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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Retrospectiva final e definitiva dos melhores e dos nem tão bons assim

O Grupo de Suporte Bloguístico promoveu um meme e blogagem coletiva pra gente poder resumir marromeno o que a gente achou ou deixou de achar desse ano.

Peço de antemão perdão pelo vacilo por falar sobre as coisas que não gosto (Liberal Arts me ensinou diferente), mas a gente faz pela brincadeira, né?


#1 SERIADO
Minha irmã queria acompanhar o novo trabalho da Jennifer Carpenter e eu queria dar uma chance pra série, então nos juntamos e começamos a assistir Limitless. Mas a série é ruim. O FBI é ruim. Os plots são ruins. O moço principal, Brian Finch, é interpretado pelo Jake McDorman, que fez um papel ok em Manhattan Love Story (porque o personagem dele era babaca), mas faz um personagem que poderia ser ok ser super babaca em Limitless. Sei lá, minha lata não fechou com a do personagem nem com o ritmo da série. Assisti até o episódio oito e larguei. 

#2 LIVRO
Poderia facilmente falar super mal de Cidades de Papel aqui, mas John Green consegue se superar e escrever coisa mais chata ainda, tipo, Quem é Você Alasca?. Pior livro que li no ano, chato, estereotipado, sem contar que os dois principais são dois porres insuportáveis, especialmente a Alasca. Fiz uma jura e John Green nunk mais.

#3 FILME
American Sniper. Boo-hoo sou traumatizado. Boo-hoo EUA melhor em tudo. Boo-hoo É UMA BONECA DE PLÁSTICO PELAMOR DE R'HLLOR.

#4 BANDA
Não é ruim, por sinal é bem boa e eu curtia muito, e talvez eventualmente volte a curtir, mas o bode que peguei de Foo Fighters foi bem grande esse ano. Não guento mais ouvir as músicas dos caras. Enjoei, sabe? 

#5 CD
?????????????????????????? 

#6 MÚSICA
How Deep is Your Love. Música chata dos infernos.

#7 BLOG
Eu só dou ibope pra blogs legais e maravilhosos, mas peguei preguicinha das Caprichos. 

#8 TEXTO EM BLOG
??????????????????????

#9 VÍDEO
Eu raramente assisto vídeos, vá lá vídeo chato. 

#10 JOGO
Finalmente consegui superar o vício do Kim Kardashian, whoo-hoo me!

#11 PERSONAGEM ~MENOS~ GAMANTE 
Finn Collins (The 100). O ódio e raiva que eu sinto dele só não consegue ultrapassar o de Dean Mala Sem Alça Rory Come Back Here Forester de Gilmore Girls. Ainda bem que pelo menos de um eu me livrei.



#1 SERIADO
Daredevil foi a série que mais gostei de assistir em 2015. A bundinha de Matt Murdock deveria ser uma religião a ser seguida, porque eita trem maravilhoso. Do lado de Daredevil, a melhor série que vi esse ano foi Mr. Robot, porque genial, bem produzida, bem escrita, plot twists e ótimas atuações. Cheatei e coloquei duas? Sim. Mas é muito amor e muito difícil ter que escolher entre elas.

#2 LIVRO
A Terceira Mulher, do Gilles Lipovetsky. Esse é um livro que a Anna me indicou e eu tentei ler ano passado e não consegui por uma série de motivos. Esse ano, mais livre e sem ter o que fazer, tentei de novo e a leitura fluiu muito. É um livro sobre feminismo escrito por um cara? É. Mas é ótimo, super didático, e que eu recomendo. Não faz muito que comecei a cair pro lado acadêmico do feminismo e achei ele uma boa pedida.

#3 FILME
Esse ano, pra minha tristeza, eu andei bem preguiçosa pra filmes. Não passei de 40. Mas, pra compensar, assisti bastante coisa que curti. Nenhum entrou com força pro meu coração, mas vários fizeram ele bater mais forte. Um deles foi Ex Machina, que tem uma pegada ficção cientifica com robôs. Numa mesma vibe, tem I Origins, que é triste e lindo ao mesmo tempo. E numa vibe meio revolucionária, teve Edukators, que é um filme alemão sobre jovenzinhos idealistas. Recomendo os três. 

#4 BANDA
Como esperado, bandinha do coração: Death Cab for Cutie. Os caras lançaram álbum novo esse ano e foi tudo o que nós, que curtimos a fossa de Ben Gibbard, podíamos esperar.

#5 CD
Pra não ser monotemática, mas ainda sendo, considerando o blog nos últimos tempos, o álbum do ano foi o BADLANDS da Halsey. Conheci a mina por acaso, antes do álbum sair, e passei um tempinho me alimentando das poucas músicas que a guria tinha. Super recomendo.


#6 MÚSICA
De acordo com o Last.fm, a música que eu mais ouvi no ano foi Black Sun do Death Cab for Cutie. Vocês deveriam ouvir Black Sun.



#7 BLOG
Eu poderia falar sobre qualquer uma dos blogs queridos e mozões que eu sigo e que vocês podem achar aqui na barra do lado. Mas eu preciso fazer um adendo pra comentar sobre o blog da Vanessa, o Milarga, porque foi um dos meus favoritos do ano. O jeito de escrever da moça é muito peculiar e engraçado e divertido, e não tem como ficar entediado no blog dela.

#8 TEXTO EM BLOG
Eu poderia linkar aqui os muitos dos posts que mimei durante o ano. Os posts epifanias. Os posts temáticos. Os memes. Aqueles meio didáticos. Mas, no fundo, o post que eu ainda me pego lembrando é O Caso da Estante, da Couth no Pudding. Porque gente... Fala sério... Leiam ele.

#9 VÍDEO (youtuber)
Eu definitivamente não sou dos vídeos. Das pessoas, eu sou aquela que diz "vou assistir depois" e 7 anos depois ainda não assistiu aquele vídeo que me enviaram no MSN porque "tu tem que ver isso, é muito legal!!!". Eu gostei muito do vídeo da Jout Jout sobre os escândalos. Mas prefiro esse vine, pois tosco e engraçado e if you loVE ME LET ME GOOOOOOO.



#10 JOGO
Life is Strange. Voltei pra essa vida de quem finge que sabe jogar esse ano graças ao boy, e por insistência minha e indicação de um amigo, começamos Life is Strange. Agora, no final do processo, com os cinco capítulos concluídos, tô eu na bad, entupindo meu tumblr de fanarts e gifs, e com 0% de chance de superar esse jogo.

#11 PERSONAGEM ~MAIS~ GAMANTE 
Também conhecido como personagem com a bunda mais gamante: Matt Murdock. Seguido, ferrenhamente, por Chloe Price, de Life is Strange. Dois mozões. Me amem.
eye candy me likey

Mas e vocês hein? Curtiram alguma dessas coisas? Odiaram as mesmas? Curtiram as odiadas? Odiaram as curtidas? Me contem que eu juro que eu leio tudo!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Top 5 episódios de Breaking Bad

Esse post é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico pelo tema: top 5 ou 10 episódios favoritos do seu seriado do coração.


Deixa eu contar um negócio pra vocês: lancei um desafio pro meu coraçaum e mente de achar um seriado que eu curta igual ou mais que Breaking Bad. Assisti o pilot de The Wire (vou continuar), a primeira temporada de Twin Peaks, e estou assistindo Mad Men, porque todas são séries que eu ouço falar muito bem e que talvez teriam uma chance de desbancar BrBa. Por enquanto tá tudo na mesma. O porquê de eu querer fazer isso eu não sei. Talvez, e só talvez, seja porque eu prevejo um futuro onde em 2070 eu ainda estarei dizendo o quanto Breaking Bad é a melhor série do mundo e eu nunca vou superar ela (the struggle is real e maravilhoso), tipo aquelas pessoas amargas que nunca realmente superam um relacionamento que acabou. E eu não sou amarga, eu juro.

Mas honestamente, não confio em quem fala mal de Breaking Bad. Simplesmente não confio.

pesquisas importantes
Por esse motivo e pra queimar pauta do BEDA, vim contar pra vocês meus cinco episódios favoritos da série. 

Se você ainda não assistiu favor reveja seus conceitos: cuidado com os spoilers (update: meus amigos falaram que não tem spoilers).


5. PILOT - EPISÓDIO 1, TEMPORADA 1
all fun and games
O pilot de Breaking Bad só foi ficar ainda melhor quando eu terminei a série. Não faz sentido, mas é assim mesmo. No primeiro episódio o Walter diz pros alunos que química it's growth, then decay, then transformation e isso é basicamente o resumo da série. Os pontos pro tio Vince começaram cedo.


4. CRAWL SPACE - EPISÓDIO 11, TEMPORADA 4

Nesse post eu falei que uma das melhores cenas de Breaking Bad foi a do Waltinho no porão nesse episódio (por sinal, acho que é a minha cena favorita da vida). A primeira vez que eu assisti eu fiquei numa pilha tão louca que eu tive que pausar pra me recuperar. O negócio foi espetacular mermo.


3. FULL MEASURE - EPISÓDIO 13 (SEASON FINALE), TEMPORADA 3

Essa season finale foi tipo um divisor de águas enorme pro personagem do Jesse. Eu nunca quis tanto na vida abraçar um personagem de seriado como eu quis abraçar o Jesse nesse episódio (talvez com exceção da series finale). Episódio pesado.


2. FELINA - EPISÓDIO 16 (SERIES FINALE), TEMPORADA 5

Minha pilha com Breaking Bad foi tão grande que quando a segunda parte da quinta temporada foi ao ar eu nem conseguia esperar o episódio vazar e assisti tudo por stream mesmo. A series finale foi tão bem feita, foi tão bem fechadinha, de tão bom gosto e tão necessária que lá em 2013, junto com todas as outras pseudo-reviews, eu fiz uma especialmente pra ela. Não poderia ter sido finalizada de melhor maneira e eu jamais deixarei de achar o quão genial titio Vince foi em nomear o final da série com esse nome.


1. OZYMANDIAS - EPISÓDIO 14, TEMPORADA 5
Resumo: todo mundo chora e todo mundo se fode, inclusive você
Simplesmente o melhor episódio que já assisti na vida. Duvido que algum dia eu assistirei qualquer coisa que me coloque numa pilha tão louca feito o Ozymandias. Como disse antes, eu assistia por stream, mas meu pai esperava eu baixar o ep pra ele assistir no outro dia (meu pai assiste várias séries comigo, ou seja, melhor pai). Lembro que no dia meu pai entrou no quarto pedindo como tinha sido e eu não conseguia nem falar direito (fora que estava chorando). Ele tá em segundo lugar no ranking de melhores episódios no IMDb. Eu não lembro de ver o twitter e o tumblr entrando num colapso televisivo tão grande quanto no dia que o ep foi ao ar. Se vocês querem ler minha wannabe-review dele, tá aqui

accurate

Termino esse post e acho que nada vai superar Breaking Bad pra mim, no final das contas.

Cheguei a essa conclusão.

Não dá.

Eu tô quicando aqui só de lembrar desses episódios.

Ser fangirl é tão bom, gente. CORRÃO!!!!!!

E vocês? Já assistiram Breaking Bad? Qual o episódio favorito de vocês? Conversem comigo, não me deixem nesse BEDA sozinha.

BEDA (blog everyday in august) #24

domingo, 23 de agosto de 2015

Sobre a Cath

Esse post é patrocinado pela A Tentiada é Free: não sei fazer, mas vou tentar.
Esse post também é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico pelo tema: música em crônica. A música escolhida pela Maria para mim foi: Cath... do Death Cab for Cutie. 
E, por último, esse post é patrocinado pela banda da minha vida


Para ler ouvindo.

Oi, como você está?

Hoje eu quero te contar uma história.

Não, essa não vai ser a história sobre o dia em que eu passei horas no corredor do hospital e acabei ouvindo de bocas médicas que iria perder o amor da minha vida. Eu poderia te contar essa história, mas não vou. Vou te contar a história sobre a Cath, minha melhor amiga.

Cath e eu crescemos juntas e embora tivéssemos nossas desavenças, que ainda eventualmente acontecem, nós sempre estivemos lá uma para a outra. Ela esteve do meu lado quando eu perdi minha mãe, eu estive do lado dela quando ela perdeu o irmão. Anos mais tarde ela segurou minha mão quando o caixão de Ben fora enfiado numa daquelas gavetas horríveis. Eu aprendi a lidar com o som deles empurrando, literalmente, uma caixa com um corpo pra dentro de uma gaveta de cimento. Aprendi a lidar, mas nunca esqueci. Cath implora-me pra esquecer, eu não consigo. Ela diz que eu tenho que seguir com a minha vida, e isso tem sido difícil. 

Diferente de mim, que tenho o cabelo escuro e cacheado, Cath tem um cabelo loiro muito bonito e liso. Ela sempre manteve ele na altura da cintura mas recentemente cortou na altura dos ombros porque o marido (Cath casou! eu vou chegar lá) dela gosta assim. Ela tenta me convencer de que prefere assim também, porque agora ela cresceu e não tem mais tempo pra cuidar do cabelo, mas algo na voz dela não me faz acreditar nisso. 

Uma coisa que você precisa saber sobre a Catherine (para os não-íntimos) é que ela tem uma mania ridícula (eu constantemente falo isso para ela) de querer resolver tudo sozinha. Uma vez quando éramos crianças ela pisou num caco de vidro e acreditava fortemente que seria capaz de tirar o pedaço ensanguentado do pé sozinha. Ela não conseguiu, é claro, mas ela ainda defende a ideia de que conseguiria. 

Certo dia, dando o braço a torcer, ela me disse que não sabia se estava fazendo a escolha certa  ̶  ela não sabia se estava escolhendo o cara certo, se Andy era o cara certo.

E sinceramente, eu não acho que ela o fez. Digo, a escolha certa. Eu estive com Ben desde a época da escola, mas Cath sempre fora cheia de opções. Ninguém que conhece ela não se encanta. A minha amiga é realmente tudo isso. E Andy nunca me pareceu o cara pra ela. Ninguém manda no coração e todos raramente escutam conselhos, então guardei minhas opiniões para mim. 

Cath é formada em medicina veterinária e tem o melhor coração que alguém poderia ter, mas ela também é muito fechada. Passei a vida inteira ouvindo o quanto ela não queria se casar porque não acreditava em casamento, eu falei pra ela que ela era boba porque casamentos poderiam dar certo (o destino riu da minha cara e me fez viúva mesmo assim). 

No dia do casamento dela ela usou o meu vestido. É de segunda mão e já o era quando eu casei sete anos atrás. Eu fui madrinha, como era esperado, e lá do lado dela no altar eu vi que o sorriso de Cath não chegava no olhar, enquanto o de Andy, que sempre quis casar, parecia soltar-lhe pra fora das orelhas. Cath era ótima com animais e péssima com crianças, o sorriso do dia do casório me lembrou o sorriso que ela deu certa vez para a mãe de uma amiga da sua família enquanto segurava o novo bebê da matriarca. Era um sorriso de eu-não-faço-a-mínima-ideia-do-que-estou-fazendo misturado com eu-preferia-estar-fazendo-outra-coisa.

Entre os poucos convidados, haviam dois ou três amigos que sempre gostaram muito de Cath. Eu até arrisco dizer que eles chegaram a amar Cath durante o pouco tempo em que ela passou com eles. Amores de escola e amores de faculdade, todos com suas respectivas vidas. A vida segue, Cath diz.  

Hoje em dia eu e ela não nos vemos com tanta frequência, mas quando nos vemos parece que nada mudou. Essa semana ela enviou-me uma mensagem dizendo que estava sentindo-se muito mal porque não conseguia engravidar e sentia Andy ressentido e distante por esse motivo. Eu falei pra ela não se preocupar com essas coisas pois adoção sempre seria uma opção, e por óbvio não mencionei o fato de que ela nunca quisera crianças e que parecia que ela estava vivendo o sonho de outra pessoa, não o dela. Ninguém quer ouvir isso, eu acho. 

Sinto-me meio-amarga por Cath. Ela sempre fizera boas escolhas e sempre teve o controle de sua própria vida, respeito-a por isso e não a posso julgar. Em contrapeso, ela parece tão infeliz tentando fazer os outros felizes, ela parece esmagada pelo peso do mundo e ainda assim crê fortemente que assim que tem ser. A vida segue... uma hora melhora... eu tô bem!, diz a Cath. 

Estou escrevendo-lhe essa carta porque preciso saber se a vida adulta é sempre assim: um pensar e não falar? Um escolher e ter que lidar com essas escolhas paralisados de medo de que algo dê errado? Eu sei que fazemos concessões e que nem tudo é fácil, mas poderia ser mais doce? Fica mais doce? Mais leve? Até que ponto é ok conceder? Relacionamentos são fáceis e fluem bem ou precisamos nos esforçar pra que algo dê certo?

Por favor, não esqueça de escrever de volta. Eu amo muito a Cath e quero mostrar para ela a resposta. 

Com amor,

Sarah.

BEDA (blog everyday in august) #23

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

A Jenny, o whisky e eu

Esse post é patrocinado pela A Tentiada é Free: não sei fazer, mas vou tentar.
Esse post também é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico embora o tema não tenha sido O escolhido hehe (o post correto saí no próximo domingo, dia 23).
E, obviamente, esse post é patrocinado por aquela banda indie rock maravilhosa que começa com The e termina com Killers
A trilogia da morte é sobre um TW: relacionamento abusivo que deu errado, muito errado. 
E é erroneamente comum, e musicalmente demais. 

PARA LER OUVINDO
  
                            parte um                                              parte dois                                                parte três

Você sabe guardar segredo? Sabe? Ok.

Ela quis conversar. 

Você está em um relacionamento e a pessoa te chama pra conversar. Pessoalmente. Você sente chegando, não sente? Aquele "não damos mais certo"? Você sente. Eu senti. Eu estava na sala quando ela entrou, a tv estava ligada quando ela entrou, eu estava bebendo whisky quando ela entrou. Porque eu senti. Eu senti o não damos mais certo chegando, e eu gosto de como o whisky me deixa solto, calmo. Gosto do gosto, da textura. Mas eu desliguei a tv, eu larguei o whisky, e eu ouvi o não damos mais certo. Eu tentei, eu sempre tentei, eu pedi mais uma chance. Ela me deu tchau, ela virou, ela foi embora. Eu sabia pra onde, é claro

Ela havia descolorido parte do cabelo há alguns meses. Eu odiei aquilo. Eu odeio aquilo. Uma coisa barata que nada tinha a ver com a Jenny. A minha Jenny. Depois que ela começou a andar com aquelas pessoas ela nunca mais fora a mesma. Eu odiava eles. Eu odeio eles. Odeio o jeito como eles faziam com que ela sorrisse. Ela não percebia que eles eram ruins, que eles eram podres, e que eu, eu fazia ela sorrir. Não mais, não com frequência, mas eu já fiz um dia. Acho que de certa forma os sorrisos dela serão sempre meus agora.

Então eu fui. Tinha uma fogueira acesa quando cheguei lá. Confesso pra você, amigo, que nunca entendi o tanto que essas pessoas ordinárias gostam de se reunir para beber cerveja barata, perto de um rio, com a porcaria de uma fogueira acesa. Deve dar um senso de vida pra vidinha miserável deles. Eu fui. Como um clichê de filme, eu fui. Ela estava lá. Com a porra de uma saia curta, conversando com eles. Com ele. Ele cochichava alguma porcaria no ouvido dela que fazia com que ela sorrisse. Eu odiei cada segundo daquele sorriso. Eu odiei que os dedos dela brincavam com os dedos dele. Eu odiei que ele entrelaçou os dedos nos dedos dela e odiei ainda mais o fato de que ela correspondeu. Vagabunda

Ele me viu, só ele me viu. E ela. Ela me olhou com aquele olhar Jennifer de eu-já-te-saquei. Ela disse que sabia o que eu estava fazendo lá. Ela não sabia

Eu pedi pra conversar, eu implorei pra conversar, e o outro quis dar uma de bom. O que ela queria com ele, afinal de contas? Eles nem gostavam das mesmas coisas. Por certo ele nunca havia lido nada na vida. Duvido muito que algum dia ele iria comprar os discos favoritos dela. Era eu que entendia ela. Eu. 

Mas ela aceitou. Haviam muitas árvores naquele clichê de lugar. Ela usava um batom de textura molhada demais, e havia tentado encaracolar os cabelos que estavam horríveis por causa da umidade. E eu odiava aquele cabelo descolorido. Mas ela aceitou. E eu pedi mais uma chance, mais uma chance, mais uma chance. Eu nunca mais vou ser feliz sem você. Eu te amo, Jenny. Jennifer, eu te amo. Jennifer, por favor. Jennifer, nós somos tão bons juntos. Eu abraçava ela. Por Deus, eu estava chorando. Ela não sabia o que estava fazendo, ela nunca terminaria comigo caso soubesse. 

Então ela começou a pedir para eu soltar ela. Eu não queria, eu não podia, eu não iria. O olhar dela era culpado. Poderia ser medo, mas era culpa. Eu sabia que era culpa, porque eu entendia a Jenny. Ela começou a dizer que me amava, mas não podia ficar ali. Não podia mais ficar comigo. Ela tinha que voltar para a festa. Eu só abracei ela. Forte. Ela chorou, tentou se desvencilhar.

Mas amigo, aqui eu preciso fazer uma pausa, porque é tão difícil se desvencilhar de um abraço de quem se ama. Eu não podia deixar ela ir... Então eu não deixei.

Ela não conseguiu gritar. Era vez dos meus dedos entrelaçarem o pescoço fino e lindo de Jenny. Minha Jenny. 


Fui embora. Acelerei o carro o máximo que pude. Estava noite, eu estava bêbado. Cheguei em casa, deitei, dormi. Sete horas depois minha mãe me põe pra acordar. Desesperada. Chorando. Porque haviam achado um corpo no rio. Nossa cidadezinha de nada estava sendo sobrevoada por helicópteros de emissoras nacionais de televisão, porque haviam achado um corpo no rio. O corpo de Jenny.

Eu sei, amigo, que você me entende, porque eu também vejo você. Eu entendo você. Eu leio você por inteiro. 

Quando cheguei na delegacia ele estava saindo de lá. Aquele bosta. Ele sabia.

Aquela polícia de merda me manteve lá dentro por nove horas. Me deram barras de cereal pra comer. Barras de cereal que eu não daria nem para um cachorro de rua. Mas eu sabia meus direitos. Eu sei, amigo, que eu nada tenho a ver com Direito, mas eis eu lá, por nove horas, sabendo todos os meus direitos. 

Ela era só minha amiga, policial.

E ela era, não era? Ela nunca quis me apresentar para seus novos amigos, para a sua família. Eu enxugava as lágrimas dela, eu comprava livros, discos, roupas para ela. Eu e a minha insônia passávamos noites observando-a dormir. A minha Jenny. Mas éramos amigos. Desgraçada.

Eu não aguento mais isso! Eu já te falei! Isso é a verdade! Me deixem ir. Eu nunca faria isso, a Jennifer era minha amiga!

Claro, eu chorei. Eles gostam de lágrimas. Mulheres quando choram são dramáticas e caricatas. Homem não chora por pouca coisa. Sorte a minha ser homem. Eu repeti meu discurso até eles cansarem e eventualmente, eles me deixaram ir. 


Isso foi no último final de semana. Por certo eles vão conectar os pontos em alguma hora. Mas não agora. Não ainda. E o que realmente importa é que ela pra sempre será minha, só minha, porque ela jamais será de outro alguém. 

Eu amava tanto, tanto, tanto a minha Jenny.

Peço desculpas por te alugar, e agradeço, de verdade, por me entender, amigo. Nós sempre temos alguém por aí para nos entender, não temos? E de certa forma procuramos por isso porque isso nos dá um senso de validade muito bom, muito reconfortante, não é mesmo? Então obrigado por me ouvir. Por compreender. Mas ei, não vá ainda, antes de ir, conte-me: qual é a sua história?


BEDA (blog everyday in august) #20

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Segundinha online

Esse post é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico, pelo tema "Narre um dia da sua vida em estilo YA ou chick-lit".
Esse post também responde, em partes, o meme que a Brendha me indicou, pra eu tentar escrever como algum autor que eu curto. Não rolou, mas eu me inspirei nos livros de mesmo estilo da Meg Cabot e Rainbow Rowell


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Data: Seg, 17/08/2015, 01:29:03s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Eu juro que não tá dando
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Eu sei, eu sei que você queria estar dormindo agora. Mas eu ainda estou rolando na cama às 1h27 e eu programei meu despertador pras 6h52. Me ajuda. Eu quero dormir. Você sabe o quanto eu prezo pelo meu sono, não sabe? Espero que saiba.

Beijocas.

Reze por mim.

Obs.: lembra aquela cirurgia de três anos atrás? Do apêndice? Sim, eu mexi naquele ponto seco e tudo o que eu sinto agora é agonia, agonia, agonia. E estou mega consciente DA PORCARIA DO PONTO SECO. COMO LIDAR? Meus amigos mandaram eu tirar fora, eu tô com medo de puxar o intestino junto.



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Data: Seg, 17/08/2015, 01:47:43s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: Eu juro que não tá dando
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Então eu levantei, bebi água, fui no banheiro. Umas cinco vezes. E tirei todos os aparelhos da tomada porque as luzes estavam me irritando. Que belo começo de segunda. Vai melhorar, né? Espero que você já esteja dormindo. Você deve estar. Eu sou oficialmente um zumbi.

Obs.: o ponto tá aqui ainda, eu passei pomada nele.



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Data: Seg, 17/08/2015, 07:44:14s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Bom dia?
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Meu Deus, eu vou passar o dia com sono. Meu estômago tá zoado ainda, lembra que sexta eu te contei? Não te contei? Enfim, não consegui tomar café da manhã direito.



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Data: Seg, 17/08/2015, 08:00:10s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Bom dia? 
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Ana Claudia, pelamor de Deus, cala a boca.
Obs.: que tal procurar uma dermatologista? Pro ponto. 



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Data: Seg, 17/08/2015, 11:51:39s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Re: Bom dia?
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Rude?!!!!!!!!!!!! Pra minha sorte a manhã passou voando. Li blogs, decidi tomar um rumo na minha vida.

Obs.: eu fui, lembra? Eu fui em 2013 ainda, e ela quis me vender depilação a laser (pra variar) e ofereceu alguma coisa pra cicatriz. Ela ignorou minhas duas perguntas sobre o ponto seco.



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Data: Seg, 17/08/2015, 12:32:10s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Re: Re: Bom dia? 
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Finalmente. Eu quero saber?
Obs.: quem mandou ser burra e não perguntar uma terceira vez?



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Data: Seg, 17/08/2015, 16:57:06s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Você provavelmente não quer saber
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Eu só realmente preciso tomar um rumo, ando muito bagunçada, sabe? Mal organizada. Preciso me concentrar mais nas coisas que faço. No trabalho, nos estudos, focar minha atenção. Ultimamente ando muito... Perdida, sem saco, irritada, e perdida de novo. E tô de TPM.

Mas hoje comecei bem, o dia passou rápido. Eu rendi, produzi, me concentrei. É algo.

Obs.: obrigada. EU VOU EM OUTRA DERMATOLOGISTA, TÁ? Mas o ponto tá aqui, ficou meio vermelho, hehe.


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Data: Seg, 17/08/2015, 17:36:51s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: Você provavelmente não quer saber
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AI MEU DEUS. Eu tive uma epifania.
Não foi uma epifania, mas eu tive um momento.
Muito maravilhoso por sinal. Escutando Halsey. Vindo pra universidade. Tomando vento na cara e abrindo de volta uma janela que a mulher atrás de mim quis fechar. SOU DESSAS. Só percebi que eu realmente posso me organizar melhor???!!! E que apesar da minha bagunça, eu tô milagrosamente bem?! Tipo... Só luv e foco? No hard feelings, sem nada? Acho que eles voaram pra longe junto com algum cabelo que eu devo ter perdido durante o clipe mental que eu fiz... Com o vento na cara.


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Data: Seg, 17/08/2015, 17:39:01s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: FW: Você provavelmente não quer saber
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Que bom. Mas às vezes eu tenho vergonha de ser tu.


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Data: Seg, 17/08/2015, 17:41:03s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Re: FW: Você provavelmente não quer saber
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Bitch, don't kill my vibe.


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Data: Seg, 17/08/2015, 17:59:50s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: WHY GOD
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Acabei de pagar CINCO PILA num sanduíche seco e sem gosto. Eu quis ser saudável e comer sanduíche e tomei sabe onde? Isso mesmo. Lá.


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Data: Seg, 17/08/2015, 19:20:10s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: WHY GOD
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Update: eu consegui realmente prestar atenção na aula.
Bem, pelo menos em 85% dela.
Baby steps, né?


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Data: Seg, 17/08/2015, 19:22:00s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: FW: WHY GOD
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Sim, baby steps. You go girl.


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Data: Seg, 17/08/2015, 20:34:30s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Okay...
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Consciência, realmente não te entendo, uma hora me pisando e outra me metendo pilha? De qualquer forma, essa aula tá intragável. Send help. Eu realmente queria aprender família.


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Data: Seg, 17/08/2015, 21:10:11s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: Okay...
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Tô passeando na bibliotecaaaaaaa!!!!!!!!!!!
Escolhi dois livros já. PRA ESTUDAR. FOCO! FORÇA! FÉ! Posso fazer meu trabalho de penal, e quem sabe aprender família no final das contas.
Spoiler: os livros parecem duas bíblias. E pesam.


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Data: Seg, 17/08/2015, 21:17:00s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: FW: Okay...
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Tem tanto livro que eu quero ler aqui. :-( Tá aí um motivo do porque me organizar, né não? Me responde, diaba.


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Data: Seg, 17/08/2015, 21:32:00s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: FW: FW: Okay...
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Antes de mais nada, sóri. 
Segundo: vaza dessa biblioteca. Você já tem que:
a) trabalhar
b) estudar
c) bedar
d) maratonar Mad Men
e) além de tudo isso, você está atrasada em todas as suas séries.
Melhore, guria. Saia daí.


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Data: Seg, 17/08/2015, 21:43:00s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Oops
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Então eu peguei um livro. SÓRI.
É que eu tava passeando pela seção pequena (é pequena, fala sério. MUITO PEQUENA) de feminismo e aí eu achei aquele livro (As boas mulheres da China, da Xinran) que a Anna falou no snap, e poxa, peguei né?  ¯\_(ツ)_/¯ Juro que ele não é grande, juro, juro, juro, juro.


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Data: Seg, 17/08/2015, 22:03:12s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: Oops
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Meu Deus, eu vou ficar tão na bad lendo esse livro. Li só o comecinho e tô sentindo que vou ficar na bad.


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Data: Seg, 17/08/2015, 22:07:03s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: FW: Oops
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Vai. Otária.


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Data: Seg, 17/08/2015, 22:47:12s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Sono
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Eu tô com tanto sono. Por que eu me ofereci a levar os filmes pro escritório? Sabe, aqueles pra deixar passando enquanto o povo espera. Vai levar tempos pra transferir tudo e eu tô babando já.


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Data: Seg, 17/08/2015, 23:07:00s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Sono
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Vai dormir, leva amanhã.


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Data: Seg, 17/08/2015, 23:30:00s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: FW: Re: Sono
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Você realmente deveria ir dormir.



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Data: Seg, 17/08/2015, 23:42:10s
De: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Para: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: FW: Re: Sono
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Já tô indo.
Fui ver meu ponto.
Ele tá nojento. E agora tá doendo, tá vermelho. Ha. Ha. (eu vou puxar o intestino, né?) (mas eu passei pomada)
Eu só faço péssimas escolhas, não é mesmo? 


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Data: Seg, 17/08/2015, 23:50:02s
De: Consciência <theenemy@poderiaserumemail.com>
Para: Ana <anaaack@poderiaserumemail.com>
Assunto: Re: Re: FW: Re: Sono
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Faz.

BEDA (blog everyday in august) #19

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Mãe, não é só uma fase

Esse post é patrocinado e originado pelo Grupo de Suporte Bloguístico, pelo tema nostalgia: contar uma fase obscura maravilhosa da nossa vida.

Ou: eu amo Evanescence.

Acho um trem muito errado e muito sem graça quando me aparecem dizendo que "maginaaa, eu nunca mudei! Eu sempre gostei das mesmas coisas!!!" Tipo, o que se faz com uma pessoa dessas? Dá estrelinha? Confete? Tipo, ok gostar das mesmas coisas, em certo nível. Mas o mundo é grande demais pra achar que a vida só é válida se gostarmos sempre das mesmas coisas, tivermos sempre o mesmo pensamento, achar que somos melhores porque nunca mudamos (eu particularmente acho isso desesperador, mas vida que segue). 

Afinal, qual é a graça de gostar das mesmas coisas e não ter tido um momento maravilhoso da vida reservado a dançar e cantar yo digo R, tu dices BD, RBD, RBD? E não, esse post não é sobre RBD, mas poderia ter sido, porque eu tive minha fase RBD. Sandy e Júnior. Uma fase da minha vida achou legal escutar Inimigos da HP. E tipo, e daí, né? Nada das minhas fases se igualaria À Minha Melhor Fase. 

A fase que me fez hoje em dia ser gótica suave. Porque suavizou, suavizou meu wannabe goticismo escutando nada de gótico.

Minha melhor fase, também conhecida como a fase que nunca superarei e pra sempre amarei: minha fase Evanescence.


Minha história com o Evanescence começa lá em 2003 quando eu chegava correndo da escola colocar na MTV pra poder assistir My Immortal ou Bring Me To Life ou Everybody's Fool (e como essa moça é bonita, né?, pensava eu). Naquela época eu não tinha CDs e eu juro que eu tive uma fita cassete que gravaram pra mim com My Immortal. 

Aí a vida seguiu. E chegou 2005. E eu pensei: por que não? Por que não, né? Agora eu tenho PC. Eu posso procurar músicas nas internetes. E aí a cagada estava feita. O uphill (porque como disse, melhor fase) foi grande. A banda ia lançar CD novo no ano seguinte, e eu escutei tanto, mas tanto, mas tanto todas as músicas que já haviam sido lançadas que quando o The Open Door finalmente vazou, em 2006, eu acredito que cheguei, de All Star até o joelho e muito lápis de olho, no meu nirvana.

O bagulho é real.
Eu fazia parte de um site, ali por 2007/2008 (ou seria antes?): o Amy Lee Brasil. Lá eu conheci gente que eu tenho contato virtual até hoje. Minha vida pelo fórum daquele site era muito badalada, sabe? E pra melhorar eu entupia meu já morto primeiro PC com fotos, milhares de fotos da banda e da vocalista. Eu acredito que passei de quatro mil fotos salvas. Minhas fotos de perfil do Orkut não eram a minha cara no auge da puberdade, eram sempre o rosto lindo de olho claro da moça que eu nunca esqueci que tem alergia a lagostas, ama Björk e casou com um psiquiatra. 

Plmdds, escutem essa versão. Escutem essa música. 

Eu baixava shows. Diversos shows. Baixava 7 versões diferentes da mesma música.

Acredito que sei cantar quase todas as músicas até hoje. E não, eu não tô falando de Call Me When You're Sober, Bring Me To Life, Lithium ou Going Under. Eu tô falando que eu sei cantar a versão de Thoughtless do Korn que o Evanescence fez cover no Rock AM Ring 2004. Ou Taking Over Me. Ou Understanding. Ou que tal Lies? Where Will You Go? Muitas opções!!!

Meu vício era tanto que eu, branquela azeda, sonhava em tacar tinta preta no cabelo porque eu queria o cabelo da Amy Lynn Lee-Hartzler. Meu vício era tanto que quando ela cortou os cabelos na altura do pescoço eu senti 17 formas de ultraje porque COMO PÔDE ELA??? 

Meu vício era tanto que minha mãe me perguntava porque eu tava sempre encarando foto dessa feia (!?!?!?!????????) quando ela entrava no quarto. Mãe, menas

O bagulho é muito real.
Eu ainda tenho coleções de posteres. Minha mesadinha-de-nada servia pra eu chegar nas bancas perguntando se eles tinham posteres do Evanescence!!!

Quando anunciaram o primeiro show deles no Brasil, pra 2007, eu chorei frustrada na frente das minhas amigas porque eu não poderia ver eles. Chorei muito. Mas tive que superar. E mal eu sabia que aquele seria só o primeiro de alguns pratos de frustração que eu teria que comer quente.

Alguns anos depois, em 2009, eu acho, eles anunciaram um show num festival em SP. Mais uns choros, umas frustrações. E depois foi vez de perder eles no RIR, em 2011, do qual eu já lidei um pouco melhor porque fala sério, eu não conseguiria ir pro RIR.

Então eles anunciaram shows no Brasil em 2012, uma turnê pro álbum self-titled novo (escutem Oceans ♥). E eu: aí sim!!! Agora é minha chance!!!!!!!! Eu não vou perder eles de novo!!! O show seria em Porto Alegre no Pepsi On Stage, que eu já conhecia. Minha cabeça apitava e gritava eu vou, eu vou, eu vou. Eu me associei no fã clube pra poder concorrer ao meet and great, e paguei 75 reais pra isso. Mas é claro que: eu não fui. Meu primeiro semestre no direito foi coroado com o professor que mais detesto na vida, e não só porque ele é ruim e péssimo, mas porque ele marcou prova. Pro. Dia. Do. Show. Fuck. MY. LIFE. Eu, com boca pra nada no meu primeiro semestre, jamais pediria pra fazer a prova outro dia. Então eu perdi eles, de novo. E eles entraram em hiatus. 

Esse ano eles marcaram uns shows novos e anunciaram que o Terry (que uma vez sofreu um derrame de tanto bater o cabelo) deixaria a banda, e uma nova guitarristA assumiria seu lugar. Eu tive meu momento porque, por mais que eu já não escute a banda com frequência, tem uma parte de mim que sempre vai dizer que essa foi A Minha Banda Favorita por anos. 

Se vai ter álbum novo? Não sei, sem previsão. 
Se eles anunciarem álbum novo eu vou perder minhas merdas? Vou, com toda certeza.
E se tiver show de novo, vou perder de novo? Nem fodendo. Eu devo isso a mim mesma. Há dez anos que eu devo um show deles a mim mesma.
Me aguardem!

BEDA (blog everyday in august) #17
© AAAAAA
Maira Gall