oscar 2014
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quinta-feira, 6 de março de 2014

Pizza time a.k.a. Oscars 2014

Primeiro, começaremos pelo importante: GRAVIDADE NÃO GANHOU O MELHOR FILME E AMERICAN HUSTLE NÃO LEVOU N-A-D-A!!!

Dito isso, podemos seguir, de preferência sem caps, com o resto das considerações fangirlísticas do Oscar 2014.

(pode ser no tipo: duas sentenças máx.? Porque vide meus outros posts minha tendência de perder o rumo são bem conhecidas...)


 Best Picture: 12 Years a Slave. Merecido, nada a colocar. Meu favorito foi Her, mas eu já sabia que não ia levar.
Actor - Leading Role: Matthew McConaughey. Por mais que meu coração tenha se partido um pouco pelo Leonardo DiCaprio, eu não pude não deixar de ficar feliz pelo Matthew, que como eu falei, entregou um baita trabalho.
Actress - Leading Role: Cate Blanchett. Não assisti Blue Jasmine, so...
Actor - Supporting Role: Jared fucking Leto. Já esperava, porque ele com certeza fez o melhor trabalho dentre os indicados.
Actress - Supporting Role: Lupita Nyong'o. Já esperava também, mesmo sem assistir Osage County ou Blue Jasmine. Thank God ela venceu, porque eu não ia aguentar ainda mais posts sobre o quanto a academia é racista (ela é, todo mundo já sabe).
Animated Featured Film/Music Original Song: Frozen. LERIGÔ. Óbvio.
Cinematography/Directing/Film Editing/Music Original Score/Sound Mixing/Sound Editing/Visual Effects: Gravity ou você-seu-filme-overrated-não-levou-o-melhor-filme-bem-feito-hahaha (ainda tentando entender como directing ganhou do Scorsese...).
Costume Design/Production Design: The Great Gatsby ou eu-ainda-preciso-ver-esse-filme-porém-medo.
Writing - Original Screenplay:  Her ♥ 
Writing - Adapted Screenplay: Queria Wolf e foi 12 Years a Slave. :( Algum prêmio pra Wolf gente. 
Makeup and Hairstyling: Dallas Buyers Club. É só assistir a transformação do Jared Leto pra entender o porquê eles levaram...
Short Film Live Action/Short Film Animated/Foreign Language Film/Doctumentary Feature/Doctumentary Short Subject: não há nada a declarar pois não assisti nenhum.

Mas gente, vamos falar do que interessa: essa cerimônia foi uma das minhas favoritas desde que eu faço maratona dos filmes concorrentes (2010? 2011?). Eu quero que alguém dê um Oscar pra Ellen Degeneres porque ela conseguiu descontrair o ambiente sem ofender ninguém, fazendo trocadilhos ótimos e levando pizza pros grandões de Hollywood comerem em pratinho de plástico. Além de um contrato vitalício como apresentadora do Oscar, eu quero ela, Amy Poehler e Tina Fey apresentando qualquer evento grande juntas. Academias, providenciem ao menos isso já que o meu champagne vocês esqueceram no último Domingo.

No entanto, pratinho de plástico, recolher trocado e levar um entregador de pizza (de verdade) pra dentro do mega evento não foi o bastante pra apresentadora, que decidiu quebrar o twitter postando a foto mais divertida da história das selfies. R'hllor bless Ellen Degeneres.


E, vamos ser sinceros, e ainda óbvios: todo mundo tá sempre lindo nesses eventos e não tem nada mais divertido do que avaliar os vestidos das celebridades (yay Lupita Nyong'o, Sandra Bullock, Olivia Wilde, Anna Kendrick) e o cabelo (infinitamente melhor que o meu/nosso) do Jared Leto enquanto a gente veste pijama de bolinha e coque bagunçado na cabeça. Judging judging as it's finest.

Sendo assim e sem saber como finalizar e muito menos o que mais colocar (afinal, o evento foi quatro dias atrás e eu terminei o post *hoje*, super atrás do resto do mundo blogueiro), deixemos aqui o comentário final e definitivo sobre o Oscar 2014: cadê, sérião, o Oscar de Breaking Bad?

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

#3 Aquece Oscar 2014

E continuando minhas reviews chorosas, dramáticas e mais pessoais que críticas, aqui vai a última rodada dos indicados a melhor filme.

NEBRASKA
(4/5)
Indicado em 6 categorias
(Best Picture; Actor - Leading Role; Actress - Supporting Role;  
Cinematography; Directing; Writing - Original Screenplay)
 
Que filme lindo! Daqueles super lights, melancólicos e bonitos ao mesmo tempo. Tudo nele é na dosagem certa. E apesar de ser todo em preto e branco (o que não me atrai muito), ele é super fácil de assistir. O filme conta a história de Woody, o pai velhinho e simpático, que encontra uma daquelas propagandas cafonas dizendo que "você ganhou um milhão de dólares!!!" e passa a acreditar que realmente ganhou a bolada toda, e tudo o que ele quer fazer é ir retirar o dinheiro, é óbvio (e pelos mais doces dos motivos). O filme é sobre compreensão, amor e sobre levar em frente, no matter what. Uma temática bem familiar e muito tocante. Dá pra entender porque levou tantas indicações em tantos awards. Indico.

PHILOMENA
(4/5)
Indicado em 4 categorias
(Best Picture; Actress - Leading Role; 
Music - Original Score; Writing - Adapted Screenplay)
Um filme simples. Philomena Lee era uma freira. Uma freira que cinquenta anos depois decide colocar a boca no trombone e procurar o filho, e filho do pecado, diga-se de passagem, como as irmãs adoravam lembrar, que fora tirado dela ainda novo. Martin Sixsmith é um ex-jornalista da BBC, que procura agora o que fazer com o seu tempo extra. Eles se encontram e se juntam atrás da história e do passado do filho perdido. Um filme bem cru e revoltante, mas lindo. A Judi Dench (Philomena) entrega uma atuação que dá vontade de entrar na tela e abraçá-la, diversas vezes, de tão querida. O filme em si é meio triste, quase um círculo vicioso correndo atrás das verdades que foram perdidas mas não tão perdidas assim. Além do mais, os dois personagens não poderiam ser mais diferentes, principalmente contando que um acredita em Deus com todas as forças enquanto o outro é um ateu cheio das opiniões, por causa disso então há várias interações bem interessantes. Não tem como terminar o filme sem sentir um pouco de raiva, mas em geral eu gostei bastante. Indico. PS.: Não se deixem levar pelo poster amarelo animadinho. O filme não tem nada disso.

CAPTAIN PHILLIPS
(4,5/5)
Indicado em 6 categorias
(Best Picture; Actor - Supporting Role; Film Editing;
Sound Editing; Sound Mixing; Writing - Adapted Screenplay)
A ideia do filme é bem batida, pra mim. Os grandões tentando salvar o mocinho da mão dos malvadinhos. Nada de muito diferente. Mas o filme é bem bom. Pra mim, que sofro de óbvia-porém-não-diagnosticada ansiedade, quase tive um negócio enquanto assistia. Não consigo aguentar esses filmes que tão pra dar errado do começo ao fim. Ou seja, fiquei bem apreensiva durante o tempo todo. Ainda assim, gostei bastante de ver o Tom Hanks nesse papel. E os minutos finais foram bem... Reais? Enfim. Um bom filme, mas não acho que leve Oscar.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

#2 Aquece Oscar 2014

Continuando a minha série de posts totalmente sem criatividade e por esse motivo dividido em vários mini ("mini") posts, lá vamos nós pra mais algumas pseudo-reviews extremamente chorosas, pessoais e nada acadêmicas de alguns filmes que estão concorrendo ao Oscar 2014:

THE WOLF OF WALL STREET
(5/5)
Indicado em 5 categorias
(Best Picture; Actor - Leading role; Actor - Supporting Role; 
Directing; Writing - Adapted Screenplay)
Honestamente, desse filme, eu não sei nem o que falar. Eu fui sem saber do que se tratava (como a grande maioria dos outros filmes do Oscar) e terminei boquiaberta. O filme é longo, mas diferentemente de outros filmes mais curtos (cof cof American Hustle), esse flui. Admito que não assisti tudo num dia porque ando num espírito de 75 anos e acabo pegando no sono sempre que paro pra assistir qualquer coisa. De qualquer forma, o filme é tudo isso. Não tenho muitos filmes do Scorsese pra usar como parâmetro, mas esse é demais. É quase uma piada bem dirigida, e bem adaptada, sobre o mundo atual: vamos aplaudir, endeusar e acreditar em quem não presta (but not really). O filme é todo cheio de palavrões, gritaria, drogas e sexo, além de ser narrado em primeira pessoa pelo imoralmente incorreto Jordan Belfort. Ou seja, quase comum a primeira vista; nada comum depois de assistido. Tem tanta cena tão estupidamente estúpida (eu ainda dou risada da cena do DiCaprio e do Hill brigando depois de muita bala), que tu fica se perguntando como alguém tão idiota conseguiu, mesmo que ilegalmente, tudo o que conseguiu. O Leonardo DiCaprio provou mais uma vez que quem tá errado é a academia, e não ele por não receber prêmio algum. Tirei o chapéu (que eu não uso) pra atuação do Leozinho.


DALLAS BUYERS CLUB
(4,5/5)
Indicado em 6 categorias
(Best Picture; Actor - Leading Role; Actor - Supporting Role;
Film Editing; Makeup & Hairstyling; Writing - Original Screenplay)
Ambientado lá na metade dos anos 80, o filme conta a história do eletricista caubói cabra macho Ron Woodrof que é diagnosticado com AIDS (a doença dos gays) e tem o grande futuro de somente 30 dias pela frente. A história é impecável. Trabalha bastante a temática do preconceito, indústria farmacêutica e seus óbvios intere$$e$ e a luta de quem era diagnosticado com a doença na época. Não consigo colocar em palavras a atuação de outro mundo que o Matthew McConaughey e o Jared Leto entregam pro público. A Jennifer Garner também faz um papel muito interessante, mas que acabou sendo ofuscada pelo talento da dupla principal já mencionada. Pra mim, o Jared já tá com o prêmio em casa. Já meu coração tá muito dividido entre o Matthew e o DiCaprio, e por mim poderiam dar um prêmio pra cada um e tava tudo certo. Enfim: assistam.

HER
(5/5)
Indicado em 5 categorias
(Best Picture; Music - Score; Music - Song; 
Production Design; Writing - Original Screenplay)
 
 Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. *gritos infinitos* Eu não assistia um filme tão delicinha assim desde... Muito tempo. Eu já imagino que não leve lá muito prêmio, se é que leva algum, mas no meu coração você é o campeão, Her. <3 Eu amei tudo nesse filme. T-u-d-o. As atuações, a fotografia, a soundtrack, a história, os dilemas pessoais dos personagens, os quotes... Tudo. Ele é simplesmente super amável. E bem original. Tem Theodore, aquele que não consegue superar um término de relacionamento. Tem a Samantha, um sistema operacional "que promete ser uma entidade intuitiva e única", feita pra entender o seu dono. E tem eles dois "juntos". É no futuro. São as pessoas lutando, incansavelmente, pra serem escutadas, compreendidas e amadas. Só que da forma totalmente errada. Virtualmente errada. E tão errada que o filme acabou e eu quis deletar todas as redes sociais e sair por aí conhecendo gente "real" (não aconteceu, é óbvio).
Depois que soube, porque até então eu não sabia, que o Spike Jonze foi casado com a Sofia Coppola, eu quis assistir Lost in Translation e depois Her e depois Lost in Translation e depois Her e nunca mais parar de assistir esses dois filmes, que pra mim, parecem super sentimentalmente conectados. Além de tudo, tudo o que queria fazer no final do filme era abraçar o Theodore e dizer que tudo tá certo, tudo tá bem, eu juro que você não tá sozinho! Her pra mim foi como respirar um ar puro depois de muito tempo enfiada numa sala respirando o mesmo ar enjoado. Lindo.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

#1 Aquece Oscar 2014

Oi, gente. Olha eu aqui, público não existente. Ando meio preguiçosa e sumida mas juro que tudo tem um bom motivo... Um deles é que tem muita coisa acontecendo na minha vida agora, e muita coisa aconteceu no último um mês e dezoito dias. A outra é que ando assistindo "bastante" coisa e aproveitando as férias pra fazer maratona dos filmes do Oscar.

Então como ando sem ideia e completamente fora de órbita (normal!), decidi ir fazendo umas reviews bem pessoais dos filmes que já assisti e foram nomeados ao Oscar 2014. Os filmes de ~hoje~ são: Gravity, 12 Years a Slave e American Hustle.

Vamos lá (contém spoilers).

GRAVITY 
(3,5/5)
        Indicado em 10 categorias 
(Best Picture, Actress - Leading Role, Cinematography, Directing, 
Film Editing, Music, Production Design, Sound Editing, Sound Mixing, Visual Effects) 
 
Até agora esse foi o meu filme menos favorito. Eu juro que não faço a mínima ideia do que ele tá fazendo no meio dos outros filmes que tão concorrendo. Gente, sério, não rola. Pra mim Gravity é um filme normal que definitivamente não merece o hype que teve. E nem me venha com essa de "mimimi você deveria ter visto em 3D IMAX" porque: não. Se o filme só é bom por causa dos efeitos, que não seja indicado a melhor filme só por causa disso. Sorry. Além do mais, não achei a atuação da Sandra Bullock tudo isso?! Não me levem a mal. Ele é legalzinho, mas não é tudo isso.

12 YEARS A SLAVE 
(4,5/5)
Indicado em 9 categorias 
(Best Picture, Actor - Leading Role, Actor - Supporting Role, Actress - Supporting Role, 
Costume Design, Directing, Film Editing, Production Design, Writing - Adapted Screenplay)
Terminei esse filme e fui direto assistir um episódio de The O.C. pra tirar o amargo que o filme deixou na boca. Achei ele bem pesadinho, e apesar de ter momentos de descontração (eu achei o Michael Fassbender hilário em algumas partes), o filme não tem nada de bonito. Nem o final feliz é feliz de uma maneira que recupere o tapa nas fuças que o filme dá. Concordo com as indicações do filme, apesar de, diferentemente do mundo, não achar que a atuação da Lupita Nyong'o tenha sido essa Coca-Cola toda, mesmo ela sendo super intensa. Além do mais, adorei ver a Suprema e o Sherlock, digo, Sarah Paulson e Benedict Cumberbatch na telinha, pois não sabia que eles faziam parte do filme (traí o IMDB e não consultei ele antes de assistir). Indico o filme, mas só pra quem quiser amargurar um pouco o dia. 

AMERICAN HUSTLE
(3/5)
Indicado em 10 categorias 
(Best Picture, Actor - Leading Role, Actress - Leading Role, Actor - Supporting Role, 
Actress - Supporting Role, Costume Design, Directing, Film Editing, Production Design, Writing - Original Screeplay)
O filme que tinha tudo pra dar certo e não deu. Não sei apontar o dedo no quê ele pecou na hora de (me) convencer, mas não rolou. Os figurinos são lindos. A trilha sonora também. O casting, então, é ~barra pesada~. Mas não rolou. Achei o filme cansativo, bagunçado e dispensável. Eu só me animava quando a Jennifer Lawrence aparecia porque eu adoro ela bancando a louca (nas telas). É um filme feito pela peruca e barriga do Bale e os peitos da Amy Adams (infelizmente -- ou felizmente, dependendo o caso). Vale mais pela caracterização da época do que qualquer outra coisa. As atuações são boas, mas não conseguem fazer o filme sair da zona de "filme superestimado". Se quer assistir American Hustle, assista em casa e com bastante pipoca e comilança, pra fingir que o filme é um pouco mais interessante do que aparenta ser. 
© AAAAAA
Maira Gall