias.
07. Uma música que você sabe a letra inteira
God Bless Halsey. Colors foi a minha favorita do BADLANDS logo de cara. Vai ser o próximo clipe da moça e eu amo muito de cantar feito louca.
08. Uma música que te dá vontade de dançar
Não dá pra ouvir Sorry do Justin Bieber e não começar a dançar (principalmente mentalmente) na cadeira, na rua, no ônibus, no quarto, na balada. Em tudo.
09. Uma música que te faz dormir
Não me faz dormir, porque não dá pra dormir ouvindo Bon Iver. Só dá pra admirar. Mas uma música que me coloca numa pilha de ficar deitadinha encarando o teto é The Wolves Act I and II, que foi aleatoriamente a escolhida porque tem sido a minha favorita ultimamente.
10. Uma música que você gosta em segredo
Guilty pleasure não existe. Guilty pleasure não existe. Guilty pleasure não existe. E é por esse motivo que sou obrigada a linkar aqui O Funk. Aquele funk que a gente escutou nos carros da praia e eu não podia deixar de cantar junto aquela letra infame toda as vezes.
Chegou o final de ano e com ele aquela época boa de fazer year in review e dar umas choradas sobre como o ano foi ruim ou maravilhoso (nesse caso, ruim, né? Vamos combinar). Pra não cair no buraco de lamentações tão cedo, afinal ainda temos mais algumas semanas de 2015 pra sobreviver, que tal falar do que já tá certinho e aquecido no coração? Eu topo, e por esse motivo em uma série de posts despretensiosos (cof cof assim como o blog inteiro cof cof) pretendo contar um pouco do que achei ou deixei de achar de 2015.
Meus álbuns favoritos do ano foram:
5. Beneath the Skin - Of Monsters and Men
Precisei me esforçar muito pra escolher entre o Beneath de Skin do Of Monsters e o Wilder Mind do Mumford. De ambos os álbuns eu esperei mais, e mais de algo parecido com aquilo que a gente já conhecia, que era ótimo e possuía um quê a mais completamente diferente. Ambas as bandas mudaram um pouco (ou muito) o estilo de suas músicas, e por mais que eu ainda prefira o estilo antigo, os dois álbuns eu ouvi muito e curti bastante. No entanto, o Beneath the Skin tem uma pequena vantagem, e por isso ocupa o quinto lugar. É um álbum mais calmo que o anterior, mas que mantém a mesma pegada de fantasia que combina muito com o Of Monsters and Men.
♥♫ We Sink, Wolves Without Teeth, Empire
4. In Colour - Jamie XX
Por alguns meses o In Colour foi meu companheiro de busão, o álbum vibe chill do Jamie XX foi uma das boas surpresas do ano. O cara, pra quem não sabe, é uma das cabeças do The XX, o que por si só já justifica 80% o estilo do álbum. In Colour é álbum levinho, bom de ouvir numa tacada só, de preferência numa rede pegando vento ou numa road trip com janelas abertas (não fiz nenhuma das duas coisas, mas totalmente faria). Recomendo.
♥♫ I Know There's Gonna Be (Good Times), Gosh, Stranger In A Room
3. How Big How Blue How Beautiful - Florence + The Machine
Eu AMO a Florencia. Ela e a Máquina são um amor antigo, em que tudo o que eu tinha pra consumir deles era um álbum prestes a ser lançado, com o nome de Lungs. Desde lá o amor é forte e fiel, e se tem uma coisa em que eu acredito piamente é que jamais serei decepcionada por Florence + The Machine. Quando anunciaram que teria show deles no Lolla do ano que vem eu entrei em colapso e é claro que dessa vez não vou perder de assistir essa força da natureza ao vivo (que nem eu perdi na vez que teve em Floripa). HBHBHB é maravilhoso, poderoso, um pouco sofrido e lindo. Penso que Various Storms & Saints é uma das músicas mais bonitas qual a Florence já deu vida. Vale a pena.
♥♫ Hiding, Which Witch, Queen of Peace
2. Kintsugi - Death Cab for Cutie
A bandinha favorita da vida lançou álbum novo esse ano e foi tudo o que eu poderia ter esperado. Voltando pra sua famigerada fossa, Ben Gibbard e seus companheiros fizeram de novo quando, lá em março, nos entregaram um álbum fechadinho e do jeitinho que a gente gosta (sofrível e adorável). Por óbvio eu fangirlei e dediquei um post inteirinho, cheio de gifs e surtos, só pra falar do terapêutico Kintsugi.
♥♫ Ingenue, Good Help (Is So Hard to Find), Black Sun
1. BADLANDS - Halsey
Já fui e voltei sobre a moça e seu respectivo álbum, ainda naquele mês maluco em que a gente topou escrever o mês inteiro (COMO PUDEMOS?, eu me pergunto), e foi disparado o álbum que mais ouvi esse ano. Mal posso esperar pra ver menina Halsey ano que vem (e berrar cantando todas as músicas do BADLANDS).
Se eu falhei novamente com algo que eu me propus a fazer? Mas é óbvio. Depois do BEDA eu prometi que tentaria escrever um post por semana. Escrevi três até hoje, quatro com esse. Juro que eu não faço por mal.
No começo desse mês eu passei por uma época de provas mega conturbada, que me drenou completamente. E aqui estou agora. Deu tudo certo por enquanto ̶̶̶̶̶̶̶̶ ainda preciso receber uma provinha de processo penal em que certamente fui enrabada de uma maneira nada gentil. Acontece, né? Mas não era nem sobre provas e perdões que eu queria falar.
Eu quero mesmo é falar sobre o show lindo e emocionante dos migos Los Hermanos que fui no último sábado. Porque sabe, ele foi lindo e emocionante mesmo. Em 2012 fui de arrasto em um show dos caras, curti, mas não curtia tanto eles. Não que nem agora. Em 2012 eu não sabia cantar as músicas. Tardiamente, e só depois, eu tive minha fase Los Hermanos. E gente, foi intensa. Então quando os caras anunciaram em março outra turnê caça-níquel maravilhosa eu recebi a notícia pulando e dançando na cadeira do computador, gritando com a minha irmã, efusivamente, que a geNTE PRECISA IR MEU DEUS DO CÉU!!!1!!! Porque that's how I roll, e não poderia ser diferente.
Abriram as vendas e eu quiquei na cadeira quando o site caiu. O negócio ia ser em um anfiteatro-novidade no Beira-Rio, que diga-se de passagem, deu mega certo. E depois de ter o ingresso na mão, foram longos sete meses esperando.
Aí o dia chegou. Sábado, dia 17, finalmente chegou. E dessa vez eu levei alguém de arrasto comigo, porque that's how we roll ̶̶̶̶̶̶̶̶ um arrasta pra show, o outro pra jogo (eu. em. estádio. de. futebol. Calculem.). Eu mal continha minha ansiedade, mas antes de poder ver os caras eu tive que:
a) pra poder entrar no local, fui obrigada a jogar minha bolachinha Passatempo (Nestlé, me dê jabá!) fora e sofrer não tão calada assim;
b) também fui obrigada, mas já feliz, a levar um chá de cadeira pois nosso setor era arquibancada inferior, e eu que sou uma pista-girl, hoje em dia já com grotescas pitadas de preguiça, alma velha e dor nas costas, especificamente nesse anfiteatro, aproveitei demais a experiência do lugar onde eu fiquei ̶̶̶̶̶̶̶̶ não, durante o show nem eu nem ninguém grudamos a bunda na cadeira (aqui é Brasil, po**a!); e
c) fui compelida a xingar mentalmente os preços mega abusivos das bebidas e comidas vendidas lá dentro (dez reául uma água!!!!!!!).
Mas nada disso importou (até porque nada muito grave aconteceu e porque eu estava muitcho feliz) quando os moços, quinze minutos atrasados, tocaram as primeiras notas de O Vencedor e o povo inteiro entrou em colapso, cantando o começo da música sozinhos, do jeitinho que os Manos gostam.
foto de celular é aquela coisa, neam
Long story short: eu acabei a noite com dor na garganta de tanto berrar. Berrar mesmo. Tentei gravar uns vídeos das músicas mas destruí todos eles porque minha voz de canto nada boa estava logo atrás. Eu não me aguentava. Quando eles tocaram Pois É, O Velho e o Moço e De Onde Vem a Calma eu poderia facilmente ter deitado em posição fetal pra aproveitar a vibe. Mas não fiz isso. Não fiz isso nem quando eles tocaram Sentimental e aquele local inteiro brilhava de lanterninhas de celular, e meu peito se apertou de tanta lindeza. E não fiz isso quando o Amarante, muito do debochado, cheio das dancinhas contemporâneas e divertidas, quase se jogou pro pessoal da pista enquanto cantava Quem Sabe.
É tão bom ser fã.
Cada centavinho do meu dinheiro suado pago no ingresso valeu a pena. Quando saí daquele estádio meio vermelho, e tomei aquele ventinho que carregava cheiro de churrasquinho e muitas vozes no repeat dizendo "refri, cerveja e água" eu quis voltar umas horinhas antes pra poder viver de novo. Mas não pude fazer isso, então seguimos a vida. Porque a vida é isso aí, ter coisas muito boas, ter que absorver tudo e lidar com isso. Não dá pra viver duas vezes, said me, Sherlock me. Mas dá pra recordar, e recordar é viver, said um clichê.
E seguimos a vida pra comer um burgui decepcionante num lugar chamado Pampa Burger. Fomos com as expectativas nas alturas, saímos frustrados. Já no meio do novo horário, beirando a hora do capeta (3 a.m.) chegamos em casa, mais pra lá do que pra cá. Mas tava tudo bem, porque mais tarde no dia eu ia tomar milkshake do Bob's!!! (aqui na minha cidade não tem Bob's, cut me some slack genten).
No domingão que poderia ser da depressão se não tivesse sido legal, visitamos um shopping de ryco, julguei muito os valores das coisas (ou eu sou pobre demais ou sou mão de vaca ou tenho pena do meu dinheiro ou as pessoas perderam a noção do dinheiro) e comi uma massa de respeito com bifão. Passei um tempão na Saraiva, tentei comprar o Carry On e não consegui (triste), e seguimos a vida pra nos perder ~nervousors~ em Porto Alegre (bem triste) e chegar na Arena queimando horário (bem l0k0) e ver o time perder (mais l0k0 ainda).
Mas enfim né, coisas da vida.
Meu final de semana foi bom. Bem bom.
Tão bom que eu já registrei uma parte dele aqui em casa.
Because recordar & shit (e fazer post no blog!!!).
Assim, eu não entendo muito de música, nem de TV, nem de filme. Eu só entendo que curto ou não curto, por x e y motivos. Mas assim, quando eu curto uma coisa, eu curto mermo. Não paro de falar sobre, quero consumir tudo o que aquilo tem pra me proporcionar, e saio pregando a palavra pros migos até que eles enchem o saco e param de resistir ou me mandam catar coco.
Então long story short: escutem Halsey. Agora. Abram o Spotify, o YouTube ou sei lá o lugar em que vocês escutam música e pesquisem Halsey. E escutem. Agora. De preferência o Spotify porque a moça lançou o primeiro álbum dela ontem e, gente, que destruidor.
you can sit on my face anytime you want
Aqui eu falei como eu conheci a mina, mas, repetindo, foi no Tumblr. Vi muito dos meus following rebloggando foto da moça, e eu lá, sem saber quem era, só achando muito bonita. Não levou muito pra eu descobrir que ela era uma cantora americana e num sábado qualquer eu decidi pesquisar as músicas.
é real
Não lembro quando foi a última vez que fiquei tão viciada tão rápido em alguma banda/cantora/cantor novo, só sei que com Halsey foi um uphill maravilhoso. E ele ainda não parou.
Escutei as poucas músicas que ela já tinha lançado no repeat. Por semanas. Minha irmã acabou escutando junto por tabela, e curtindo. As músicas fazem parte de um EP lançado ano passado, o Room 93, e as antecipações de músicas que ela lançaria no álbum de estreia dela, o Badlands.
A Halsey (um anagrama do nome original dela e uma rua de NYC) que na real é Ashley Nicolette Frangipane, tem 20 anos (!!!), tem dois irmãos mais novos, é biracial (pai afroamericano e mãe italiana-americana), e cresceu sempre meio metida com música. Ela ganhou mais visibilidade desde que começou a abrir os shows do Imagine Dragons e têm sido muito falada por terras estadunidenses. Antes disso ela já era mais ou menos conhecida no YouTube e até uma música pro Harry Styles e pra Taylor Swift ela escreveu e cantou. Mas a gente não precisa falar disso porque essas são informações de fácil acesso, é jogar o nome dela no Google que elas aparecem com facilidade.
A gente só precisa falar sobre o BADLANDS (deluxe). Gente, o que falar sobre o Badlands? Talvez o meu segundo álbum favorito do ano, quase empatado com o Kintsugi. Um álbum assim, que não perdoa mesmo, sabe? Destrói tudo. E é TODO fechadinho. Tudo combina. A ~vibe~ que a Halsey construiu e colocou nele é muito boa, meio louca, meio confusa, meio badass e meio sexy também.
Que tal abrir ele no Spotify e vir comigo? Vamo?
actual fairy halsey
O álbum começa bem, com a música Castle toda trabalhada numa ideia mágica de they wanna make me their queen, ela abre a ~porteira~ pra experiência maravilhosa que é chegar na Badlands. Logo em seguida vem Hold Me Down, uma música que nem pede licença e já te dá um coice de badassery nas fuças. Eu não precisei de muito pra cantar ela inteirinha (ela é super cantável, gente), e chuto dizer que das músicas que vazaram antes do lançamento do álbum, essa seja a mais empolgante e consistente dentre elas. Lodo depois a Halsey não nos dá nem um tempinho pra tentar uma recuperação e já joga um survival of the richest / the city's ours until the fall / they're Monaco and Hampton's bound / but we don't feel like outsiders at all em New Americana e mostra que né, sabe e muito a que veio. A quarta música do álbum, Drive, é toda ambientadinha dentro do interior de um carro e cês não tem noção do quanto ficaram legais os ~barulhinhos~ dele na música, além disso a guria did it again quando canta que all we do is drive / all we do is think about the feelings that we hide / all we do is sit in the silence waiting for a sign, sick and full of pride / all we do is drive. Ambas músicas três e quatro foram lançadas antes do álbum vazar, mas com pouco tempo de antecedência. Hurricane, outra música que vazou antes do CD e tá presente no EP do ano passado, é uma que de certeza todas as HBIC tem na playlist do celular, afinal, I'm a wanderess / I'm a one night stand / don't belong to no city / don't belong to no man / I'm the violence in the pouring rain / I'm a hurricane. Já Roman Holiday é a cota música fofa do CD, tem uma pegada meio ~vamos dar as mãos e correr na praia~ e agora tô a fim de correr na praia com essa música tocando ao fundo. Vai acontecer? Claro que não. Imagina a pieguices da cena. A #7 é a Ghost, que é o primeiro single do Badlands. O clipe oficial já tem mais de 4 milhões de visualizações e é puro amor. A música foi a primeira que eu escutei (a que deu ensejo ao print ali em cima) e, apesar de não ser minha favorita hoje em dia, ela é uma boa pedida pra conhecer o trabalho da moça. Agora Colors gente... O que falar de Colors? O QUE FALAR DE COLORS? Já na primeira escutada do álbum ela virou minha #fave. É extremamente viciante, e boa, e foda, e eu tô amando muito essa música.MUITO!!!!!!!!!!! Colors, Pt. 2 é uma pausa pra respirar, tomar um copo d'água, esvaziar a mente numas batidas meio chill. Na viagem que é esse álbum, essa seria a hora de parar no posto pra esticar as pernas. Depois vem Strange Love que parece uma resposta azeda pra gente que quer fazer a íntima (quem nunca passou por isso, né?), e é muito boa quando canta que they think I'm insane, they think my lover is strange / but I don't have to fucking tell them anything, anything / and I'm gonna write it all down, and I'm gonna sing it on stage / but I don't have to fucking tell you anything, anything.
hair!!11!11111!! <3
A décima primeira música do álbum é a Coming Down, essa na viagem pelo Badlands é o momento em que a gente dá uma desacelerada no carro. Na primeira vez que ouvi ela me pareceu a mais destoante do estilo do CD, mas foi só na primeira vez também; na segunda eu já estava adorando e a achando muito necessária. Aí vem Haunting pra nos deixar com um refrãozinho muito do bem construído, cheio das batidas, na mente. O início é uma coisa meio psicodélica e, por óbvio, é d+. Gasoline tem o melhor começo de música do álbum, ele me lembrou um pouco a cultura asiática, e filmes feito Lost in Translation. Mas as comparações param aí, porque é a cantoria começar que a coisa explode. Mas é na música seguinte, Control, que na minha humildji opinião, a gente tem o vocal mais poderoso dela no álbum inteiro, ela faz isso cantando sobre ser bigger than my body / I'm colder than my home / I'm meaner than my demons / I'm bigger than these bones.
É na finaleira do álbum que temos menina Halsey fazendo a Mc Mayara com sua pepeca de ouro quando diz que if you wanna go to heaven you should fuck me tonight emYoung God, que tem a participação de alguma voz de fundo masculina. A penúltima música do deluxe dá uma sensação de closure ENORME pro álbum. Se na primeira canção ela cantou sobre ser transformada em uma rainha, aqui ela pergunta se a gente se sente feito um jovem deus (hehe), e ainda ainda conta com um jogo de remixes (ou sei lá o que) muito bom na partezinha que canta que we'll be running, running, running, again.
Pra fechar a versão deluxe do álbum com chave de ouro, a Halsey faz um cover da conhecidíssima música do Johnny Cash, I Walk the Line. Eu não usava a expressão earporn há anos mas é a que mais fielmente se encaixa na hora de classificar essa versão da música. Escutem ela, ela é ótima e muitcho sexy, gente!!!
THE CUTEST!!!!!!!! e pls me bja por favor poxa nunca te pedi nada
No geral, o álbum é bem denso e marcante. A voz da moça destruidora de cabelo azul é poderosa e conquista fácil. O estilo de música é uma mistura das coisas que dão certo de outras cantoras de indie pop, e ainda assim é super original.
Eu aposto todas as minhas fichas que a Halsey vai ser um estouro mundial e que não vai dar muito pra gente estar escutando ela tocando em rádios e festinhas daqui do Brasil.
Tô fazendo desde já reza brava pra que ela venha pro Lolla, e também fico ensaiando cantadas que daria nela caso um dia pudesse falar com a guria. Eu sou ridícula assim mesmo.
Esse post é patrocinado pela A Tentiada é Free: não sei fazer, mas vou tentar.
Esse post também é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico pelo tema: música em crônica. A música escolhida pela Maria para mim foi: Cath... do Death Cab for Cutie.
Não, essa não vai ser a história sobre o dia em que eu passei horas no corredor do hospital e acabei ouvindo de bocas médicas que iria perder o amor da minha vida. Eu poderia te contar essa história, mas não vou. Vou te contar a história sobre a Cath, minha melhor amiga.
Cath e eu crescemos juntas e embora tivéssemos nossas desavenças, que ainda eventualmente acontecem, nós sempre estivemos lá uma para a outra. Ela esteve do meu lado quando eu perdi minha mãe, eu estive do lado dela quando ela perdeu o irmão. Anos mais tarde ela segurou minha mão quando o caixão de Ben fora enfiado numa daquelas gavetas horríveis. Eu aprendi a lidar com o som deles empurrando, literalmente, uma caixa com um corpo pra dentro de uma gaveta de cimento. Aprendi a lidar, mas nunca esqueci. Cath implora-me pra esquecer, eu não consigo. Ela diz que eu tenho que seguir com a minha vida, e isso tem sido difícil.
Diferente de mim, que tenho o cabelo escuro e cacheado, Cath tem um cabelo loiro muito bonito e liso. Ela sempre manteve ele na altura da cintura mas recentemente cortou na altura dos ombros porque o marido (Cath casou! eu vou chegar lá) dela gosta assim. Ela tenta me convencer de que prefere assim também, porque agora ela cresceu e não tem mais tempo pra cuidar do cabelo, mas algo na voz dela não me faz acreditar nisso.
Uma coisa que você precisa saber sobre a Catherine (para os não-íntimos) é que ela tem uma mania ridícula (eu constantemente falo isso para ela) de querer resolver tudo sozinha. Uma vez quando éramos crianças ela pisou num caco de vidro e acreditava fortemente que seria capaz de tirar o pedaço ensanguentado do pé sozinha. Ela não conseguiu, é claro, mas ela ainda defende a ideia de que conseguiria.
Certo dia, dando o braço a torcer, ela me disse que não sabia se estava fazendo a escolha certa ̶ ela não sabia se estava escolhendo o cara certo, se Andy era o cara certo.
E sinceramente, eu não acho que ela o fez. Digo, a escolha certa. Eu estive com Ben desde a época da escola, mas Cath sempre fora cheia de opções. Ninguém que conhece ela não se encanta. A minha amiga é realmente tudo isso. E Andy nunca me pareceu o cara pra ela. Ninguém manda no coração e todos raramente escutam conselhos, então guardei minhas opiniões para mim.
Cath é formada em medicina veterinária e tem o melhor coração que alguém poderia ter, mas ela também é muito fechada. Passei a vida inteira ouvindo o quanto ela não queria se casar porque não acreditava em casamento, eu falei pra ela que ela era boba porque casamentos poderiam dar certo (o destino riu da minha cara e me fez viúva mesmo assim).
No dia do casamento dela ela usou o meu vestido. É de segunda mão e já o era quando eu casei sete anos atrás. Eu fui madrinha, como era esperado, e lá do lado dela no altar eu vi que o sorriso de Cath não chegava no olhar, enquanto o de Andy, que sempre quis casar, parecia soltar-lhe pra fora das orelhas. Cath era ótima com animais e péssima com crianças, o sorriso do dia do casório me lembrou o sorriso que ela deu certa vez para a mãe de uma amiga da sua família enquanto segurava o novo bebê da matriarca. Era um sorriso de eu-não-faço-a-mínima-ideia-do-que-estou-fazendo misturado com eu-preferia-estar-fazendo-outra-coisa.
Entre os poucos convidados, haviam dois ou três amigos que sempre gostaram muito de Cath. Eu até arrisco dizer que eles chegaram a amar Cath durante o pouco tempo em que ela passou com eles. Amores de escola e amores de faculdade, todos com suas respectivas vidas. A vida segue, Cath diz.
Hoje em dia eu e ela não nos vemos com tanta frequência, mas quando nos vemos parece que nada mudou. Essa semana ela enviou-me uma mensagem dizendo que estava sentindo-se muito mal porque não conseguia engravidar e sentia Andy ressentido e distante por esse motivo. Eu falei pra ela não se preocupar com essas coisas pois adoção sempre seria uma opção, e por óbvio não mencionei o fato de que ela nunca quisera crianças e que parecia que ela estava vivendo o sonho de outra pessoa, não o dela. Ninguém quer ouvir isso, eu acho.
Sinto-me meio-amarga por Cath. Ela sempre fizera boas escolhas e sempre teve o controle de sua própria vida, respeito-a por isso e não a posso julgar. Em contrapeso, ela parece tão infeliz tentando fazer os outros felizes, ela parece esmagada pelo peso do mundo e ainda assim crê fortemente que assim que tem ser. A vida segue...uma hora melhora...eu tô bem!, diz a Cath.
Estou escrevendo-lhe essa carta porque preciso saber se a vida adulta é sempre assim: um pensar e não falar? Um escolher e ter que lidar com essas escolhas paralisados de medo de que algo dê errado? Eu sei que fazemos concessões e que nem tudo é fácil, mas poderia ser mais doce? Fica mais doce? Mais leve? Até que ponto é ok conceder? Relacionamentos são fáceis e fluem bem ou precisamos nos esforçar pra que algo dê certo?
Por favor, não esqueça de escrever de volta. Eu amo muito a Cath e quero mostrar para ela a resposta.
Esse post é patrocinado pela A Tentiada é Free: não sei fazer, mas vou tentar.
Esse post também é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico embora o tema não tenha sido O escolhido hehe (o post correto saí no próximo domingo, dia 23).
E, obviamente, esse post é patrocinado por aquela banda indie rock maravilhosa que começa com The e termina com Killers.
A trilogia da morte é sobre um TW: relacionamento abusivo que deu errado, muito errado.
E é erroneamente comum, e musicalmente demais.
PARA LER OUVINDO
parte um parte dois parte três
Você sabe guardar segredo? Sabe? Ok.
Ela quis conversar.
Você está em um relacionamento e a pessoa te chama pra conversar. Pessoalmente. Você sente chegando, não sente? Aquele "não damos mais certo"? Você sente. Eu senti. Eu estava na sala quando ela entrou, a tv estava ligada quando ela entrou, eu estava bebendo whisky quando ela entrou. Porque eu senti. Eu senti o não damos mais certo chegando, e eu gosto de como o whisky me deixa solto, calmo. Gosto do gosto, da textura. Mas eu desliguei a tv, eu larguei o whisky, e eu ouvi o não damos mais certo. Eu tentei, eu sempre tentei, eu pedi mais uma chance. Ela me deu tchau, ela virou, ela foi embora. Eu sabia pra onde, é claro.
Ela havia descolorido parte do cabelo há alguns meses. Eu odiei aquilo. Eu odeio aquilo. Uma coisa barata que nada tinha a ver com a Jenny. A minha Jenny. Depois que ela começou a andar com aquelas pessoas ela nunca mais fora a mesma. Eu odiava eles. Eu odeio eles. Odeio o jeito como eles faziam com que ela sorrisse. Ela não percebia que eles eram ruins, que eles eram podres, e que eu, eu fazia ela sorrir. Não mais, não com frequência, mas eu já fiz um dia. Acho que de certa forma os sorrisos dela serão sempre meus agora.
Então eu fui. Tinha uma fogueira acesa quando cheguei lá. Confesso pra você, amigo, que nunca entendi o tanto que essas pessoas ordinárias gostam de se reunir para beber cerveja barata, perto de um rio, com a porcaria de uma fogueira acesa. Deve dar um senso de vida pra vidinha miserável deles. Eu fui. Como um clichê de filme, eu fui. Ela estava lá. Com a porra de uma saia curta, conversando com eles. Com ele. Ele cochichava alguma porcaria no ouvido dela que fazia com que ela sorrisse. Eu odiei cada segundo daquele sorriso. Eu odiei que os dedos dela brincavam com os dedos dele. Eu odiei que ele entrelaçou os dedos nos dedos dela e odiei ainda mais o fato de que ela correspondeu. Vagabunda.
Ele me viu, só ele me viu. E ela. Ela me olhou com aquele olhar Jennifer de eu-já-te-saquei. Ela disse que sabia o que eu estava fazendo lá. Ela não sabia.
Eu pedi pra conversar, eu implorei pra conversar, e o outro quis dar uma de bom. O que ela queria com ele, afinal de contas? Eles nem gostavam das mesmas coisas. Por certo ele nunca havia lido nada na vida. Duvido muito que algum dia ele iria comprar os discos favoritos dela. Era eu que entendia ela. Eu.
Mas ela aceitou. Haviam muitas árvores naquele clichê de lugar. Ela usava um batom de textura molhada demais, e havia tentado encaracolar os cabelos que estavam horríveis por causa da umidade. E eu odiava aquele cabelo descolorido. Mas ela aceitou. E eu pedi mais uma chance, mais uma chance, mais uma chance. Eu nunca mais vou ser feliz sem você. Eu te amo, Jenny. Jennifer, eu te amo. Jennifer, por favor. Jennifer, nós somos tão bons juntos. Eu abraçava ela. Por Deus, eu estava chorando. Ela não sabia o que estava fazendo, ela nunca terminaria comigo caso soubesse.
Então ela começou a pedir para eu soltar ela. Eu não queria, eu não podia, eu não iria. O olhar dela era culpado. Poderia ser medo, mas era culpa. Eu sabia que era culpa, porque eu entendia a Jenny. Ela começou a dizer que me amava, mas não podia ficar ali. Não podia mais ficar comigo. Ela tinha que voltar para a festa. Eu só abracei ela. Forte. Ela chorou, tentou se desvencilhar.
Mas amigo, aqui eu preciso fazer uma pausa, porque é tão difícil se desvencilhar de um abraço de quem se ama. Eu não podia deixar ela ir... Então eu não deixei.
Ela não conseguiu gritar. Era vez dos meus dedos entrelaçarem o pescoço fino e lindo de Jenny. Minha Jenny.
Fui embora. Acelerei o carro o máximo que pude. Estava noite, eu estava bêbado. Cheguei em casa, deitei, dormi. Sete horas depois minha mãe me põe pra acordar. Desesperada. Chorando. Porque haviam achado um corpo no rio. Nossa cidadezinha de nada estava sendo sobrevoada por helicópteros de emissoras nacionais de televisão, porque haviam achado um corpo no rio. O corpo de Jenny.
Eu sei, amigo, que você me entende, porque eu também vejo você. Eu entendo você. Eu leio você por inteiro.
Quando cheguei na delegacia ele estava saindo de lá. Aquele bosta. Ele sabia.
Aquela polícia de merda me manteve lá dentro por nove horas. Me deram barras de cereal pra comer. Barras de cereal que eu não daria nem para um cachorro de rua. Mas eu sabia meus direitos. Eu sei, amigo, que eu nada tenho a ver com Direito, mas eis eu lá, por nove horas, sabendo todos os meus direitos. Ela era só minha amiga, policial.
E ela era, não era? Ela nunca quis me apresentar para seus novos amigos, para a sua família. Eu enxugava as lágrimas dela, eu comprava livros, discos, roupas para ela. Eu e a minha insônia passávamos noites observando-a dormir. A minha Jenny. Mas éramos só amigos. Desgraçada. Eu não aguento mais isso! Eu já te falei! Isso é a verdade! Me deixem ir. Eu nunca faria isso, a Jennifer era minha amiga!
Claro, eu chorei. Eles gostam de lágrimas. Mulheres quando choram são dramáticas e caricatas. Homem não chora por pouca coisa. Sorte a minha ser homem. Eu repeti meu discurso até eles cansarem e eventualmente, eles me deixaram ir.
Isso foi no último final de semana. Por certo eles vão conectar os pontos em alguma hora. Mas não agora. Não ainda. E o que realmente importa é que ela pra sempre será minha, só minha, porque ela jamais será de outro alguém.
Eu amava tanto, tanto, tanto a minha Jenny.
Peço desculpas por te alugar, e agradeço, de verdade, por me entender, amigo. Nós sempre temos alguém por aí para nos entender, não temos? E de certa forma procuramos por isso porque isso nos dá um senso de validade muito bom, muito reconfortante, não é mesmo? Então obrigado por me ouvir. Por compreender. Mas ei, não vá ainda, antes de ir, conte-me: qual é a sua história?
Esse post é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico, pelo tema nostalgia: contar uma fase obscura maravilhosa da nossa vida.
Ou: eu amo Evanescence.
Acho um trem muito errado e muito sem graça quando me aparecem dizendo que "maginaaa, eu nunca mudei! Eu sempre gostei das mesmas coisas!!!" Tipo, o que se faz com uma pessoa dessas? Dá estrelinha? Confete? Tipo, ok gostar das mesmas coisas, em certo nível. Mas o mundo é grande demais pra achar que a vida só é válida se gostarmos sempre das mesmas coisas, tivermos sempre o mesmo pensamento, achar que somos melhores porque nunca mudamos (eu particularmente acho isso desesperador, mas vida que segue).
Afinal, qual é a graça de gostar das mesmas coisas e não ter tido um momento maravilhoso da vida reservado a dançar e cantar yo digo R, tu dices BD, RBD, RBD? E não, esse post não é sobre RBD, mas poderia ter sido, porque eu tive minha fase RBD. Sandy e Júnior. Uma fase da minha vida achou legal escutar Inimigos da HP. E tipo, e daí, né? Nada das minhas fases se igualaria À Minha Melhor Fase.
A fase que me fez hoje em dia ser gótica suave. Porque suavizou, suavizou meu wannabe goticismo escutando nada de gótico.
Minha melhor fase, também conhecida como a fase que nunca superarei e pra sempre amarei: minha fase Evanescence.
Minha história com o Evanescence começa lá em 2003 quando eu chegava correndo da escola colocar na MTV pra poder assistir My Immortal ou Bring Me To Life ou Everybody's Fool (e como essa moça é bonita, né?, pensava eu). Naquela época eu não tinha CDs e eu juro que eu tive uma fita cassete que gravaram pra mim com My Immortal.
Aí a vida seguiu. E chegou 2005. E eu pensei: por que não? Por que não, né? Agora eu tenho PC. Eu posso procurar músicas nas internetes. E aí a cagada estava feita. O uphill (porque como disse, melhor fase) foi grande. A banda ia lançar CD novo no ano seguinte, e eu escutei tanto, mas tanto, mas tanto todas as músicas que já haviam sido lançadas que quando o The Open Door finalmente vazou, em 2006, eu acredito que cheguei, de All Star até o joelho e muito lápis de olho, no meu nirvana.
O bagulho é real.
Eu fazia parte de um site, ali por 2007/2008 (ou seria antes?): o Amy Lee Brasil. Lá eu conheci gente que eu tenho contato virtual até hoje. Minha vida pelo fórum daquele site era muito badalada, sabe? E pra melhorar eu entupia meu já morto primeiro PC com fotos, milhares de fotos da banda e da vocalista. Eu acredito que passei de quatro mil fotos salvas. Minhas fotos de perfil do Orkut não eram a minha cara no auge da puberdade, eram sempre o rosto lindo de olho claro da moça que eu nunca esqueci que tem alergia a lagostas, ama Björk e casou com um psiquiatra.
Plmdds, escutem essa versão. Escutem essa música.
Eu baixava shows. Diversos shows. Baixava 7 versões diferentes da mesma música.
Acredito que sei cantar quase todas as músicas até hoje. E não, eu não tô falando de Call Me When You're Sober, Bring Me To Life, Lithium ou Going Under. Eu tô falando que eu sei cantar a versão de Thoughtless do Korn que o Evanescence fez cover no Rock AM Ring 2004. Ou Taking Over Me. Ou Understanding. Ou que tal Lies? Where Will You Go? Muitas opções!!!
Meu vício era tanto que eu, branquela azeda, sonhava em tacar tinta preta no cabelo porque eu queria o cabelo da Amy Lynn Lee-Hartzler. Meu vício era tanto que quando ela cortou os cabelos na altura do pescoço eu senti 17 formas de ultraje porque COMO PÔDE ELA??? Meu vício era tanto que minha mãe me perguntava porque eu tava sempre encarando foto dessa feia (!?!?!?!????????) quando ela entrava no quarto. Mãe, menas.
O bagulho é muito real.
Eu ainda tenho coleções de posteres. Minha mesadinha-de-nada servia pra eu chegar nas bancas perguntando se eles tinham posteresdo Evanescence!!!
Quando anunciaram o primeiro show deles no Brasil, pra 2007, eu chorei frustrada na frente das minhas amigas porque eu não poderia ver eles. Chorei muito. Mas tive que superar. E mal eu sabia que aquele seria só o primeiro de alguns pratos de frustração que eu teria que comer quente.
Alguns anos depois, em 2009, eu acho, eles anunciaram um show num festival em SP. Mais uns choros, umas frustrações. E depois foi vez de perder eles no RIR, em 2011, do qual eu já lidei um pouco melhor porque fala sério, eu não conseguiria ir pro RIR.
Então eles anunciaram shows no Brasil em 2012, uma turnê pro álbum self-titled novo (escutem Oceans ♥). E eu: aí sim!!! Agora é minha chance!!!!!!!! Eu não vou perder eles de novo!!! O show seria em Porto Alegre no Pepsi On Stage, que eu já conhecia. Minha cabeça apitava e gritava eu vou, eu vou, eu vou. Eu me associei no fã clube pra poder concorrer ao meet and great, e paguei 75 reais pra isso. Mas é claro que: eu não fui. Meu primeiro semestre no direito foi coroado com o professor que mais detesto na vida, e não só porque ele é ruim e péssimo, mas porque ele marcou prova. Pro. Dia. Do. Show. Fuck. MY. LIFE. Eu, com boca pra nada no meu primeiro semestre, jamais pediria pra fazer a prova outro dia. Então eu perdi eles, de novo. E eles entraram em hiatus.
Esse ano eles marcaram uns shows novos e anunciaram que o Terry (que uma vez sofreu um derrame de tanto bater o cabelo) deixaria a banda, e uma nova guitarristA assumiria seu lugar. Eu tive meu momento porque, por mais que eu já não escute a banda com frequência, tem uma parte de mim que sempre vai dizer que essa foi A Minha Banda Favorita por anos.
Se vai ter álbum novo? Não sei, sem previsão.
Se eles anunciarem álbum novo eu vou perder minhas merdas? Vou, com toda certeza.
E se tiver show de novo, vou perder de novo? Nem fodendo. Eu devo isso a mim mesma. Há dez anos que eu devo um show deles a mim mesma.
Me aguardem!
Como uma pessoa normal e de boa índole, eu amo música. Já dediquei alguns posts do blog pra falar sobre música. E honestamente, não dá pra confiar em quem não gosta de música ou é indiferente sobre. Não dá, não tem como.
Música é e sempre foi uma constante na minha vida. E também sempre vai ser, afinal, o que é um buzão sem fone de ouvido? Como fazer um clipe mental fofo, badass ou creepy sem música? Não dá, né, gente. Não dá pra se imaginar chutando bundas, correndo por um campo ou dando beijos em quem se gosta sem uma musiquinha que sirva de trilha sonora.
Então esses dias eu estava escutando uma música querida e eu percebi que algumas músicas, não importe quando tempo passe, sempre me deixam numa vibe muito boa. Me deixam bem. Me levam longe, pra outra época. As músicas não envelhecem e eu nunca enjoo de escutar elas. Por essas pensei: vale post no blog? Vale sim. Então eis aqui um top 5 músicas-passaporte: me levam pra outro lugar.
Chicago by Sufjan Stevens: essa música me manda pra algum lugar muito longe, onde tudo é lindo, tudo é bom, e que me diz que se eu tiver errado, tá tudo bem, porque I made a lot of mistakes, in my mind, in my mind... you came to taaaaaaaaaake us, all things go, all things go. E assim em diante.
1957 by Milo Greene: conheço a música faz um tempo, alguns anos, pra ser sincera, mas toda vez que escuto ela, eu sinto meu coração se esvaziando e se enchendo de amor logo em seguida. O clipe é muito bonitinho e faz parte de um projeto maior que eu nunca assisti. You act like you don't know me, my god you tempt my anxious mind. It takes me away, takes me away, takes me awaaaaay.
Made-Up Lovesong #43 by Guillemots: em 2009/2010, quando comecei meu primeiro estágio, eu conheci essa banda que nunca cheguei a escutar muito. No entanto, essa música fez parte da minha trilha sonora naquele ano. E eu nunca realmente superei ela. E toda vez que a escuto eu sou meio que teletransportada pr'aquela época. You got me off the sofa, just sprang out of the air, the best things come from nowhere, I can't believe you care.
Re: Staks by Bon Iver: eu amo tanto Bon Iver e acho que não falo isso o suficiente ou no geral. Mas eu amo. Todas as músicas da banda me deixam numa calmaria, e se não deixam, me põem pra chorar. Eu ando meio que num paraíso musical porque muita coisa que eu curto tem anunciado CD, lançado CD, ou, no caso do Bon Iver, anunciado que vão sair do hiatus. E por mais que meu amigo diga que parece um gato miando (do qual nunca superarei, nem levo muito a sério porque ele tem um péssimo gosto musical), eu amo Bon Iver.
Ghosting by Mother Mother: uma das minhas músicas favoritas da vida. Sei que no geral e pra muitos ela não tem nada de mais, mas pra mim ela é mais. Eu adoro a vibe que ela me passa, adoro a letra, adoro a voz dos vocalistas. Adoro tudo. Sei cantar ela de trás pra frente, de frente pra trás, porque you don't need tricks, you don't need treats, and you don't need meeeeeeeeeeeee.
E vocês? Conhecem músicas assim, que levam vocês pra longe? Conheciam ou curtem alguma dessas? Me contem. Eu quero saber.
Esses dias o irmãozinho de uma das minhas melhores amigas me falou que eu só tinha 5% de coração. Só 5% de capacidade pra amar, pra sentir... Essas coisas. Dei risada junto com os meus amigos porque bem eu queria que fosse verdade (na verdade, não queria), mas a realidade é que ele tá bem mais perto dos 100% do que dos 5%. E eu sinto demais, o tempo todo. Calada, na minha, remoendo por dentro, explodindo por dentro, internalizando, às vezes confusa, mas sentindo. Por sentir demais, penso demais. Piro demais. Entro em full mode overthinker e boa sorte pra me tirar de lá.
E não foco isso apenas em amizadji ou ~dramas românticos~ (*risadas*), não. Foco muito desse ~sentir~ nas coisinhas bobas, como alguns diriam, que eu curto: nos meus filmes, minhas séries, minhas músicas, meus livros. Meus, porque é eu. Faz eu ser eu. E que pra mim, de bobo não tem nada.
Então essa semana — e é o ponto de toda essa introdução verborrágica e chata — quando o álbum novo da minha bandinha favorita saiu (o áudio, porque ele mesmo só vai ser lançado dia 31), eu quase tive um negócio e explodi em mil pedacinhos de expectativa/felicidade. Segundo certa pessoa, eu atingi o nirvana, mas eu insisto em chamar de amor porque, Jesus, tô apaixonada.
O nome, pra quem não sabe, diz respeito a uma técnica japonesa de restauração, e em um momento deep filosófico quer dizer que aquilo que se quebra (e depois é reparado) é algo que faz parte da história do objeto — da pessoa?—, e não algo pra ser escondido. Ou seja, quebrar o coração é algo para se cantar sobre invés de fingir que nunca aconteceu.
As músicas, na medida que foram lançadas antes do álbum sair, me deixaram numa pilha maravilhosa. Foi música boa atrás de música boa. E músicas que dá pra ouvir, dá pra sentir, que combinam.
Infelizmente ou não, caí na desgraça de ligar certos refrões, frases e canções com um divórcio que me abalou, em nível fangirl, profundamente. Mas nem esse motivo diminuiu o que já sinto pelo álbum. Pra ser até sincera, considero ele ainda mais atrativo por causa disso. (Embora eu queira dar um abraço no Ben e dizer "tá tudo bem")
Com divórcio ou não, esse álbum tá ocupando um lugar muito especial nesse meu coraçãozinho.
ÁLBUM NOVO!!! MEU DEUS!!!
Música conhecida faz bem pros ouvidos, diria a Ana Luísa, e eu concordo. Na primeira vez que ouvi o cd, estranhei algumas (poucas). Na segunda eu já tava acostumando. E na terceira eu já estava em estágio de "que é isso, que álbum!!!". E escutar ele na ordem, sendo todo construído e desconstruído e construído e entrando num loop maravilhoso de álbum fechadinho, completo, que dá pra ouvir do começo ao fim sem enjoar, eu percebi que entrei numa vibe que vai ser difícil sair. Talvez até diminua quando as coisas novas de outrosmoresforemlançadas, mas a bolha de amô tá boa, e me faz bem.
Pra provar meu ponto e que o nome do post tem justificativa, ontem eu fiz mermo toda uma terapia que envolveu desconectar a internet, colocar os fones, dar uma respirada e escutar o Kintsugi do Death Cab for Cutie inteirinho. No final saí mais leve e menos estressada. A+. 10/10. Would recommend.
E, agora, pra tentar resumir o que eu senti/sinto/sentirei com essa delícia de ~disco~ + parar de viajar de uma vez por todas (esse é muito provável o post mais confuso do blog porque ALL THE FEELS), aqui vai uma breve consideração das obras primas em forma de música aqui presentes (com gifs):
#1 No Room In Frame: "mais lentinha" "pera que letra é essa" "meu D!!!!!!!!!!!" "isso só pode ser pra Zooey" "amei". A música é muito boa, muitcho mermo. E agora ouvindo o álbum no repeat (acabou e começou de novo, de verdade) eu percebi como é conveniente que a primeira música depois de tanta coisa ter acontecido comece com "I don't know where to begin, there's too many things that I can't remember". ♥
#2 Black Sun: primeira a vazar do CD. Trouxe toda uma ideia de como seria o álbum e fez jus a ele. É um earporn do cara**o. HOW COULD SOMETHING SO FAIR BE SO CRUEL? Como pode? Me diz? Como? COMO?
#3 The Ghosts of Beverly Drive: tem um começo que engana um pouco, mas é mais animada. Parece ser sobre L.A. que o Ben não curtia. Não se sabe. Música de gente que tá no lugar errado. Que tá frustrada mas (sim sim sim) vai gritar pra todo mundo ouvir!!!
#4 Little Wanderer: "e esse começo meio The Cure?" "que coisa linda é essa????". Provavelmente a música mais lindoca e fofa do Kintsugi. "You're my wanderer, little wanderer, won't you wander back to meeee?" Não dá pra não curtir.
#5 You've Haunted Me All My Life: destruidora. Quase chorei a primeira vez que ouvi. Sérião. PRIMEIRA VEZ. "There's a flaw in my heart's design for I keep trying to make you mine". Gente, sério, quem faz isso? Não sei lidar com o poder destruidor dessa música não. #feelings
#6 Hold No Guns: lentíssima. Música de ninar. Só no violãozinho. Não indicaria para quem terminou relacionamento pois: intensa. Nem pra quem levou chute também... Vai que, né...
#7 Everything's A Ceiling: o começo do lado B do CD. Uma das músicas que fiquei ??????? e agora já tô curtindo. Tem que dar uma insistida no começo. Não é música com "coisa eletrônica", como eu tentei explicar, é com "coisa sintética", como me explicaram. Melhora muito da metade pro final.
#8 Good Help (is So Hard to Find): a cota música pra dar uma dançadinha pelo quarto. Não dá pra prestar atenção na letra porque é quase um: "dança aí, trouxa" pro mundo. Ou pra nós. (mas eu danço assim mesmo porque fodac)
#9 El Dorado: aquela que mais torci o nariz de começo. "Pra que tudo isso?", "pra que esses barulhinhos?", "acho que vou dispensar essa música", pensei eu. Até que... I trieeeeeed to be kind for you, ohhh I'm trying to be kind for youuuuuuu. #10 Ingénue: já entrando pras músicas favoritas. A letra, por algum motivo, entra lá no fundinho da alma e dá uma vontade de a) correr e se atirar num rio só pra sentir aquele friozinho na barriga e/ou b) deitar em posição fetal analisando a vida. Méritos que essa banda consegue atingir com maestria. Um estranho bom, diriam. Ano que vem quando eu fizer TWENTY THREE já tenho música pra postar. #prioridades
#11 Binary Sea: não entendi direito qual é que é dessa música, mas em primeira ouvida ela já entrou pra uma das mais intrigantes e amáveis do álbum. Chuto dizer que é sobre a vida ~nos tempos modernos~. Chuto dizer que é uma cilada. E chuto dizer que se eu ouvisse ao vivo eu choraria feito uma cabrita, porque, de novo, prioridades (são tudo na vida).
Então, migxs, aqui fico. Peço desculpa, já tarde, se você chegou até aqui, pela bagunça. Perder as merdas era requisito mínimo pra eu escrever esse post. Beijos de luz. (escutem death cab)
Vi por unsblogs esse meme que me pareceu bem divertido. Às vezes quando dá bloqueio na escrita, algo que é bem comum, e especialmente comum em semanas estranhas, é bom recorrer pra um bom e velho meme pra dar um ar no blog e não deixar o blog morrer, não deixar o blog acabar, porque é o blog é feito de posts, e é feito pra gente postar. (pare, Ana Claudia)
A ideia do meme é simples: listar dez músicas com dez momentos/categorias da nossa vidoca.
Vou tentar não pensar muito e deixar a coisa fluir naturalmente, tá?
1. Uma música que te lembre um momento bom
Eu e todo mundo perdendo das merdas nesse momento. Percebe-se pela altura do canto, né?
Lembro que desde que eu tava em sei lá, a quinta? sexta? sétima? série eu e um amigo meu juramos um pro outro que no dia que o Linkin Park viesse pro Brasil a gente iria. Em 2012 quando eles fizeram a turnê pelo país, é claro que vendendo um fígado, nós e mais alguns amigos conseguimos ir. E de pista premium ainda. Foram horas de pé, sem comer nem ir no banheiro, só esperando o show que atrasou muito começar. Mas quando Faint começou... Bom, o cansaço passou, o mal humor também. Gritei, pulei, me perdi de todos os meus amigos que depois encontrei. E foi um ótimo show. Além, de é claro, um ótimo dia.
2. Uma música que defina sua vida
Death Cab é um constante definidor da minha vida. Sempre, e repito: sempre (!) encontro algo pra encaixar com seja lá o que eu esteja vivendo. E Soul Meets Body é a música da minha vida. Juro. Serião. I want to live where soul meets body and let the sun wrap its arms around me and bathe my skin in water cool and cleansing and feel, feel what it's like to be new // And I do believe it's true that there are roads left in both of our shoes but if the silence takes you then I hope it takes me too.
3. Uma música que te faz dançar na balada
Tem jeito não. Tocou M.I.A. é batata. E Bad Girls é tudo de bom, né? Já enjoei dela, mas não consigo ficar parada quando ela toca. Sem contar que é música tema de punk rock hoes, então já dá pra tirar uma temperatura.
4. Uma música que foi tema de algum relacionamento
Tive que garimpar nas memórias do passado alguma coisa. Minha mente falhou totalmente nessa pergunta e quase que eu larguei uma musiquinha do Interpol aqui, mas daí lembrei que nunca foi tema de nada não, só na minha cabeça. De qualquer forma, ainda bem que pra sempre ~~always~~ nunca foi e a gente tá bem melhor agora.
5. Uma música que sempre te faz chorar
Precisei desenterrar essa música porque ela gritou na minha cabeça na hora que eu olhei essa pergunta. Não choro com ela, claro. Não choro com músicas ou livros no geral. Mas ela é tão, tão, tão triste. Eu passei bons momentos emuxos com ela (sdds). E por mais que eu ache que I Know It's Over ou Asleep ou Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me são candidatas pesadas de música fossa, acho que nenhuma vai desbancar Understanding. O começo dela é um quote de Terror in the Haunted House (que eu não assisti) mas que é genial: You hold the answer deep within your own mind, consciously you've forgotten it. That's the way the human mind works, whenever something is too unpleasant too shameful for us to entertain we reject it, we erase it from our memory. But the imprint is always there.
6. Uma música que seria toque do seu celular
Não só seria como de fato foi. Foi por muito tempo toque do meu celular (há muito roubado, coitado). Depois de um tempo me arrependi profundamente porque eu amo essa música e toda vez que escuto o comecinho maravilhoso dela eu sinto que tenho que fazer algo... Atender um celular, provavelmente. Larguei da vida de toques de celular e fico com o padrão do meu mesmo. Mais saudável pr'os amantes de música.
7. Uma música que você gostaria de tatuar
Eu adoro tatuagens. Nos outros. Eu sou meio instável e sempre penso que vou me arrepender ou enjoar. Ainda assim, só tive três ideias de frases na vida: soul meets body, how soon is now? e a principal delas, there is a light that never goes out. E meu Deus, eu amo essa música. E a explicação? Morrissey, divo da minha vida, did it again quando falou:
When you’re a teenager and in your early twenties it seems desperately eternal and excruciatingly painful. Whereas as you grow older you realise that most things are excruciatingly painful and that is the human condition. Most of us continue to survive because we’re convinced that somewhere along the line, with grit and determination and perseverance, we will end up in some magical union with somebody. It’s a fallacy, of course, but it’s a form of religion. You have to believe. There is a light that never goes out and it’s called hope.
Porque a gente nunca desiste. Não tem como.
8. Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém
Não entendi direito o ~ficar com alguém~ dessa pergunta. Se é pra dar uns beijinhos, pode colocar qualquer coisa do Arctic Monkeys que tamo junto. Se é pra ficar com alguém as in ficar/ter em um relacionamento com alguém, que foi como avaliei, poderia ser quase qualquer coisa meio Mallu meio Camelo. Mas nesse momento, tá simples. Tá Kooks. Tá Seaside.
9. Uma música em que você está viciada agora
Se existe um refúgio musical pra onde eu adoro escapar, esse refúgio responde pelo nome de Ben Howard. Várias das letras dele não fazem sentido, mas quando combinadas com essa voz maravilhosa e melodia cativante não precisam nem fazer muito sentido pra fazer todo sentido. Se é que vocês me entendem. Então foi escapando que viciei em Conrad. <3
10. Uma música que faz as pessoas lembrarem de você
Pra falar a verdade, eu não sei se existe uma música que faça as pessoas lembrarem de mim. Se eu pudesse chutar, chutaria nessa clássica de baladinha indie dos Smiths. Já tive algumas pessoas comentando sobre os caras comigo porque bem... Sou eu. Mas não sei mesmo qual música, então vai essa mermo.