terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Um meme musical

Ou ainda: Um post cheio de vídeos

MEMES. Todos amam memes. Não acredito em pessoas que não amam memes.

Apesar de memes serem complicados no quesito mimos, porque muito facilmente nós sentimos preguiça de mimar tais posts ̶̶̶̶ mas a gente mima mesmo assim pois #resistência, a gente continua fazendo. Todo mundo ama um bom meme. 

Esse é um meme musical pelo qual fui indicada por Tatá, e o original feito por Karol Pinheiro. E pra não deixar o meme morrer, eu passo a bola para Thay, Yuu e Maria

Vem comigo? 

01. Sua música favorita


Acho que já deveria avisar que terá muito Death Cab for Cutie nesse meme. E Soul Meets Body, gente... It never gets old


02. A música que você mais odeia

Olha, a disputa é acirradíssima entre Rude do Magic! e How Deep is Your Love do Calvin Harris. Toda vez que essas duas merdas começam a tocar eu tenho vontade de sair gritando ENFIA ESSA MERDA NO CU. Desculpa. Fico nervosa. Odeio tanto que não cabe em mim.


03. Uma música que te deixa triste


Toda vez que escuto Asleep do The Smiths eu fico pensando em que vibe péssima o Mozzy deveria estar. A letra, a melodia, tudo nessa música é algo feito pra entristecer. Continua linda, porém tristonha.


04. Uma música que te lembra alguém


Sem motivos específicos, nem nada, Sweater Weather do The Neighbourhood me lembra pessoas. Uma pessoa. 


05. Uma música que te deixa feliz


Toda vez que eu escuto Stay Young, Go Dancing do Death Cab for Cutie eu sinto vontade de sair abraçando pessoas e dançando e cantando e chorando muito porque esses diabos não vem pro Brasil!!!!!!!!!!!


06. Uma música que te lembra um momento específico


Wrecking Ball, da Miley Cyrus.

Eu poderia colocar Forfun, ou Taytay, ou até mesmo Fresno. Porém foi ao som de Wrecking Ball que eu caí esse tombo e depois fiquei por 37 minutos rindo histericamente (e chorando de tanto rir) com a minha amiga. Memórias.


07. Uma música que você sabe a letra inteira


God Bless Halsey. Colors foi a minha favorita do BADLANDS logo de cara. Vai ser o próximo clipe da moça e eu amo muito de cantar feito louca.


08. Uma música que te dá vontade de dançar


Não dá pra ouvir Sorry do Justin Bieber e não começar a dançar (principalmente mentalmente) na cadeira, na rua, no ônibus, no quarto, na balada. Em tudo. 


09. Uma música que te faz dormir


Não me faz dormir, porque não dá pra dormir ouvindo Bon Iver. Só dá pra admirar. Mas uma música que me coloca numa pilha de ficar deitadinha encarando o teto é The Wolves Act I and II, que foi aleatoriamente a escolhida porque tem sido a minha favorita ultimamente. 

10. Uma música que você gosta em segredo


Guilty pleasure não existe. Guilty pleasure não existe. Guilty pleasure não existe. E é por esse motivo que sou obrigada a linkar aqui O Funk. Aquele funk que a gente escutou nos carros da praia e eu não podia deixar de cantar junto aquela letra infame toda as vezes.

(sim, ainda tem mais)


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AQUECE OSCAR 2016 #3: Bridge of Spies e Revenant

E mais uma vez e novamente, aqui estou continuando a série de posts sobre o Oscar So White.

BRIDGE OF SPIES
Steven Spielberg
Elenco: Tom Hanks, Mark Rylance, Mark Fichera

Indicações: 6
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Mark Rylance - Ator Coadjuvante (Actor in a Supporting Role); Roteiro Original (Screenplay directly for the screen); Design de Produção (Production Design); Música Original (Original Score); Mixagem de Som (Sound Mixing).

Bridge os Spies é um filme sobre espiões americanos e soviéticos durante a Guerra Fria. That's it. Mentira, tem também Tom Hanks advogando em prol do espião russo capturado em terras novaiorquinas. 

No fundo, no fundo, confesso que Bridge of Spies foi o filme do qual a premissa eu mais senti preguiça. Preguiça do elenco homem, preguiça da história do filme, e basicamente preguiça no geral. 

No fundo, no fundo, Bridge of Spies não é ruim. É um filme pra assistir se não tiver mais nada o que fazer e que com certeza daqui uns anos nem vou lembrar sobre porque não tem nada de relevante. Ele é esteticamente bonito (e azulado) e o roteiro fluiu melhor do que eu esperava. Achei que ele poderia ter sido pior, mas fico meio meme do John Travolta com a indicação dele a melhor filme. 

Saudações ao Mark Rylance que foi quem mais se destacou no longa.

THE REVENANT
Alejandro G. Iñárritu
Elenco: Leonardo Dicaprio, Tom Hardy, Will Poulter, Domhnall Gleeson

Indicações: 12
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Leonardo Dicaprio - Ator Principal (Actor in a Leading Role); Tom Hardy - Ator Coadjuvante (Actor in a Supporting Role); Direção (Directing); Fotografia (Cinematography); Edição (Editing); Design de Produção (Production Design); Design de Figurino (Costume Design); Maquiagem e Cabelo (Makeup and Hairstyling); Mixagem de Som (Sound Mixing); Edição de Som (Sound Editing); Efeitos Visuais (Visual Effects).

Revenant é aquele filme que o personagem do DiCaprio foi atacado por um urso, e apesar de não estar morto e sim apenas sofrendo horrores, foi deixado pra trás por seus companheiros porque too much trouble

Revenant, bem diferente do que Iñárritu faz pensar, não é um filme que deveria ser assistido de um templo (alguém manda Alejandro be menas, por favor). A impressão que tive do filme foi mais ou menos a mesma que tive de Birdman ano passado. Não sei se gostei. Birdman, em primeiro momento até pareci ter gostado, mas depois de certas vitórias, acho que odiei mesmo. Revenant é uma incógnita. A fotografia é bonita, a trilha sonora também. A direção quer chocar e inserir uma espiritualidade que, pra mim, não convenceu. Então são muitas questões, sabe? 

Acredito que a atuação de Leonardo DiCaprio tenha sido algo muito mais físico, afinal o moço mal falou durante o filme todo. Falta assistir alguns outros filmes dos indicados a melhor ator, porém apesar de achar que esse ano Leozinho leva, eu não acho que seja mais merecido que Leozinho em Wolf of Wall Street (se excluir a concorrência pesada daquele ano, afinal Matthew McConaughey é algo). Tom Hardy com certeza mereceu a indicação e surpreendeu bastante sendo um mala sem tamanho (Bane é querido perto dele). 

Mas assim, na #sinceridade, eu passei boa parte do filme querendo que ele acabasse. O que foi uma constante com outros filmes do Oscar também, mas esse em questão eu senti ser algo bem comum se calcular a quantidade de gente pegando o celular pra ver que horas eram  ̶̶̶̶  será que vai demorar?, aquela pegadinha no celular deixava explícito. 

Definitivamente não é o meu favorito, mas pra filme ruim nível Ted também não serve. Revenant: o dilema do Oscar 2016.


Obs.: Gosta de gente como a gente falando sobre os filmes do Oscar? Então aproveita e acompanha o blog de Sharon e Pássara pra mais posts sincerões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

AQUECE OSCAR 2016 #2: The Big Short, Brooklyn, Room e Spotlight


E continuando com a série de posts sobre o White Awards, vamos lá:

THE BIG SHORT
Adam McKay
Elenco: Christian Bale, Steve Carell, Ryan Gosling, Brad Pitt

Indicações: 5
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Christian Bale - Ator Coadjuvante (Actor in a Supporting Role); Direção (Directing); Roteiro Adaptado (Screenplay based on previous material); Edição (Editing).

Big Short é um filme de pessoas brancas sobre a bolha imobiliária da economia estadunidense que deu ensejo a crise econômica de 2008. Um dos caras brancos do filme decide apostar contra a economia do seu país, sob o argumento de que esta quebrará em breve. 

Big Short é um filme que tem tudo para ser chato, mas não é. Assisti o filme no cinema e devo dizer que foi uma das melhores surpresas do Oscar até agora. Por certo, não entendi grande parte dos diálogos porque tem muita economia rolando, e apesar disso, ainda assim o filme é ótimo.

A direção faz uso de diversos ângulos de câmera, coloca famosos pra explicar conceitos econômicos pros meros mortais (gente, é sério, tem até Margot Robbie e Selena Gomez sendo elas mesmas pra nos explicar as coisas), e faz bastante uso de trilha sonora destoante. E eu não sei vocês, mas eu amo isso.

Penso que esnobaram o Steve Carell aqui porque achei que ele entregou um papel maravilhoso, e quase melhor que o Christian Bale. Mas que que eu sei, né não?

Saí do cinema deveras contente porque é um filme divertido e que flui super bem. Vão na fé. Recomendo.


BROOKLYN
John Crowley
Elenco: Saoirse Ronan, Hugh Gormley, Emory Cohen, Domhnall Gleeson

Indicações: 3
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Saoirse Ronan - Atriz Principal (Actress in a Leading Role); Roteiro Adaptado (Screenplay based on previous material).

Ellis Lacey se muda da sua terra natal (Irlanda) para tentar a vida em Brooklyn, NYC. Ellis sente saudade de casa até que sente um pouco menos porque conhece um encanador italiano. Coisas acontecem e, após uma visita a sua terra natal, Ellis começa a se sentir dividida entre os dois países. 
Gostei do filme? Gostei. É fofinho, o figurino é lindo, mas a história em si é meio fraquinha, né? Não pensei que Brooklyn fosse ser indicado, e agora que assisti, não entendo porque foi. É um filme pra dar umas choradinhas e perceber o quão linda é a pele de Saoirse Ronan. Fora isso, não acho que leva. Vamos ver. 


ROOM
Lenny Abrahamson
Elenco: Brie Larson, Jacob Tremblay, Sean Bridgers

Indicações: 4
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Brie Larson - Atriz Principal (Actress in a Leading Role); Direção (Directing); Roteiro Adaptado (Screenplay based on previous material).

O filme conta a história de Jack, um garoto (contra todas as expectativas, porque eu passei metade do filme achando que ele era uma guria) que nasceu e se criou (bem... parcialmente se criou) junto com a sua mãe, Joy "Ma", em um quarto de 10m², em cativeiro. 

O filme é bem... Denso. Achei um dos mais relevantes filmes do Oscar até agora. O filme puxa pro lado do garoto Jack, e em como sua visão é deturpada sobre o que é a vida. Passei uma boa parte do filme agoniada, torcendo pelos dois e querendo matar de maneira grotesca o abusador. 

A história é boa. A execução do filme foi boa. A Brie Larson está espetacular no papel, e acredito que leve o prêmio da noite. O garoto Jacob Tremblay atuou magnificamente, e provavelmente veremos o seu rosto com mais frequência agora. Não sei se leva melhor filme, mas com certeza mereceu a indicação.


SPOTLIGHT
Tom McCarthy
Elenco: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, John Slattery

Indicações: 6
Indicado em: Melhor Filme (Best Picture); Mark Ruffalo - Ator Coadjuvante (Actor in a Supporting Role); Rachel McAdams - Atriz Coadjuvante (Actress in a Supporting Role); Direção (Directing); Roteiro Original (Screenplay directly for the screen); Edição (Editing).

Spotlight conta a história de um grupo de jornalistas que resolve expor os abusos da Igreja Católica na cidade de Boston/EUA. O grupo, que trabalha para o Boston Globe, executou uma investigação que desvendou décadas de encobrimentos nos mais altos níveis de estabelecimentos legais e religiosos, e mais tarde desencadeou uma onda de revelações ao redor do mundo. 

Na sinceridade, eu esperava mais de Spotlight. O cast é ótimo (porém super white) e pesado, e o filme é tão agoniante quanto poderia ser. Não dá pra assistir ele e não querer mostrar pros fanáticos religiosos e perguntar: cadê seu Deus agora? Ele é intenso, mas poderia ser mais. 

Esperei ansiosa a publicação da história no filme para poder assistir as milhares de merdas que devem ter acontecido depois. Se você for assistir o filme esperando isso também, não assista. O filme realmente só conta sobre a história dos jornalistas, e caí longe de aproveitar a deixa e expor o rebuliço que aconteceu da publicação. É um filme bem investigativo e que levou o prêmio no SAG Awards. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Primeiro mês e coisa e tal

Não sei pra vocês mas janeiro pra mim traz uma vibe (eu contra todas as expectativas tô adorando usar essa palavra) muito boa de recomeço, novos ares e aquela coisa toda. Pode ser só uma falácia ou um clichê ou ambos, mas pra uma pessimista eu sou bem otimista e nunca deixo de acreditar que ano novo, vida nova. 

Esses dias comentando num post de algum dos bróguis maravilhosos que eu sigo, eu disse que meu janeiro parecia meio parado e que eu não tinha feito nada de mais nele. 

Aí resolvi parar pra pensar no que eu havia feito nele e até que não foi um caso perdido no geral. Em janeiro eu...

1) Fui ao cinema duas vezes

E teria ido mais não fosse a péssima seleção de filmes que essa minha cidade brega decidiu exibir em período de férias. Todos os anos as mesmas frustrações. Eu não vou muito ao cinema, não o tanto que gostaria, pelo menos. Mas eu adoro a experiência de chegar lá, reclamar da fila da pipoca, tentar não derrubar a pipoca no chão enquanto subo os degraus geralmente de tamanhos e alturas diferentes em direção ao meu assento (não que eu já tenha feito isso) (eu fiz), e aquele momentinho de ansiedade que dá quando as luzes apagam. Assisti The Hateful Eight, e esperava bem mais dele, e The Big Short, que, apesar de não entender nada, curti muito. 


2) Li dois (?) livros

Tá, não é um número a se orgulhar, mas eu ando uma péssima leitora. Sem drama nem nada. O número ano passado foi vergonhoso e não passou de duas dezenas.

Nessa hora eu paro e penso em Analu chorando porque "só" leu quase 50 livros em 2015, ou em Mia que desafia a tudo o que eu estou acostumada e leu 90 livros ano passado. Tipo, GENTE? 

Então eu, peixinho-leitora, terminei Garotos Corvos (Maggie Stiefvater), li Lola e o Garoto da Casa ao Lado (Stephanie Perkins) e engrenei em Deuses Americanos (Neil Gaiman). Somando dá dois livros, né? 


3) Assisti 12 filmes

Não é um número exorbitante, mas se olhar pro meu histórico de 2015 em que eu assisti 31 filmes e 31 filmes somente, é algo a se orgulhar.

Os filmes foram: 22 Jump Street, Mistress America, Trainwreck, Pitch Perfect 2, Insite Out, Hot Girls Wanted, The Hateful 8, Southpaw, The Martian, The Walk, The Big Short e Room.

4) Assisti 120 episódios de séries

PAUSA. Todos os anos eu crio desafios pessoais que eu nunca chego realmente a cumprir. Esse ano eu tentei maneirar as coisas e deixei elas assim: 500 episódios + 24 livros + 75 filmes. DESPAUSA.

E é por causa desse número que meus outros desafios não vão pra frente. Em 2014 foram 760 episódios. Em 2015 foram 680. Esse ano eu fico contente se atingir 500. 2016 me reserva mais de uma dezena de matérias na faculdade, mais trabalho (infinitamente melhor do que não ter nada pra fazer), o início do TCC, e, se tudo der certo, uma provinha da OAB. Sem contar que ainda tenho que dividir o tempo entre os amigos, o boy e um certo grupo de whatsapp (vide item 5).

Entre os episódios tem muito Parks and Recreation e Brooklyn Nine-Nine, que comecei a assistir com o love e a gente têm se divertido muito. Também tem a volta de The 100 e Suits e algumas aleatoriedades.

5) Entrei na Máfia

Last, but not least. Desde que criei o blog alguns outros bloguinhos foram constantes na minha lista de mimos. Graças a esses bloguinhos conheci outros bloguinhos que também começaram a ser constantes na minha lista de mimos. Dentre os vários bloguinhos que conheci, uma parcela considerável participava de um grupo chamado Máfia.

Eu não sabia quem eram todas as garotas, mas sabia quem era uma boa parte delas. Admirava demais e nem tão de longe assim a amizade genuína de, meu Deus!, muitas gurias. Era uma propagação boa de girl love que batia de frente com a grande quantidade de girl hate que a gente, infelizmente, é acostumada a ler e ver todos os dias.

Eis que então, num momento de bad profunda, Banana fez o Convite Oficial e, sem saber, me jogou um colete salva-vidas e me puxou pra dentro de um barco, que ela sabia, cheio de folias e amô.

Eu que nunca soube como fazer amizade direito, em poucas horas me senti em casa  ̶̶̶̶  de chinelo de dedo e abrindo a porta da geladeira, sabe assim? Em poucos dias já estava contando dramas e causos, conversando sobre tabus e chorando pitangas. Coisa que eu era acostumada a fazer com poucas pessoas, e pessoas com quem tenho anos de amizade.

Fico feliz que coisas acontecem e eu esteja aqui e lá com elas agora, passando horas no celular pra dar conta das centenas e até milhares de mensagens diárias que Elas enviam. É muito bom fazer amizade, sabe?

***

Entre os cinco itens, também teve muito amor, algumas idas ao mercado pra comprar cervejinha, um exame chato, alguns chás de cadeira esperando médicos e outros exames chatos, o fim das férias e a volta ao trabalho.

De primeira olhada parecia um mês pacato, mas olhando de pertinho eu tirei muito proveito dele.

E vocês hein? Fizeram o quê?

Obs.: eu sou Maria-vai-com-as-blogueiras e criei uma newsletter, a Hella Cereal. É o lado B do blog, e um lugar onde falo umas groselhas nada-a-vê. Parece chato, mas eu sou legal. Juro. Assina e vem trocar figurinhas por e-mail comigo? 
© OH SO FANGIRL
Maira Gall